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quarta-feira, 23 de julho de 2025

Ideias fixas 98

 

Tenho sempre alguma dificuldade em escolher um vinho para acompanhar pratos em que entra pato. Se assado não duvido, será tinto, mas outras variações criam-me dúvidas, optando, quase sempre, por um vinho branco. Da última vez acamaradei o Arroz de Pato com um Encostas do Tua 2024, da Adega Cooperativa de Pinhel, lotado com Síria e Fonte da Cal (13º), e que está a um preço risível à venda numa das grandes superfícies. E é bom.
Cumulativamente, ninguém me tira da ideia que as castas de vinho têm um lugar ideal geográfico preferencial insubstituível, onde produzem de forma exemplar ou melhor. Não falo sequer da Baga, na Bairrada, do Alvarinho e do seu Monção e redondezas naturais, embora haja alguns produtores e enólogos novos ricos de cabeça que o plantem no Alentejo (com resultados mediocres, aliás, quanto a mim).
O Arinto alcança o seu pleno em Bucelas, insisto. Tenho só algumas dúvidas quanto ao Roupeiro que assim se chama no Alentejo e, nas Beiras, é Síria, mais mineral nestas bandas do que a Sul, onde madura de forma mais suave, normalmente. E em qualquer dos terroirs, embora diferenciado, dá vinhos de muito boa qualidade.


terça-feira, 17 de novembro de 2020

Influências e origens

 

Não sendo eu especialista na matéria, limitar-me-ei a transmitir por palavras minhas algumas ideias interessantes que a arabista inglesa Diana Darke (1956) expandiu na sua obra Stealing from the Saracens. Refere a  autora que "the origins of Gothic are islamic". Em apoio da sua tese estabelece, depois, algumas analogias entre a igreja síria de Qalb Lozeh, de rito bizantino e começada a construir no século V, e a catedral de Notre-Dame iniciada em 1163, cujas duplas torres e rosácea central vieram da experiência arquitectónica e visual dos Cruzados, nas suas andanças por terras do Oriente, em particular daquela igreja, hoje considerada pela Unesco como património cultural da humanidade.



domingo, 22 de setembro de 2013

Os bons dos americanos, e a propósito da Síria.


Em prol do rigor e para colmatar a habitual e crassa ignorância geográfica dos americanos, há que corrigir o gen. Clark, quando diz, indirectamente, que não há petróleo em África...
Então a Nigéria e Angola, ó meu General?!...

os melhores agradecimentos a AVP.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A indiferença e a distância

A frase, lida há muito e já não sei aonde, nunca a esqueci. Diz mais ou menos isto: incomodámo-nos mais com um vizinho que partiu um braço, do que com 50.000 pessoas que morreram na China, por causa de uma grande inundação. É o insólito das reacções humanas. Que se mantém.
Porque, ontem, ao ler o "Obs", no editorial de Jean Daniel, deparei com uma ideia muito semelhante que, traduzida, diz o seguinte: "Não há um dia em que o boletim informativo não termine, cada vez mais resumidamente, com o número de mortos sírios, e que se lhe preste, gradualmente menos atenção do que ao boletim metereológico."

domingo, 26 de agosto de 2012

Política, poder e comédia: as sucessões e os colégios


Não sendo propriamento o método sucessório da Coreia do Norte ou da Síria, causa no entanto alguma estranheza que, num partido da esquerda portuguesa, o seu representante maior, ainda em exercício, designe ou sugira os seus substitutos futuros, e a sua entronização. Ainda para mais, numa escolha colegial: um homem e uma mulher. Não acredito na durabilidade de chefias bicéfalas e, muito menos, politicamente, em poderes colegiais. Ou se comem uns aos outros, ou um deles predomina inequivocamente, ou esse poder implode, mais tarde ou mais cedo.
Lembremo-nos de Roma e do seu triunvirato, recordemo-nos da ex-Jugoslávia que, territorialmente unida, poucos anos sobreviveu à morte do seu fundador, Tito. A sucessão rotativa e colegial, que lhe sucedeu, acabou por pulverizar o poder e acentuar as forças regionais. Com os resultados que sabemos, hoje. Mas também em relação à paródia, em grupos de cómicos, há sempre um que predomina. Nos Monty Python, o papa era John Cleese; nos Gato Fedorento, Ricardo Araújo Pereira é preponderante. Os restantes são figurantes, ou meros peões de brega.
É, por isso, que a solução bicéfala, proposta pelo Superior-Mor do tal partido da esquerda portuguesa, para mim, não colhe, nem se recomenda. A concretizar-se, vai apenas prolongar, por algum tempo, a implosão do poder no interior desse partido. Ou mesmo a sua morte pré-anunciada.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

As primaveras que morreram de frio


É da História: as revoluções, com o passar do tempo, vão-se atrofiando, perdendo velocidade até tudo ficar, quase, como antes - não é preciso citar Lampedusa.
Mas se quisermos, neste Verão de 2012, saber o que ficou das primaveras árabes, pelos media, dificilmente o conseguiremos saber, porque o espectáculo deixou de ter interesse. E, talvez, já não venda. Acesa, apenas a Síria, porque lá ainda se morre, numerosamente. E a morte vende sempre.
Do Egipto, a Irmandade Muçulmana ganhou as eleições, mas os generais aperrearam a legislação e continuam a dominar. Da Líbia, vem um pesado silêncio. E da primeira das primaveras árabes, da Tunísia, vale a pena traduzir algumas palavras de um artigo do último "L'Obs": "...Mas os políticos confiscaram os seus sonhos: nada mudou, senão o custo de vida que duplicou. «Para fazer uma salada de tomates, tenho que pedir um empréstimo», diz ele. E depois: «Detesto esta revolução.» E ainda: «No fim de contas, vivia-se melhor no tempo de Ben Ali.»" 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Música e Poesia XLV : Abed Azrié

Nascido em Alepo, na Síria, Abed Azrié (1946) vive em França. A sua obra musical reúne, harmoniosamente,  a tradição ocidental com a oriental. A letra da canção (Suerte) deste vídeo é baseada em textos andaluzes do séc. XI.