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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Idiotismos 11


Tome-se por inteiro, e antecipadamente, que não se vai chegar a uma conclusão definitiva e rigorosa sobre as origens, razões de uso e significado exacto da expressão portuguesa: fazer fosquinhas. Muito embora Alexandre de Carvalho Costa (Gente de Portugal/ Sua linguagem - Seus costumes, Portalegre, 1982) lhe atribua equivalência a: fingir afectos que não se sentem.
Ao que parece, os Getas e Citas, antigos povos germânicos, atribuiam aos cavalos um poder adivinhatório através da interpretação dos seus relinchos, sobretudo aos cavalos brancos, que eram consagrados ao Sol. Daqui, para Portugal, vão uns séculos, mas há notícia de uns "cavalinhos fuscos" que, obrigatoriamente, integravam a procissão lisboeta do Corpo de Deus. Por sua vez, S. Jorge, iconograficamente, aparece quase sempre montado num cavalo branco. Ou seja, de novo, uma ligação ao sagrado.
Já no "Auto das Fadas", Gil Vicente refere: "Cavalgo no meu cabrão - e vou a val de cavalinhos..." E, também, Francisco Manuel de Melo os refere (cavalos fuscos) na "Feira de Anexins". Em 1517, no Regimento da Câmara de Coimbra se regista: "...os cordoeiros, albardeiros, odreiros e tintureiros levam quatro cavalinhos fuscos bem feitos e bem pintados...". E Cruz e Silva, no Hissope, nos finais do século XVIII, escreve:
E por dar mais prazer aos convidados,
De cavalinhos fuscos, depois dele
Na vaga sala, com soberba pompa
O galante espectáculo prepara.
Ou seja, em jeito de conclusão, fazer fosquinhas seria, talvez, "imitar o cavalo, nos seus movimentos, caracoleios e relinchos". E fiquemo-nos por aqui, hoje.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Divagações 28 (muito desencontradas e com várias cores)


Um paulistano obsessivo vem pela quinta vez, hoje, ao Arpose, visitar o S. Jorge e o Dragão de Paolo Ucello. Oxalá seja a última!
Soube, de tarde, que o Sr. Cunha tinha morrido. Há 5 anos, e não dei por nada. Estimava-o, bastante.
A pequena rosa, que era laranja, hoje rósea e quase mumificada, vai secando no vaso, porque não temos tido coragem para a decepar - era muito bonita, quando viva e jovem, na varanda a leste... Mas os limões vão crescendo, muito verdes. Nas duas varandas, felizmente.
Os pássaros, apesar do tempo ameno, parece que também foram de férias. Não os oiço, mal os vejo. E se os avisto vêm em voo singular, desacompanhados de todo.
O "aladino" começou a piscar ás 20h40, mas a noite está a vir, vagarosamente. Imagino que as gaivotas, quase sempre presentes (hoje ainda não as vi) se divertem, como abutres, sobre os restos e sobejos das praias já desertas, a esta hora. Os banhistas do quotidiano irregular cada vez deixam mais lixo.
Há muitos, muitos anos atrás, tentei vestir a pele e imaginar-me na cabeça e desconforto dos banheiros e pescadores da Póvoa, criticando os sazonais banhistas. Se não me falha a memória, disse assim, juntando uns "versinhos":

São areias, passos, gente
que não têm nada de nosso
senão vagarosamente...

E a noite de Agosto acabou por cair. As casas vão-se iluminando, uma a uma. Mas está tudo quieto, não há vento: árvores, pessoas, aves não se mexem, mal se vêem. Só os aviões, iluminados, de vez em quando passam, altos. Anoto, nostálgico: 21h18. Azul escuro.  

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A melhor da semana


Não consigo resistir a partilhá-la. Perdoe-se-me, porque é superior às minhas forças não reproduzir este " trocadalho do carilho". Já devem ter percebido que se trata da minha obsessão mais estimada: as search words parvas e as indicações equívocas desse genial motor de busca do Google. Segue:
O proficiente investigador da net escreveu: "peolho occello".
O tosco motor de busca do Google indicou: "Pinacoteca Pessoal 14 : Paolo Ucello", aqui no Blogue.
Apesar de tudo, a máquina pensante foi mais clarividente... haja deus! (e S. Jorge a matar o dragão).

sábado, 16 de julho de 2011

Pinacoteca Pessoal 14 : Paolo Uccello


Paolo Uccello, cujo nome de baptismo era Paolo di Dono, nasceu em Florença, em 1397. O apelido posterior (Uccello) veio-lhe do gosto que tinha em pintar pássaros. Mas também outros animais, como cavalos em cenas de batalhas, que têm o seu traço inconfundível. Paolo Uccello era filho de um barbeiro-cirurgião, mas cedo se inclinou para a aprendizagem de Pintura. Nos últimos anos da sua vida, um pouco insatisfeito com as suas obras, deixou de pintar e dedicou-se a estudar as leis da Perspectiva. Faleceu a 10 de Dezembro de 1475. O pormenor do quadro, em imagem, com o título "Luta de S. Jorge com o dragão" pertence ao acervo da National Gallery, de Londres.

quarta-feira, 2 de março de 2011

"Battaglia" de Andrea Gabrieli (1510?-1586)


...E como o cerco se aperta, com Teixeira dos Santos, em Berlim, e os rapazes da Moody's a invadir Portugal, ao som de Andrea Gabrieli: " Sus! A eles!"