Mostrar mensagens com a etiqueta João Paulo II. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta João Paulo II. Mostrar todas as mensagens

sábado, 1 de outubro de 2016

Má língua, em oblíqua oriental


Dizia-se, à boca pequena, nos tempos altos do comunismo vicejante, que os soviéticos costumavam usar os búlgaros, para fazerem os trabalhos mais sujos. Lembram-se da pista búlgara de Ali Agca, no atentado ao papa João Paulo II?
Pois agora, é a czarina Merkel e o grão-duque Juncker que seguem o velho exemplo da nomenclatura soviética. Não há nada que me comova mais do que o respeito por uma bonita e antiga tradição!... Mas parece que também houve um peão de brega, Mário David (português? judeu? búlgaro de segunda?), que ajudou à corrida. Ou será este o mercenário do trabalho mais sujo?

sábado, 17 de maio de 2014

Ambiguidades cristãs


Já por aqui o disse: nunca tive grande simpatia pelo cardeal Montini, esfíngico e diplomático, que se veio a tornar no papa Paulo VI. Para além de tudo fazer para desacelerar as medidas originadas no concílio Vaticano II, depois de ter recebido, no interior da Santa Sé, em audiência privada, Amílcar Cabral, Agostinho Neto e Mondlane, veio a Fátima abençoar, publicamente, Cerejeira e Salazar, e oferecer-lhes uma rosa de ouro...
Soube agora que nesta pressa católica de novos mártires que irá santificar João XXIII e João Paulo II, também ele, Paulo VI, irá ser beatificado. Em abono da sua personalidade, um pormenor saboroso: João XXIII, na sua infinita bondade e perspicácia, alcunhava-o de "cardeal Hamlet", ao que parece pelo seu humor atormentado. O breve João Paulo I é que parece ter sido esquecido pela Cúria Romana, nestas apressadas promoções...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Pinacoteca Pessoal 19 : Fra Angelico



"A Anunciação" foi um dos temas predilectos de Guido di Pietro Trosini (1387?-1455), frade dominicano e pintor italiano, mais conhecido por Fra Angelico. Pintou várias, mas esta, em imagem, do Museo di San Marco, em Florença, é a que eu prefiro. Talvez pela excessiva sobriedade (quase diria pobreza) de elementos decorativos, nudez de cenário e tratamento da luz. Sucinta geometria e precaridade de efeitos na sua rígida simplicidade que poderia ser apelidade de "franciscana". O fresco está pintado sobre uma parede de cela do Mosteiro de S. Marcos, onde Fra Angelico foi monge. Além do anjo Gabriel e da Virgem, pode ver-se, à esquerda, S. Pedro. O fresco terá sido pintado entre 1441 e 1443. O frade-pintor morreu quando estava a trabalhar numa capela particular, no Vaticano. João Paulo II beatificou-o em 1982.

domingo, 1 de maio de 2011

Maldade: uma Lapaliçada

Diz a Agência Lusa: "João Paulo II já é Beato!" Pergunto eu: Mas alguma vez deixou de o ser? E, já agora, aconselho a Lusa a ser mais rigorosa, concreta e objectiva naquilo que anuncia tão bombasticamente. E que seja atenta e precisa nas palavras que usa. Em nome da verdade.

sábado, 3 de abril de 2010

Contra a corrente : Papas e Papados



Sendo agnóstico, mas tendo sido católico praticante quase até ao fim da minha adolescência, o "meu" Papa de referência é João XXIII. E nasci ainda e durante o Papado de Pio XII. Sempre achei Paulo VI excessivamente "florentino" e diplomata, para o meu gosto. João Paulo I foi apenas a promessa de um sorriso, de tão breve. João Paulo II incomodou-me, sobretudo, pela exposição da sua agonia, em público, e o seu "ronco", quase final, pela Praça de S. Pedro, quando já não conseguia falar - e o quis fazer. Era preferível, sem dúvida e no meu entender, um apagamento discreto e gradual, humildemente cristão. Evitando aquela exposição que sempre me fez lembrar os pedintes, na rua, a mostrar as suas chagas. Havia algo de exibicionista, em tudo aquilo. E o "voyeurismo" da nossa sociedade do espectáculo é o que se sabe.

Ontem li, no "Público", um artigo de opinião do ex-director do jornal, José Manuel Fernandes, intitulado "É arriscado escrever sobre estas coisas. Não estão na moda", sobre o actual Papa. Tirando um ou outro pormenor, estou de acordo no essencial. Daí, sendo eu agnóstico, avaliar o ainda curto Papado de Bento XVI, de forma positiva. É um Papa do espírito, ao contrário de João Paulo II que foi um papa do corpo e da carne. E este período pascal é uma boa altura para que um Papa que pensa e pensa, muitas vezes, connosco, seja bem acolhido ou, pelo menos, escutado. Quanto ao resto já sabemos, a Igreja é sempre lenta e morosa quanto a mudanças. Há que ter paciência e caridade...