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domingo, 26 de agosto de 2012

Política, poder e comédia: as sucessões e os colégios


Não sendo propriamento o método sucessório da Coreia do Norte ou da Síria, causa no entanto alguma estranheza que, num partido da esquerda portuguesa, o seu representante maior, ainda em exercício, designe ou sugira os seus substitutos futuros, e a sua entronização. Ainda para mais, numa escolha colegial: um homem e uma mulher. Não acredito na durabilidade de chefias bicéfalas e, muito menos, politicamente, em poderes colegiais. Ou se comem uns aos outros, ou um deles predomina inequivocamente, ou esse poder implode, mais tarde ou mais cedo.
Lembremo-nos de Roma e do seu triunvirato, recordemo-nos da ex-Jugoslávia que, territorialmente unida, poucos anos sobreviveu à morte do seu fundador, Tito. A sucessão rotativa e colegial, que lhe sucedeu, acabou por pulverizar o poder e acentuar as forças regionais. Com os resultados que sabemos, hoje. Mas também em relação à paródia, em grupos de cómicos, há sempre um que predomina. Nos Monty Python, o papa era John Cleese; nos Gato Fedorento, Ricardo Araújo Pereira é preponderante. Os restantes são figurantes, ou meros peões de brega.
É, por isso, que a solução bicéfala, proposta pelo Superior-Mor do tal partido da esquerda portuguesa, para mim, não colhe, nem se recomenda. A concretizar-se, vai apenas prolongar, por algum tempo, a implosão do poder no interior desse partido. Ou mesmo a sua morte pré-anunciada.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A moeda, a língua e a religião


A mesma língua, por uma ligação de arquitectura mental e sentimental, e a mesma moeda, talvez por uma ligação prática de comércio e circulação, podem unir países. A religião, por uma ligação emotiva e de princípios éticos semelhantes, também. Mas parece não haver nada mais forte do que a diferença das religiões para dividir culturas e nações. E, de tal maneira, que até podem fazer implodir um país (com a ajuda de mais alguns factores) e pulverizá-lo (ex-Jugoslávia), ou cindi-lo em 2 (Irlanda). Parece, também, vir agora a ser o caso do Sudão, o maior país africano, onde o Sul, animista e cristão, e o Norte islamita têm marcado referendo, dentro de dias, que determinará, eventualmente, a independência do Sul. Curiosa marcha da Humanidade, tanta vez contraditória, onde se cruzam movimentos centrífugos e centrípetos, interminavelmente. Onde se criam associações de países (União Europeia, Mercosul...) e, ao mesmo tempo, nações decidem dividir-se (República Checa, Eslováquia). E talvez o Sudão.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Para JAD, o 28


Como não tenho repetido, e para troca, o cromo nº 28 das "Raças Humanas", que é esta jovem jugoslava, vai a clonagem virtual. Muito embora a senhora da imagem, pelo atavio na cabeça, mais pareça a ibérica "Dama de Elche". Mas "quem dá o que tem, a mais não é obrigado", JAD.