Eça de Queiroz, Páginas de Jornalismo
A parte mais esclarecida, mental e eticamente, deste povo que continua muito sereno não imaginaria, de certo, assistir a uma "burricada" - política - como aquela que o mais alto magistrado decidiu despoletar.
Não contente com esse coice de um qualquer asno, houve meia dúzia de intelectuais - quiçá entalados por outras presidências - que se subjugaram a outro espectáculo não menos degradante, sobretudo porque se enquadra num foro mais elevado, i.e., da esfera da literatura.
Sucede que a publicação dos últimos textos de António Guerreiro, publicados no ípsilon, já deu para perceber que a sua escrita não alcançava o desejado "leitor médio" do "Espesso".
Com efeito, quando A. Guerreiro falava, recentemente, da "proletarização" da função docente - tanto liceal como universitária - faltava, ainda, este "fecho de abóbada" que dá pelo nome de "Eça agora (!)" Encontrou-se, pois, uma forma expedita e pomposa de adulteração de textos literários - chatos, extensos e incompreensíveis - com o objectivo de os servir, num "produto light", tipo "coca-cola zero", para consumo de mentecaptos, discentes, docentes e leitores.
A devassa é geral e a campanha publicitária não consegue iludir a indigência mental deste "Reino da Estupidez" em que vivemos.
Ora, o texto reproduzido acima demonstra que nem o povo, e muito menos o autor, mereciam uma humilhação semelhante.
Post de HMJ