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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

arte menor (2) : carmina burana


Há um bom par de anos, no Verão, traduzi do francês, alguns poemas dos Carmina Burana, porventura num local não muito longe donde foram escritos por "goliardos" (monges errantes e semi-eruditos que tinham abandonado a Igreja), no século XIII. Não consegui localizar o livro donde retirei as poesias. Vão por isso, assim, pura e simplesmente, sem mais referências.

Nesta roda
não volteiam senão virgens
que não querem namorado
este Verão.
(...)
A floresta ganha claras cores,
e os pássaros cantam alto.
É múltipla a alegria
e a virtude de Maio coroa
o doce desejo. Quem não quer
ser jovem com o tempo belo?
E o preço, senhor Maio,
é troçarmos do Inverno!
(...)
Sou tua, tu és meu,
ou, melhor, amigo fica a saber
que és prisioneiro

do meu coração para sempre:
a chave perdeu-se,
aqui terás de ficar!

sábado, 10 de julho de 2010

Carl Orff

Carl Orff nasceu a 10 de Julho de 1895, na Baviera, e faleceu em 1982. A sua obra mais difundida é "Carmina Burana" com música composta sobre o "Codex latinus" do Mosteiro beneditino de Beuren (daí o "burana"). Esta espécie de Cancioneiro, descoberto no séc. XIX, continha poesias de monges errantes que tinham abandonado a religião. E que faziam a apologia de uma vida dissoluta de prazer, contra os cânones da Igreja. Mas os "Carmina Burana" são apenas a primeira parte de uma Cantata cénica, em tríptico, que se completa com os "Catulli Carmina" (música sobre poemas de Catulo) e "Trionfo di Afrodite". Ao tríptico deu Carl Orff o nome geral de "Trionfi". Este vídeo abrange os "Catulli Carmina".