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domingo, 26 de abril de 2026

Antes de mais, esquecemos...

 

Primeiro, vão talvez os nomes. Depois, as memórias mais recentes. As mais antigas parecem ser de bronze, mas ainda frescas ressurgem. Este inverso de tempo é que não se explica ou percebe, inteiramente.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Memória 158



Chamavam-lhe "Basófias", antes do seu leito ser reordenado, pois embora fosse o maior rio nascido em território nacional, chegava-se ao Verão e era apenas um fiozinho e duas ou três poças de água, junto a Coimbra, onde se podia tomar banho, sem perder o pé. Ora, o Mondego, desta vez, resolveu fazer das suas, o grande malandro!

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

domingo, 28 de dezembro de 2025

Memória 157

BB

 

Descoberta, duplamente, por Roger Vadim, Brigitte Bardot (1934-2025) era uma mulher que não se podia ignorar, por boas e más razões. Da defesa dos animais até à sua colagem à extrema-direita. A famosa actriz de cinema faleceu hoje com 91 anos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Divagações 212

 

Um amigo de infância que faz anos e, felizmente, está bem.
Olho os números e constato que sou mais velho que alguns dos desaparecidos. Já ultrapassei, em idade, a vida dos meus pais, o que é, em si, uma sensação estranha, parecendo que, agora e depois, tudo é ficção aparente a que me falta realidade. A sobrevivência de favor (?) vai-se estendendo. Até quando, não sei. E, embora as competências vão faltando, vou conseguindo pensar atinadamente, em termos racionais, embora a memória, sobretudo dos nomes, vá passando por hiatos temporários, que não chegam bem a ser dramáticos, mas não ajudam ao resto.
Um amigo que faz anos...

domingo, 2 de novembro de 2025

Memória 156

 


Só tarde compreendi a importância dos rituais na memória dos tempos. Da chegada dos pequenos morangos de Maio, do quintal da minha Tia, da escolha da lagosta, na Póvoa, em meados de Agosto, o piquenique campestre na Citânia de Briteiros, presidido pela majestática D. Laura Costa, por Setembro, a montagem da fabriqueta familiar e doméstica, na garagem, para o fabrico da massa de tomate para os arrozes de Inverno, e em finais de Outubro o fabrico da marmelada, nos grandes tachos de cobre dourado, e da geleia translúcida.
Este ano calhou mais tarde: foi por Novembro adentro. E muito bem ficou!

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Memória 155

 

Por onde passámos, vagas recordações nos ficam, quando ficam. Outras vezes, permanece o sabor de um ambiente, positivo ou negativo da atmosfera que ali, então, respirámos.
Recentemente, em sonho, veio-me à tona o Museu de Ixelles (Bélgica) que, há muito, descobrimos por feliz acaso nas nossas deambulações pedestres por Bruxelas.



Ficou-me a memória de que o museu da comuna de Ixelles, não sendo excessivamente grande, o que foi bom, continha resumidamente uma selecção original e singular englobando arte ocidental que ia dos séculos XVI ao XX, com obras de Dürer a Magritte, passando por Toulouse-Lautrec.



segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Memória 154

 

Desconheço se a Sociedade de Língua Portuguesa ainda existe. Localizada na rua de S. José (Lisboa), em prédio algo degradado, que ameaçava ruína, foi obrigada a retirar, nos anos 90, os seus cerca de 20.000 livros, que ficariam depois à guarda da BNP, por questões de segurança. A temática dos dicionários ocupava um largo espaço, naturalmente.
A venerável e útil instituição tinha sido criada em 14/11/1949 e editava um Boletim (imagem acima) informativo que, dos 1500 exemplares iniciais, chegou a tirar 5000, e era distribuído gratituitamente aos associados da SLP. Rubricas tais como um consultório linguístico, muito útil, e outras curiosidades constavam do boletim da sociedade. Como por exemplo:




quarta-feira, 9 de julho de 2025

Memória 153

 

Desta última exposição de Pedro Chorão (1945), na galeria Sá da Costa, em Maio de 2025, ficou-nos este magnífico catálogo ilustrado, com o título homónimo da mostra - Diálogos Sensíveis.
Pena que o original acervo fotográfico sobre o Alentejo, nas mãos do Pintor, que esteve para ser publicado pela IN-CM, não o tenha sido por vicissitudes várias, alheias ao artista.

quarta-feira, 18 de junho de 2025

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Memória 152

 

Passaram recentemente (6 de Junho) 150 anos sobre o nascimento do grande escritor alemão Thomas Mann (1875-1955). Obras como A Montanha Mágica (1924) ou A Morte em Veneza (1912) fazem parte da minha memória maior de literatura europeia.
Assim, esta modesta evocação.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Memória 151


Marianne Faithfull (1946-2025).

sexta-feira, 5 de julho de 2024

Memória 150

 


Aqui há 54 anos atrás (Domingo), em Braga, por esta hora, estava um grande calor semelhante ao da zona outrabandista, hoje, por aqui.

domingo, 30 de junho de 2024

Memória 149

 

Por mero acaso e num zapping saudoso, demorei-me talvez um pouco mais na tv, atento, na visão do filme Doutor Jivago (1965) de David Lean (1908-1991), baseado no romance homónimo de Boris Pasternak (1890-1960). O escritor russo obtivera o prémio Nobel em 1957, polémico, numa altura em que o galardão nórdico tinha ainda uma certa credibilidade e era garantia de qualidade, embora nem sempre de isenção política. O poeta não fora sequer autorizado a sair da URSS, para receber o prémio.
Editado pela Bertrand (1965) o romance, traduzido da versão italiana por Augusto Abelaira, tinha um prefácio de Aquilino Ribeiro e uma antologia poética, no final, em versão de David Mourão-Ferreira - foi um sucesso de venda, na altura, naturalmente. Consumi a minha Mãe para comprar o livro, que não era barato, mas acabei por nunca o ler todo. O filme é que me ficou na memória. O elenco era imponente: Julie Christie, Omar Sharif, Geraldine Chaplin, Rod Steiger, Alec Guiness, Ralph Richardson...
Não esquecendo a banda sonora de Maurice Jarre.

sábado, 11 de maio de 2024

A erosão dos nomes

 


Há fenómenos pessoais e humanos curiosos, muitos dos quais estão ligados à memória.
Constato que, dos meus amigos de infância e primeira juventude, retenho os nomes completos inteiramente, enquanto, mais tarde, fixei apenas o primeiro nome e o último apelido. Ou apenas um deles, a menos que a pessoa em si, quotidianamente, ainda me acompanhe no presente.


segunda-feira, 6 de maio de 2024

A ter em atenção

 
 Quando o movimento cessa de todo, a memória pode sempre socorrer-se da nitidez estática da fotografia.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Memória 148

 

Morangos. Provámos os primeiros deste ano: espanholitos e "linfácticos" de interior. Nada que se comparassem com os pequeninos de Maio, que vinham de minha Tia minhota,  muito saborosos. Ou com os de Quarteira, em finais de Agosto dos anos 70, que aos Domingos nos diziam para colhermos à vontade, antes que apodrecessem no campo, porque nesse dia não os apanhavam. Dulcíssimos, naturais que eram!

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Memória 147



Esquecemos muitas vezes os criadores, os artífices de obras quase perfeitas. Outros deles, por opção própria ou norma do tempo, abrigaram-se discretos sob o anonimato sem nome, como os operários das catedrais. Na memória abstracta serão porventura eternos e admirados. Mas sem rosto.
Percebe-se que o esforço de imaginar, saber e pensar não é apanágio da corrente dominante, nem das almas simples. Quanto a autorias, não poucas vezes a obra ultrapassa o criador. Flaubert o disse, iracundo e veemente: Eu estou a morrer, mas aquela vadia da Madame Bovary viverá para sempre.

segunda-feira, 26 de junho de 2023

Osmose 131


Nomear é conhecer, de algum modo. Daí a obsessão por um nome esquecido que nos fugiu da memória, e que, de noite e na escuridão, perseguimos incansavelmente pela insónia dentro.
Os números são mais para situar geografias e estados. Contento-me, satisfeito e tranquilo, com aqueles que esta manhã o corpo acusou: 126, 68, 76 sem arritmia. Saúde-se a boa proporção.