Mostrar mensagens com a etiqueta Biografias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Biografias. Mostrar todas as mensagens

domingo, 12 de março de 2023

Polémicas...



Agora a polémica pessoana transbordou, do hebdomadário do regime e de um blogue fundacional, para a revista Visão, talvez por falta de melhor assunto. Os dois biógrafos encartados digladiam-se, entretanto, a tentar apascentar (o pasto é pouco e os rebanhos pequenos, em Portugal...) o poeta Fernando.
Felizmente, sinto-me fora da corrida. Ainda que antiquado, fico-me pelo clássico e antigo trabalho de Gaspar Simões, que já li há muito e me basta para saber da vidinha de Pessoa.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Últimas aquisições (27)



Talvez seja desta, finalmente...

De há muito que gostaria de ler um biografia isenta e competente do rei Filipe I (1527-1598), de Portugal (II de Espanha). A última que li (Círculo de Leitores/ UC), de Fernando Bouza Alvarez (1960), não me convenceu e foi de leitura decepcionante, por diversas razões.

Ao deparar, usada, com esta biografia elaborada pelo historiador William Thomas Walsh (1891-1949), e editada e traduzida (1968) pela Espasa-Calpe, em volume de 812 páginas, a esperança renasceu-me em vir a ler uma obra capaz e competente, finalmente. O livro, em bom estado, custou-me 12 euros.

A ler vamos...

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Pequena história (37)


Memórias, sabe-se que são, muitas vezes, uma forma de cristalizar, em primeira mão, uma biografia. Dissimulando ou expurgando-a dos episódios mais contraditórios ou menos recomendáveis, que o próprio não quer que passem à posteridade ou à História oficial.
Diz-se que o Marechal Pétain (1856-1951), ao ser-lhe perguntado porque não se decidia a escrever as suas Memórias, terá respondido: "Memórias, eu escrevê-las?! Jamais! Eu não tenho nada a esconder!"...

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Contos, descrença e leituras


Será que poderei anunciar o fim da minha ingenuidade ou início da minha descrença, em relação à ficção? E, aos contos, em particular. O meu primeiro abandono, em leituras, deu-se com a ficção científica, há muitos anos atrás, ao quinto ou sexto livro lido, desta temática - não gosto. Desertei da infanto-juvenil, quando o meu filho mais novo atingiu a adolescência. E, quase em simultâneo, da BD, onde apenas vim a ter uma recaida proveitosa com Hugo Pratt e o seu Corto Maltese. Não mais. O cinismo e o dogmatismo põem sempre alguns perigos, guardo-me deles, porque nunca se sabe se podemos vir atrás. Mas já Afonso Duarte (1884-1958) avisava: "...Voltar atrás é uma falta de saúde..."
Acontece que, por desfastio, nos últimos 3 dias, me dediquei à leitura de curtas narrativas de ficção. Contos, quero eu dizer. Comecei por Maupassant (Guy de): reli O adereço, depois li Uma "vendetta" que, quanto a trama imaginativa, são soberbos. Mas os assuntos são datados, os sentimentos das personagens, obsoletos, hoje em dia. Já não colam ao leitor.
Depois, patrioticamente, fui aos nacionais. Afonso Ribeiro (1911-1993), com Uma luz nas trevas, deixou-me descalço de piedade e simpatia, pela sua caridadezinha neo-realista. Alves Redol (1911-1969) acordou-me um pouco com O combóio das seis, pelo seu realismo e diálogos movimentados de subúrbios fabris, bem sugestivos. Mas o final do conto (deus meu!) estraga tudo. Finalizei com Aquilino Ribeiro (1885-1963), de que reli: António das Arábias e seu cão Pilatas, que, no seu pendor cinegético e rural, me reconciliou um pouco com a boa literatura nacional; mas que não chegou para me entusiasmar (fiz batota em duas ou três páginas, de intensidade mais onírica, quase no final), por aí além.
Terei de chegar à conclusão que já me vai faltando aquela supension of desbelief - de que falava S. T.  Coleridge - e que caracteriza os leitores com fé? Com boa fé - melhor dizendo. Talvez.
Mas dou-me por feliz, ao pensar que há muitos livros de História, Poesia, Biografias e Ensaio, que nunca li...