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quarta-feira, 11 de junho de 2025

Penúltimos



Tive hoje a grata surpresa de me oferecerem os dois penúltimos volumes que me faltavam da Antologia da Terra Portuguesa. O meu bom amigo H. N. sabia que me faltavam apenas 3 livros da colecção da Bertrand, editora que, quase sempre e por mau costume, não indica a data da impressão das obras... Esta série é, vagamente, dos anos 50 do século passado e foi orientada por escritores e poetas competentes.
A partir de agora ficou apenas a faltar-me o volume nº 14, Os Açores, organizado por A. Côrtes Rodrigues.

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Divagações 190



Esta semana começou, finalmente, com um dia soalheiro, mas que pouco durou. Embora o azul regressasse. Pois que, na passada, depois das orvalhadas tipo S. João, amanhecia sempre por entre nevoeiros espessos que convidavam a perdermo-nos ao sair para a rua.
Coincidiu, nessa altura, que eu tentasse localizar, em data, o ano de publicação de algumas obras de Aquilino Ribeiro (1885-1963). Ora, ao contrário da Portugália, muito precisa nesse tipo de informações , ou da Relógio D'Água, a Bertrand nem sempre fornece, no livro, esses dados importantes. Suspeito das razões e, se não fosse Aquilino dar nota da data do final da escrita de algumas das suas obras, ou na dedicatória ou prefácio inicial, teríamos ainda mais dificuldade  em situá-las. A Editora Bertrand prefere falar de milheiros do que dos anos de publicação. E, deste modo, até podemos ficar perdidos pelo nevoeiro do tempo...



sexta-feira, 2 de março de 2018

Dos contos, como ficção

Não sei se hoje os leitores contumazes costumam ler muitos contos. Mas creio que as editoras preferem editar aqueles tijolos, que vemos muito pelos transportes públicos. E que permitem aos putativos e ocasionais leitores, sem grande concentração (eu creio que também há leitura automática!...), entreter, sem pensarem muito e à tona, o seu tempo de deslocação.



Durante uma boa parte da minha vida, sobretudo até à maturidade, eu comprava muitos livros de contos. E havia bons contistas portugueses. O meu tempo livre não era muito, mas era muito intercalado e havia contos, de 3 ou 4 páginas, admiráveis, que deixavam um rasto prolongado, e imorredouro, na minha memória. Estou a lembrar-me de pequenas narrativas de Somerset Maugam ou de Guy de Maupassant, por exemplo.



Na altura, eu não era esquisito. Quanto aos de temática policial, Edgar Allan Poe ou Conan Doyle eram dos meus preferidos. Na índole histórica, Alexandre Herculano e as suas Lendas e Narrativas mereciam-me emoção e respeito. De pura ficção, mais moderna, para ser justo, terei de lembrar vários contos de  Jorge de Sena e Cardoso Pires. E muitos outros, que seria fastidioso, aqui, enumerar.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Recomendado : vinte e seis - Lucien Febvre


É um livro desconcertante, mas denso porque, embora escrito por um famoso historiador, Lucien Febvre (1878-1956), não é necessariamente um livro de História. Por outro lado, sendo uma biografia, ultrapassa largamente os seus limites factuais. Muito bem documentado, foi um livro marcante na minha juventude, porque tratando, desapiedada e desapaixonadamente, a figura controversa de Martinho Lutero, tenta fazer-lhe justiça à luz da sua época, justificando as razões das suas atitudes.
Voltei a ler "Martinho Lutero - Um destino", há dias, e reforcei a minha impressão e convicção de que não sendo um livro de leitura simples ou linear, mas complexo, é uma obra singular que vale a pena ler, por isso, aqui o estou a recomendar a quem se interessa pela história das religiões e pelas paixões humanas. A primeira vez que o li, fi-lo em francês, pelo texto original (1928). O que se apresenta em imagem, também na minha posse, é a 1ª edição em português, editado pela Bertrand, em 1976 - que deve estar esgotada. Mas a Texto Editores, reeditou a obra, recentemente (2010).

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Quotidianos lisboetas


Deviam estar a preparar alguma coisa nos jardins do Palácio do Conde de Farrobo, ao Chiado. Recepção, festa, ou vernissage, porque os canteiros estavam cuidados, os arbustos aparados e, por uma nesga de uma porta que dava para a rua, consegui ver 2 cozinheiros aperaltados a preceito e vários tachos e panelas sobre o fogão industrial da cozinha. Próximo, e de um caminhão parado na rua descarregavam vitualhas. Como sempre, à portuguesa, 3 moleques faziam o trabalho, e 5 "cavalheiros", muito direitos e aristocráticos, encostados à parede, davam ordens ou mandavam bocas correctivas aos oficiais mecânicos. Estava calor.
Eu já vinha da Bertrand, após ter resolvido, metafisicamente, uma dúvida difícil. Na mão direita eu tivera "Uma viagem à Índia" de Gonçalo M. Tavares, com prefácio de Vasco da Graça Moura, na esquerda sopesara, indeciso, de João Paulo Martins, "Vinhos de Portugal 2012", sem prefácio, a não ser do próprio autor. Mas eu só queria comprar 1 livro. Tinha que optar...
Entre os muitíssimos autores citados, de um dos livros, e os inúmeros vinhos referenciados, no outro, preferi o João Paulo Martins. Entre a poesia e o vinho, desta vez ganhou Baco. Também é verdade que havia alguma diferença de preços entre as duas obras, o que também conta, num orçamento limitado... 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Cromos 12 : História Natural (I)



Na primeira parte desta colecção de 236 cromos, editada pela Editorial Ibis Ltdª, de Lisboa, faltam-me muitos números. Talvez porque os colei com fita gomada e os cromos da caderneta foram caindo, nas múltiplas mudanças. O distribuidor desta colecção era a Livraria Bertrand. Os desenhos são de E. Vicente e Miguel Conde, e os textos, de Pilar Gavin e E. Perez Mas, com tradução portuguesa de F. Y. Cardoso Junior. A colecção original é espanhola, da editora Francisco Bruguera, e data de 1958.
No seu conjunto era muito pedagógica e instrutiva, com uma introdução simples, mas de base científica, q. b.. A caderneta desta primeira parte da colecção de História Natural custava Esc. 6$00. E os últimos 30 cromos, que faltassem, podiam adquirir-se no distribuidor (Liv. Bertrand) mediante o preenchimento de um talão e o pagamento de Esc. 5$00.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Leituras Antigas XXIII : Júlio Verne


Contam-se pelos dedos duma mão os livros de Júlio Verne que li, e ainda possuo. O primeiro deles, "O Raio Verde", pertencia à sucinta biblioteca de meu Pai. Dois outros, "A Aldeia Aérea" e "O Farol do Cabo do Mundo", não sei como me vieram ter à mão, bem como o terceiro , "Aventuras do Capitão Hatteras", que até está incompleto (falta o primeiro volume). Mas li, também, em BD, "Miguel Strogoff", que me empolgou, e vi o filme, com Curd Jürgens, de que gostei muito.
Os livros, que tenho, são todos edição da Livraria Bertrand que, quase sempre e por mau costume inexplicável, não indica o ano da impressão. Creio, no entanto, que "O Raio Verde" será dos anos 30. "A Aldeia Aérea" e "O Farol do Cabo do Mundo" (nº 80 e 79, respectivamente) são de 1958 e pertencem a uma tiragem de 10.000 exemplares. O mais recente, "Aventuras do Capitão Hatteras", tem capa de José Cândido e deve ter sido impresso já nos anos 70 do século passado. As versões, em português, são de tradutores muito diversos.