Das pequenas composições de música clássica, sou particularmente sensível a algumas peças de Bach, Pachelbel, Liszt, Schubert. E à Sarabanda, de Händel, que Kubrick utilizou no filme Barry Lyndon, ajustadamente. E que até já consta, em vídeo, no Arpose.
O que eu não conhecia eram estas 13 variações, em guitarra antiga, executadas, com primor, por Peter Blanchette (1958-2015), que considero uma pequena obra-prima. Pois aqui ficam. Em dia festivo de aniversário do nosso Blogue.
Dizia Sá de Miranda, na sua écloga Basto: "...bebemos das bem-querias/ que cada um consigo tem..."
E daí, normalmente, não abdicámos. Frequentes são as escolhas de cada um, a nível literário, as tais 10 obras que se levariam para uma ilha deserta. No que à Música diz respeito, não é habitual perguntarem-se, no entanto, as escolhas pessoais. Eu não hesitaria, porém, em seleccionar 3 das obras que mais gosto de ouvir, e que são, por ordem cronológica:
- A Sarabanda, de Händel, que Kubrick usou na banda sonora de "Barry Lindon".
- O allegretto, da 7ª Sinfonia de Beethoven, interpretado por Alfred Brendel, e/ou dirigido por Karajan.
- De Schubert, a maravilhosa Lied "Auf dem Wasser zu singen", interpretada ao piano por Jorge Bolet.
Este último, grande pianista cubano, já falecido, elegia como sua escolha pessoal, umdos Scherzo de Chopin, tocado pelo seu antigo professor, Josef Hofmann (1876-1957). É o vídeo dessa interpretação que deixo a encimar o poste, neste Domingo que amanheceu soalheiro. Pelo menos, por enquanto...
Os acordes iniciais, desta interessante obra do compositor belga Wim Mertens, fazem-me lembrar a "Sarabanda" de Händel, que Kubrick fez integrar na banda musical de "Barry Lyndon" (1975).
Nota: mais uma vez os cerca de 60 segundos de aplausos, no final, desequilibram um pouco este vídeo.
Georg F. Händel nasceu a 23 de Fevereiro de 1685, em Halle (Alemanha). Naturalizou-se inglês, em 1726, e veio a falecer em Londres, a 14 de Abril de 1759.