Tal como acontece na vida real, também os livros enfermos não param de chegar ao Hospital. Ou com simples “dói-dói” de rasuras que se resolve com um penso próprio, ou seja, uma fita especial como se vê na imagem. Aproveito para agradecer a quem me ofereceu tão útil remédio.
No entanto, há casos mais complicados que obrigam a um estudo prévio. O livro das Chronicas tinha a coluna num oito, a saber, o miolo todo solto com os cadernos todos descolados. Também faltava a folha de rosto, uma página com o título, em mau papel, como era uso na época. Depois de recomposto, arranjou-se-lhe um agasalho, azulinho, para se juntar novamente, em bom estado, ao irmãozinho representado acima.
A pior dor de cabeça foi o livro
encadernado, que se encontra do lado esquerdo na imagem.
A bicharada trincou quase todo o
couro da lombada, sem se meter com o miolo do livro curiosamente. No entanto,
deram cabo de um dos cordéis que unia a pasta anterior à posterior, que se
encontrava à solta. Na passagem de um novo cordel, para fixar novamente as duas
pastas, partiu-se a agulha e a parte do fundo ficou na passagem pelo lombo.
Assim, ficará a constar para memória futura.
Acabado o trabalho, o Hospital de
campanha que, por falta de uma oficina própria, fica novamente guardado à
espera de novos enfermos.


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