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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Os dias internacionais de...


Creio que, amanhã, se celebra o Dia Internacional dos Monumentos. Estas celebrações fátuas, talvez configuradas para formatar o mundo e intensificar o comércio ou o turismo, deixam-me relativamente indiferente a obrigações devotas e ao cumprimento das boas regras, por considerar, neste acerto de datas, uma intenção obscura.
Se o CCB, a Expo 98 e ainda os megalómanos estádios do Euro luso, hoje, desertos (de que algumas virgens normalmente ofendidas nunca se queixam...), estão aí para testemunhar o tempo em que os euros chegavam, diariamente, da Europa, para serem gastos rapidamente, hoje, a situação é outra - estão a cobrar uma factura que nos custa os olhos da cara.
Há quem afirme, talvez malevolamente, que Joana Vasconcelos é a artista do Regime (este, português). Não irei tão longe, nem me sinto capaz de tal afirmação. Mas se tivesse que escolher, para amanhã, um monumento português, para o Dia deles, não escolheria o Palácio da Ajuda, com certeza. Anteriormente, optei pela pequena igreja de Bravães. Este ano, escolheria a pequena e rústica igreja de S. Miguel, junto ao Castelo de Guimarães.
Ambas estão mais de acordo com as nossas posses. E são robustas, porque aguentaram séculos e séculos de delapidação nacional, de indiferença e de governantes incultos e medíocres, resistindo tenazmente no seu granito pobre, mas sério.

domingo, 18 de abril de 2010

Dia Internacional dos Monumentos : 1 opção



Por boa lembrança, colhida no Prosimetron onde sou "compagnon de route", comentarista frequente e amigo, aqui vai a minha escolha de entre o nosso vasto Património.
Um pouco perdida, a norte, à esquerda na estrada que segue para Ponte da Barca, pode ver-se uma pequena igreja. Rústica, simples, mas nobre nas suas linhas de construção. É a Igreja de São Salvador de Bravães, românica, que data do séc. XIII. O seu interior é simples e despojado, mas tem um encanto muito especial que, eu próprio, não saberia definir. Mas é de não esquecer e para visitar. Para lhe conhecer o interior há que pedir a chave a uma vizinha da freguesia. Que a irá abrir com contentamento, modéstia e algum pequenino orgulho regional e português. Não percam!

P. S. : para os meus amigos do Prosimetron.