sábado, 26 de abril de 2025
Do conto
quinta-feira, 27 de maio de 2021
Paul Gauguin : leitura e pintura
Creio que poderia apostar que o meu primeiro contacto com Paul Gauguin (1848-1903) foi através da leitura e não dos seus quadros. Aí pelos meus catorze anos, o meu professor de Inglês (Dr. Fabião) desafiou-me a ler The Moon and Sixpence (Um gosto e seis vinténs, na Colecção Miniatura), romance em que Somerset Maugham (1874-1965) efabulava a vida do pintor francês sob a personagem fictícia, mas bem elaborada, de Charles Strickland.
Por essa altura, o meu gosto incidia sobre as obras de Van Gogh e de Fra Angelico, para considerar apenas os extremos... Mas o pequeno romance de Maugham abriu-me a curiosidade para a pintura singular de Gauguin. De que eu destacaria, preferencialmente, um quadro, de 1902, pouco conhecido, intitulado Rapariga com Leque, pertencente ao Museu Folkwang, de Essen.
quinta-feira, 3 de setembro de 2020
Para grandes males, grandes remédios...
segunda-feira, 6 de abril de 2020
Pinacoteca Pessoal 163
Pelo menos, as suas obras têm alguma afinidade estilística, sobretudo a nível de retratos e representação de figuras humanas. Com uma forte e impressiva pincelada que sugere alguma agressividade subjacente.
Dos três, é Sutherland quem se dispersa por mais aspectos artísticos: gravura, vidro, tecido e pintura naturalmente, e em que o retrato tem um papel preponderante. São conhecidos os magníficos retratos do escritor Somerset Maugham (aqui representado por um desenho preparatório) e do crítico de arte Kenneth Clark. De grande qualidade era também o seu trabalho sobre W. Churchill, encomenda de um grupo de personalidades, e que o político - de gosto artístico excessivamente conservador - por não ter gostado, terá consentido que viesse a ser destruído pela Esposa (este facto foi registado em poste do Arpose, a 28/1/2018: Curiosidades 68).
domingo, 5 de agosto de 2018
Acasos, oportunidades, gostos
Tenho de confessar que a entrevista que mais me agradou foi a de John Le Carré, talvez porque seja o escritor cuja obra conheço melhor, mas também porque gosto muito de o ler. Não digo adorar, porque é um verbo que não entra no meu léxico deste tipo de coisas, nem sentimento que costume experimentar.
Pus-me a divagar depois. E, se é certo, que se reflectir um pouco, eu sou capaz de explicar, em palavras simples, a razão por que aprecio Camilo e Eça, Maugham e E. M. Cioran, teria uma enorme diculdade em justificar e argumentar o meu gosto pelas obras de Simenon ou de John Le Carré. Socorro-me de Pascal, que dizia: O coração tem razões que a razão desconhece.
sexta-feira, 2 de março de 2018
Dos contos, como ficção
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Apontamento 108: RECLAM - 150 Anos de uma editora alemã de referência
domingo, 9 de julho de 2017
A paz connosco...
quinta-feira, 6 de julho de 2017
Glosa 7
Numa altura em que eu devorava tudo o que me aparecesse do escritor britânico, lembro-me que apreciei muito The Summing Up (publicado em 1938), uma espécie de memórias anti-memórias, muito vivas e cheias de pormenores pitorescos e ligeiramente reflexivas, que li na versão inglesa, original, em meados dos anos 60. Ontem, cruzei-me, na biblioteca de um amigo, com a versão portuguesa do livro ( Exame de Consciência), da Livros do Brasil, revista por Freitas Leça (Óscar Lopes?) da tradução brasileira de Mário Quintana. E recomecei a lê-la, com gosto.
A actualidade do seu pensamento, no meu entender, mantém-se. Ora, ouçámo-lo:
"... Os ingleses são um povo político, e muitas vezes fui convidado para reuniões em que a política era o interesse dominante. Não consegui descobrir, entre os eminentes estadistas que lá encontrei, nenhuma capacidade notável. Concluí, talvez apressadamente, que não era necessário um elevado grau de inteligência para governar uma nação. Desde então, tenho conhecido em vários países muitos políticos que atingiram elevados postos. E continuei a sentir-me intrigado com o que se me afigurava a mediocridade do seu espírito. Achei-os mal informados sobre as coisas ordinárias da vida, e quase nunca descobri neles subtileza de espírito ou vivacidade de imaginação. Durante algum tempo senti-me inclinado a pensar que deviam a sua ilustre posição ùnicamente aos dotes oratórios, pois numa comunidade democrática deve ser quase impossível subir ao poder sem captar os ouvidos do público; e o dom da palavra, como sabemos, nem sempre vem acompanhado do poder do pensamento. Mas, logo que vi estadistas que não me pareciam muito inteligentes conduzirem os negócios públicos com razoável êxito, tive de reconhecer que estava enganado: devia ser que, para governar uma nação, é preciso um dom específico, e que esse pode muito bem existir sem aptidões gerais. Da mesma forma, conheci homens de negócios que fizeram grandes fortunas e conduziram vastas empresas à prosperidade, mas que se mostravam desprovidos até de bom-senso em tudo quanto não se referisse ao seu ramo. ..." (pgs. 6/7, da obra citada).
Ora, e aqui, para além da subjacente ironia de Maugham, é que bate o ponto. Neste desencanto e surpresa pela qualidade dos políticos. Pela sua menoridade quase geral, e que, praticamente, todos nós sentimos. Sobretudo, quanto mais avançamos nos anos das nossas vidas. E chego a pensar que tudo isto se repete, de geração em geração, talvez pela exigência maior do nosso sentido crítico, quando envelhecemos. Dos "Vencidos da Vida", da geração de 70, aos Vencidos do Catolicismo (progressista) dos anos 60 do século passado. De degrau em degrau, parece que tudo piora e nos encaminha, sempre, para um pessimismo ontológico, que só a juventude e a superficialidade pueril de muitos não vê ou sente. Desencanto e desistência fatal que Zweig levou à prática, no Brasil, e Maugham foi arrastando pela Rivieira, penosamente e sem grandes ilusões...
sábado, 24 de setembro de 2016
Presente passado
sábado, 30 de janeiro de 2016
Da leitura (9)
domingo, 31 de agosto de 2014
Contos
terça-feira, 22 de abril de 2014
Citações CLXXI
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Citações CLVII
Somerset Maugham (1874-1965).
domingo, 29 de julho de 2012
John Le Carré
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Em busca da cor
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Favoritos LX : Somerset Maugham
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Somerset Maugham : "uma secreta primavera"

segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Citações XLIII : Somerset Maugham (4 em 1)
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