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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Aznavour



Não, não é este Que c'est triste Venise, ou La Bohème, nem muito menos La Mamma, para mim a canção mais emblemática de Charles Aznavour (1924-2018), que faleceu, hoje, em França. Creio ser, entre tantas de que gosto do seu repertório, o Il faut savoir, por várias razões pessoais de juventude.
Foi por Agosto de 1964 que eu soube que o seu apelido de infância era, na verdade, Aznavourian  que, como quase todos os apelidos arménios, terminava em ian. Os progroms turcos sobre os arménios provocaram um êxodo maciço do povo, sobretudo para França. Foi o caso dos seus pais. Como, também, dos pais de quem me contou a história, nessa altura.
Depois, há nomes e figuras que, colados à nossa adolescência, quando desaparecem de cena vão corroendo, inevitavelmente, a nossa fantasiosa crença e utopia inconsciente sobre a imortalidade humana, própria. Charles Aznavour, para mim, era um desses nomes. Feito de boas memórias.

domingo, 2 de setembro de 2018

Revivalismo Ligeiro CCLXXXIV

Gravada em 1974, e criada numa parceria feliz de Charles Aznavour e Herbert Kretzmer, esta canção acabou por ter versões em várias línguas, pelo seu sucesso inicial. Em inglês, teve o título de She.

sábado, 11 de agosto de 2018

Encore...


Dantes, e não há muito tempo, Lisboa, em Agosto, era uma sossegada, amena e desocupada cidade de província... Dava gosto passeá-la, a pé ou em transportes públicos quase vazios, sentarmo-nos na esplanada de um café, à sombra, e beber tranquilamente uma groselha fresca, um café, ou saborear uma cerveja bem gelada. Hoje, não. As esplanadas (e há muito mais, agora) estão coalhadas de multidões babélicas, barulhentas, sobretudo, se há mulheres castelhanas, que pedem meças às nossas antigas varinas, pela voz alta, metálica e desagradável. Os transportes públicos vão à cunha e depois há os tuques-tuques estridentes e os "troles" sacolejando, infernalmente, pelas calçadas das ruas. Anteontem, a HMJ, à porta dos Pastéis de Belém, viu uma bicha de quase um quilómetro que se cruzava com outra, que partia dos Jerónimos. O trânsito lisboeta, por sua vez, está caótico.
Saudosamente, lembrei-me de Aznavour, embora na canção ele fale desses amores breves que duram apenas um Verão. Quem não os teve?
E, ainda que ela já conste do Arpose (29/8/2010), passados 8 anos, é tempo de um encore... Relembrar Paris em Agosto, com saudades de uma Lisboa passada, agradável e acolhedora, quase vazia. De outrora, e sem turistas.

sábado, 3 de setembro de 2016

Revivalismo Ligeiro CCXXXVII


Era um pouco como ou "Cavaleiro Andante" ou "Mundo de Aventuras". Ou se comprava um, ou outro. Melhor dizendo, uma espécie de antagonismo visceral que, na adolescência, nos fazia optar entre Benfica ou Sporting, nunca pelo dois. Pois nesse final dos anos 50, quando a canção francesa predominava, a dupla rival era: Gilbert Bécaud e Charles Aznavour. Este último acabou por predominar, até pela sua invejável longevidade.
Mas Monsieur 100.000 volts, como era conhecido Gilbert Bécaud (1927-2001), pelo seu frenesi dramático interpretativo e gesticulante, não deixava de ter os seus fãs dedicados, sobretudo pelos grandes êxitos "Nathalie" (estávamos na Guerra Fria...) e por "Et maintenant". Curiosamente, eu achava uma graça enorme à insólita canção "L'orange (du marchand)", ainda hoje não sei dizer porquê. Aqui a deixo, por isso.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

sábado, 23 de maio de 2015

Pelos 91 anos de Charles Aznavour


Foi ontem. Que Charles Aznavour completou 91 anos. Aqui fica a sua voz para o lembrar.

domingo, 5 de maio de 2013

Pelo Dia


Pelo sangue, nunca nos é dado escolher a família e, por isso, haverá sempre desencontros. Que o tempo e uma maior experiência, nos hão-de explicar ou ajudar a perceber melhor as razões, em causa.
Não escolhemos pais, nem filhos, nem irmãos e, em última análise, embora nos pareça uma questão biológica, tantas vezes absurda, há que encará-la como se fosse uma razão de fé - e aceitação humilde.
Se os que já foram, deixaram de ser muro sólido, abrigo e segurança, os que hão-de ficar terão de ser futuro e esperança - é essa a eternidade da Vida. 

Nota pessoal: será óbvia e banal, esta canção de Aznavour, mas já há muito tempo que eu a não ouvia...


domingo, 22 de julho de 2012

Memória 72 : Mireille Mathieu

Quando esta jovem apareceu a cantar, disseram que seria uma nova Edith Piaf. Não chegou a sê-lo, no entanto.
Mas sempre foi uma voz fresca, agradável e intensa que, aqui acompanha, muito bem, Charles Aznavour.
Essa jovem, Mireille Mathieu, faz hoje 66 anos. Está uma Senhora...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Aznavour

Os moralistas da 25ª hora


Não sei se será um vício exclusivamente português, mas creio que não. Até porque La Rochefoucauld o sublinhou através da máxima: "Les vieillards aiment à donner de bons précepetes, pour se consoler de n'être plus en état de donner de mauvais exemples" (aqui no bloge, em tradução, a 29/11/09). E Charles Aznavour, paralelamente e numa outra direcção, emite o mesmo conceito na canção "Alléluia". O facto, é que já estou cansado de ver figuras públicas e ex-ministros darem conselhos para bem gerir as suas "ex-cátedras", depois de largarem o lugar e de terem tido oportunidade de os aplicar, objectivamente.
E os nomes, em questão, abundam. Desde Marçal Grilo que, depois de largar o Ministério da Educação, escreveu o livro "Difícil é sentá-los". Até Campos e Cunha, o ministro-cometa de Finanças no 1º consulado de José Sócrates e que, quase todas as semanas, dita regras (no "Público") de como se devem gerir as finanças e economia portuguesas; e ainda um obscuro juíz que, quando se aposentou do Tribunal de Contas, veio perorar sobre o que devia ser feito nessas competências. Para não falar dos senhoritos portugueses bem instalados na vida, ou a comer à mesa do orçamento, quando vem dar conselhos à populaça para gastar menos e se sacrificar: "Bem prega Frei Tomás..." E, no mínimo, esta hipocrisia vai fazendo escola.
O último caso flagrante foi António Barreto no seu discurso moralista do 25 de Abril, a zurzir nos políticos, quando ele próprio também o foi, e não está livre de críticas.
E fico-me por aqui, para não ir mais alto e mais acima...

domingo, 29 de agosto de 2010

Revivalismo Ligeiro XXI : Charles Aznavour

Porque sempre gostei de Aznavour, e o mês de Agosto está a acabar.

sábado, 22 de maio de 2010

Memória 25 : Charles Aznavour

Shahnour Vaghinagh Aznavorian (apelido final em "ian" como todos os arménios: vide Calouste Gulbenkian, por exemplo) nasceu, em Paris, a 22 de Maio de 1924, filho de pais arménios emigrantes. Afrancesou, como artista, o seu nome para Charles Aznavour. Actor, cantautor e, mais recentemente (2009) embaixador honorário nomeado pela Arménia como seu representante na Suiça, bem merece ser lembrado, hoje, no dia do seu 86ºaniversário.