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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Belo destaque: Maria Judite de Carvalho

 Não sendo frequente haver notícias sobre escritores portugueses nos Jornais, de referência, na Alemanha, aqui fica a excepção à regra, obviamente no DIE ZEIT, no dia de hoje.

"Maria Judite de Carvalho:Ein Häuflein Asche in der Wüste

Nach 59 Jahren erstmals auf Deutsch: Maria Judite de Carvalhos Roman "Leere Schränke" 

Eine Rezension von Heike Kunert

Aus der ZEIT Nr. 33/2025Aktualisiert am 11. August 2025, 20:03 Uhr 




Maria Judite de Carvalho: Der Roman "Leere Schränke", der in Lissabon geborenen Schriftstellerin Maria Judite de Carvalho (1921–1998) erschien in Portugal 1966, nun wurde er erstmals ins Deutsche übersetzt.

 

Post de HMJ

segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Esquecidos (14)



Ouvi, ao vivo, pela primeira vez João José Cochofel (1919-1982) em Coimbra, no início dos anos 60, num colóquio promovido pela AAC, mas na qualidade de ensaísta. Como poeta, foi Mário Castrim (1920-2002) quem me chamou a atenção para o belo início do poema Quasi um epigrama:

Adolescentes que vão pelos caminhos,
tão seguros de si
e tão sòzinhos!
(...)

Lírico discreto, Cochofel, em poemas minimalistas de singular sensibilidade, teve alguma projeção, bem merecida, enquanto foi vivo, mas hoje, infelizmente, está muito esquecido.
Aqui deixo a imagem de uma dedicatória do seu livro Quatro Andamentos (1966) e ainda um poema dessa obra, do meu exemplar que tinha sido oferecido e pertencera, anteriormente, a Urbano Tavares Rodrigues e Mª Judite de Carvalho.



XIII

Canta, ó amargura,
grilo fértil do tempo.
Canta sem cessar
pela noite dentro.

Não fere os ouvidos,
cantiguinha mansa.
Rói na clausura
a alface da esperança.

sábado, 17 de novembro de 2012

Teimosamente, e sem saída


Eu não conseguiria viver assim: clicando incessantemente, no computador, dia após dia, obsessivamente, as search words - "castanhas assadas" crónica maria judite carvalho. E, inutilmente, vir dar ao Arpose. Eu ia a uma livraria de referência, ia à Fnac, à Biblioteca Nacional. Se fosse crucial, tentava chegar à fala com Urbano Tavares Rodrigues, que ainda está vivo, ou com a filha, Isabel Fraga, poeta estimável, mas abandonava de vez o Google, ou qualquer motor de busca, que eles são sempre marretas e teimosos, e ajudam muito pouco.
Comecei, eu próprio, a ficar incomodado com este alguém obstinado e fechado no seu labirinto, e que procura, no ciberespaço, as castanhas assadas de Maria Judite de Carvalho. O sinal, na " linguagem de ervilhaca" (Camões) do Google, provirá de Ftima/Santarem, mas o cibernauta deve andar desesperado e acaba por vir sempre dar ao Arpose... Que seca, que tormento! Eu mandava tudo às malvas, ou abaixo de Braga e procurava, antes, umas castanhas cozidas, com um cheirinho de erva-doce - que ficam bem boas.