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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

As palavras de hoje (34)


Apenas um pequeno extracto, mas conviria ler esta crónica de António Guerreiro, na integra, que faz parte da  ípsilon, no jornal Público de hoje. Segue a transcrição:

(...) Quem tomar atenção aos pequenos e grandes sinais, com olhar de analista, descobre facilmente que a escrita jornalística, mesmo nos jornais que gostam de se reclamar como "de referência" (algo hoje tão inexistente como o unicórnio), se inclina cada vez mais - num gesto que se vai naturalizando e tornando-se mimético - perante este ambiente, induzindo uma audiência e afastando progressivamente o público mais exigente. (...)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Apontamento 17: A deriva populista



Paul Klee, [Mundo em Ruínas]

Falam-nos, insistentemente, de uma maior complexidade no governo do mundo e dos países em particular, sem nos explicarem, com rigor, competência e responsabilidade, os motivos que levam os actuais "lideres" a ajoelharem-se perante o mundo financeiro.
Em vez de uma informação esclarecida sobre o "estado das nações", assistimos a uma imprensa cada vez mais acéfala ao serviço da voragem financeira, desviando a atenção do cidadão para um "pasto fácil", mas perigosamente populista. 
Um exemplo eloquente deste "desvario" é a fogueira que certa imprensa tenta atiçar relativamente aos povos do Norte contra o Sul, virando os trabalhadores do sector privado contra os do público, tentando quebrar a solidariedade e a estima entre novos e velhos, minando os fundamentos da Democracia ao atacar, sem princípios, os que exercem - ou exerceram - cargos políticos ou públicos, com dedicação e competência.
A última vítima destas "performances" lamentáveis e paupérrimas - como os recentes "briefings" do Governo - foi o anterior Presidente do Supremo Tribunal de Justiça que, pela idade e condição social, dispensa, de todo, o meu desagravo. Lamento, profundamente, este tipo de jornalismo que, ao ver a lista mensal de reformados da Caixa Geral de Aposentação, se fixou apenas na figura de Noronha de Nascimento, aposentado no limite de idade, i.e., aos 70 anos.
Com tanto "mundo em ruínas" - para seguir a imagem de Paul Klee - se os Maduros, Lombas ou outros quejandos não têm mais nada para dizer, pelo menos que nos deixem o silêncio da noite.

Post de HMJ