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terça-feira, 19 de outubro de 2010

O Cardeal Saraiva


Francisco Manuel Justiniano Saraiva (1766-1845), mais conhecido por Cardeal Saraiva, minhoto de Ponte do Lima, foi homem culto, Patriarca de Lisboa (1840), maçon (sob o nome de Condorcet) e político liberal. As suas obras, póstumas (1872-1883), foram editadas pela Imprensa Nacional, antecedidas de um prefácio do Marquês de Resende. São um repositório "enciclopédico" que abrange várias áreas: léxico português, filosofia, história, etc..
Escolhemos, por opção de gosto pessoal, dar notícia de algumas palavras que o Cardeal Saraiva atribui a origem grega, dando o seu significado, e que constam do volume IX (1880) das suas Obras Completas.

Alazoar - gabar-se, pavonear-se;
Babão - tolo, estulto, insensato, que articula mal as palavras;
Calaça - preguiça, repugnância ao trabalho;
Cassão - termo indecente, com que a ínfima plebe costume apelidar as vis meretrizes;
Gramar - termo plebeu e chulo que significa comer;
Latagão - a plebe do Minho emprega este nome para significar um homem grandalhão, desamanhado, talvez tolo, brutal;
Malato - enfermo, debilitado de saúde, indisposto;
Ripar - é colher à mão algum fruto;
Sabana - vocábulo que se acha em antigos documentos e parece significar lençol ou toalha;
Xué - chamamos vestido xué o que é já tosado, rapado, safado do uso.

Nota: procedi a pequenas actualizações ortográficas.