Úteis, pelo menos até mais de metade do século passado, os mata-borrões são hoje uma relíquia do antigamente que, provavelmente, já quase nem são usados. Tal como as canetas de tinta permanente que eu utilizo, por exemplo, apenas em rituais de circunstância ou para dar nobreza a manuscritos de maior responsabilidade e valor.
Os mata-borrões eram, nos anos 50, marca e oferta deixada, sobretudo em consultórios de médicos, por delegados de propaganda de laboratórios de referência. Até porque os clínicos costumavam passar as receitas, aos seus, pacientes, com canetas e era conveniente secar a tinta.
Hoje, nalguns casos, oferecem-se viagens, aos médicos, para congressos em paraísos turísticos...
Seria decerto caricato e quase um insulto presenteá-los com dois ou três mata-borrões.

