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domingo, 1 de setembro de 2024

Adagiário CCCLXX



 
Pão com olhos, queijo sem olhos e vinho que salte aos olhos. 

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Adagiário CCCLVII

 

Amigos que se desavêm por um pão de centeio, ou a fome é muita, ou o amor pequeno.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Adagiário CCCII


Azeitona com pão alvo é comida de fidalgo.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Adagiário CCXCV


Pão tremês*, não o comas nem o dês; mas guarda-o para Maio.


* Não sei que pão será o "tremês". O dicionário regista (bem como: "tremesinho"): "que dura 3 meses; que nasce e amadurece em 3 meses." Mergulhado nesta ignorância, escolhi para iconografia diversos tipos de pão, a ver se acerto...

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Últimas aquisições (10)


Esta série da Lello & Irmão, embora datada, tem abundante iconografia, mas também textos competentes. Gabriel Pereira (1847-1902), que chegou a ser director da BNP, era um profundo apaixonado e conhecedor da história e fastos eborenses. O sucinto folheto de 1894, sobre o Pão, tem apenas 18 páginas, sendo muito curioso e documentado.
Dei pelas duas obras 5 euros. A este preço, seria pecaminoso deixar os 2 livrinhos no Alfarrabista...

sábado, 17 de novembro de 2012

A magia das palavras e os costumes no Barroso


Não será para desprezar o sentido mágico das palavras, onde por vezes se reconhece a origem, mas poucas, a razão. E não será apenas na construção da poesia, mas nos exorcismos, nas imprecações, nos solilóquios da comunicação com os animais ou, simplesmente, nas orações, nos mais íntimos diálogos. A invocação ao divino é uma constante etnográfica ancestral. Em abono, refira-se esta interessante "Oração para rezar após se ter amassado o pão", oriunda da região do Barroso (Trás-os-Montes), e pronunciada quando a farinha de centeio, já amassada para fazer pão, ficava a levedar:

S. Mamede te levede,
S. Vicente te acrescente,
S. João faça bom pão,
O Senhor te cubra de benção
E te ponha virtude
Que eu da minha parte
Fiz o que pude
Pelo poder da Virgem Maria
Um Padre Nosso e uma Avé-Maria.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Adagiário CIII : Pão


1. Pão com bolor e sardinha assada, descansa corpo, trabalha enxada.
2. Pão de vizinho, tira fastio.
3. Pão durázio, caldo de uvas, salada de carne e deixar a medicina.
4. Pão mole e uvas, às moças põe mudas e às velhas tira as rugas.

domingo, 29 de abril de 2012

Incursões Culinárias 14: Pão e companhia



Já há algum tempo que ando com vontade de fazer pão a sério. Recentemente, comecei com uma variante pequena, pãezinhos de leite com passas, para o pequeno almoço. Quem comeu, aprovou, e eu acrescentei mais uma faculdade, a de padeira. Faltava, no entanto, fazer pão. O novo livro de receitas acima reproduzido, que recebi de presente, veio mesmo a calhar, pois tem uma receita de pão.


Hoje resolvi, então, fazer pão. A quantidade da massa deu, no entanto, para dois pães. Estão na cozinha, em cima de uma pedra, a arrefecer e apresentam-se bem:


E bom jantar !

Post de HMJ

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Fábula muito rudimentar


O moínho das mentiras está na colina mais alta da paisagem. Por uma contradição dos ventos ou leve aragem, quase imperceptível, é que as velas se agitam. O moleiro mal dá por isso, mas acompanha. Insone, porém. A pesada mó tritura memórias e sonhos - como devia ser: num equilíbrio difícil. E há um gemer silente, um resmonear a que se junta: o léxico ou as cores. O afecto das palavras que se agregam para não ficarem sozinhas ou das cores que se misturam irmanadas.
No final há-de ser peneirada. A farinha descansa. Mais tarde virá água e fermento - doseados pela regra ou experiência. De novo a massa informe descansa. Avulta.
Depois o padeiro irá tendê-la sobre a mesa. Acrescentará leves polvilhos de farinha branca e seca. Vai ao forno. Sairão, mais tarde, padas pequenas ou pães grandes, acabados. Quero eu dizer: versos ou poemas. Pequenos quadros e telas grandes. Mas ficam sempre rapaduras pelo chão.
No final, o artífice nunca sabe ao certo se o pão ou o quadro, ou o poema será bom. Às vezes até se esquece de pôr sal. Há que prová-lo, mastigando com precaução. Sorvendo-lhe o sabor ancestral e interior. É assim que a memória do trigo passará para os outros. Entretanto, as velas do moínho estão paradas e a mó imovel sonha outras rotações. As velas sonham outras colinas. O padeiro vai à vida: para colher mais farinha.