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domingo, 8 de julho de 2018

Morte assistida


Nunca morri de amores pelo DN. Acomodatício aos regimes e conservador com o poder, teve, no entanto, alguns bons jornalistas. E, nos anos 60, a sua página literária semanal dirigida por Natércia Freire, revelava alguma qualidade, apesar de muito encostada à Direita e às academias dominantes...
Mas não foi sem alguma melancolia que tive notícia da sua desaparição como diário, para surgir apenas semanalmente, ao Domingo. Pacheco Pereira prognosticou-lhe a morte anunciada, com uma prévia e prolongada agonia - previsão que subscrevo também, pelos indícios.
Resolvi, no entanto, dar uma última oportunidade ao velho(-novo) DN, e hoje comprei-o na banca. O jornal é enorme e incómodo de ler, pelo tamanho. Custa 3 euros e traz uma revista (Evasões), mas muito fracotinha. Vários colaboradores e cronistas, de que se aproveitam, na minha modesta opinião, apenas os artigos de Ferreira Fernandes, Soromenho Marques e Fernanda Câncio. E uma entrevista a José Gil, interessante. O resto, é banalérrimo.
De surpresa, apenas a reprodução, em separado, de um cartoon de Stuart Carvalhais, que aproveitei para imagem deste poste. Mas, como era também gigantesco, usei apenas cerca de 1/3 dele...

quarta-feira, 26 de março de 2014

Apontamento 42: O peso da memória



Sem mais comentários, porque a escrita concisa e clara  de Viriato Soremenho Marques diz tudo. Só tenho receio destes "engravatados", sem cérebro, que Grosz tão bem representa.


Post de HMJ

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A. M. Couto Viana (1923-2010)


Houve tempo em que, de jornais perecíveis e fugazes, muito diversos, eu recortava e guardava aquilo que me dizia alguma coisa ou de que gostava. Isto, sobretudo, nos idos de 60 e 70, principalmente.
Na altura, e da página literária do Diário de Notícias, gostei deste poema de Couto Viana (1923-2010), bom declamador e estimável poeta, que era acompanhado por um desenho de Mário de Oliveira.
Hoje à tarde, reencontrei o recorte, semi-perdido, por entre as páginas de um estudo sobre Fernando Pessoa. E aqui o deixo, para que se não perca, de vez.
É só clicar, por cima, para aumentar. E ler.

domingo, 9 de outubro de 2011

Uma enormidade...


...ainda para mais num jornal português de referência: o Diário de Notícias!
Que os americanos não saibam, na sua grande maioria, onde fica Portugal, e alguns deles o situem na América Latina, não me surpreende: a boçalidade e incultura geográfica americana, de uma forma geral, é gigantesca.
Agora que um jornalista português fale, em relação aos políticos flamengos-belgas, de "holandeses belgas" brada aos céus! Será que ninguém deu por isto, por este insulto e erro crasso, no jornal, antes de publicarem a notícia? Felizmente que eu não compro o DN, porque ficaria envergonhadíssimo, em tê-lo por meu jornal diário. E terá sido uma sorte do acaso, esse ignorante e inefável jornalista do DN não ter apelidado os políticos da Valónia Belga: de franceses belgas! 
Assim vai algum jornalismo em Portugal, entregue a uns sujeitos analfabetos culturais... Nem a Bélgica, nem eu, merecíamos isto.

domingo, 14 de março de 2010

Bibliofilia 9 : António Sérgio



Sobre o pequeno livro "O Navio dos Brinquedos" de António Sérgio (1883-1969), nada melhor que o texto exemplar de Raul Rego (1913-2002) que o situa e descreve, e que reproduzimos do "Diário de Notícias" de 1/9/1983; quanto à história de como me veio parar às mãos, é outra coisa... Nessa noite chuvosa de Dezembro de 1976, assisti a um dos últimos leilões tipo-"ancien régime" ( que dava direito a café - começava às 21,30hrs. - e, depois, aguardente velha ou whisky, à escolha), na Afra Filhos, ali, na esquina da Av. Duque de Loulé com a Praça José Fontana, em Lisboa. Estava muito pouca gente e os preços quase estavam a saldo.

Comprei 3 lotes. O primeiro adquirido, "Cidade Triste e Alegre" de Victor Palla e Costa Martins, dei-o, aqui há uns anos, ao meu filho mais velho, por razões de maior afinidade dele que minha, com o livro; custou-me, na altura, Esc. 253$00 (cca. euros 1,25) e o último que se vendeu em leilão, há poucos meses, atingiu o preço de euros 800,00. Saíu, entretanto, uma reedição.

A terceira compra (lote 369) foi "O Navio dos Brinquedos", de António Sérgio, que justifica este "post". Estava e está danificado , sobretudo, no canto superior direito, mas tem boas margens e texto completo e não afectado. Custou-me Esc. 17$30, ou seja, euros 0,90. Parece ridículo, mas em 1976, daria para almoçar, razoavelmente.
Nota: na foto reproduzida, António Sérgio está ao centro, Aquilino Ribeiro à direita, e Ferreira de Castro encontra-se à esquerda.


P. S. : para MR, pelas mais óbvias razões, cordialmente.