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sábado, 6 de abril de 2013

Dois poemas de Juan Ramón Jimenez


4.
Afasta a pedra de hoje,
esquece e dorme. Se é luz,
hás-de encontrá-la de manhã,
de frente para a aurora, feita sol.

99.
Não deixes que um só dia termine
sem colher um segredo, grande ou breve.
Seja a tua vida alerta,
quotidiana descoberta.
Por cada migalha de pão duro
que Deus te dê, tu dá-lhe
o diamante mais fresco da tua alma.


Juan Ramón Jimenez (1881-1958), in Eternidades (1918).

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Palavras íntimas de um Poeta



De uma carta de Juan Ramón Jimenez (1881-1958) a seu amigo Ramón Gómez de la Serna (1888-1963) transcrevo, e traduzo, dois pequenos excertos:

"...Há uma realeza íntima, que não se contamina de ouropel, que é muda ou fala baixo, que, com todos os espelhos que tem dentro, multiplica os sonhos até morrer de verdadeiras enfermidades de emoção e de fantasia. (...) Os poetas fazemos uma vida dentro da corrente da vida universal, temos códigos próprios, ideais comuns, que estão escritos numa língua única, estranha ao vulgo em todos os países, igual e compreensível em todos eles, mas apenas para os eleitos. É algo assim como se a pintura ou a música fossem um idioma preciso... Esta é a palavra muda, a voz secreta. ..."