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quinta-feira, 11 de maio de 2023

Novas de agricultura



Como as batatas, as cerejas sobem de maduras de Sul para Norte: do Fundão e Guardunha, até Resende. As batatas começam a amadurecer do Montijo e Torres Vedras, para vir a chegar, tempos depois, a Trás-os-Montes.



Posso testemunhar, pela prova de hoje, que as cerejas a Sul, já estão maduras e boas. E algumas qualidades de pêssegos, também. Nestes particulares, a Natureza não se atrasou este ano. Pelo contrário.

domingo, 9 de junho de 2019

No tempo das cerejas


Amália Rodrigues dizia, com graça evasiva, quando lhe perguntavam a idade, que tinha nascido no tempo das cerejas. O que, nessa altura, seria pelos idos de Julho. Ora, hoje em dia, elas chegam mais cedo. E, este ano, já provámos as da Gardunha e fomos buscar, esta manhã, uma caixa delas e de Resende, ao Telmo, que é um moço singular. A rondar os 30, é licenciado em História, e esteve, no ano passado, num dos Emirados, a praticar arqueologia. Ganha a sua vida, e creio que bem porque é competente naquilo que faz, no Mercado do Monte, à frente do  seu lugar de frutas e verduras de boa qualidade e frescura. Atencioso, sério e com um sorriso sempre pronto, natural.
À saída, ainda vi ao longe, a filha da Leonor, que ajuda a mãe, aos fins-de-semana, a amanhar e vender peixe. Pequena, jovem e franzina de corpo, é dinâmica e simpática. Como o Telmo, também é formada em História e está a acabar o Mestrado.
O Mercado do Monte tem destas singularidades humanas e, por encomenda ao Telmo, umas magníficas cerejas de Resende. Que, lá para a noitinha, hão-de encher alguns frascos de compota, sob a sábia administração e manufactura de HMJ.
Assim seja!

Em tempo e mais tarde:

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Fundamente


Pouco, ou quase nada se passa nestas terras interiores. O andar é comedido, o falar, tranquilo, pelas ruas parece nunca haver pressa de chegar, para que o tempo não sobre em demasia. Por aqui andaram o arquitecto Raúl C. Ramalho (1914-2002) e o poeta Eugénio de Andrade (1923-2005), nas suas juventudes inquietas; e deixaram obra: um, em pedra, outro, em palavras que ainda se podem ler. Mas a, hoje, cidade seria, na altura, estreita para os seus sonhos desmedidos. Talvez por isso, o primeiro rumou a Sul e o segundo, a Norte, para horizontes mais largos e propícios.
À entrada, fomos recebidos pelas cerejeiras já floridas. Nupcialmente - como diria o Eugénio. No horizonte e nos píncaros mais altos, a pedra recobria-se, nas covas, de puríssima neve residual e esparsa - predominava a brancura. Mas no edifício, projectado por Raúl Ramalho, era o cinzento granítico que pontificava, por contraste. Que me pareceu a ameaça de um  destino exíguo e futuro, para sempre. Salvem-se as cerejeiras primaveris na sua ânsia eterna de florir.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Adagiário CCXXI : Junho (6)


1. Lavra por S. João (24), se queres haver pão.
2. Vaca de vilão, se no Inverno dá leite, melhor dá no Verão.
3. Cerejas e más fadas, cuidais tomar poucas e vêm dobradas.
4. Por S. Pedro (29), fecha o rego.