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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Apontamento 38: Silêncio




A apresentação de um "Manifesto contra a Crise - Compromisso com a Ciência, a Cultura e as Artes" foi anunciada hoje, no jornal "Expresso". O lugar, muito apropriado, terá sido a Fundação em epígrafe. 
Curiosamente, quando se entra na página electrónica da FCG, o silêncio é total.
No entanto, em grandes parangonas se anuncia uma homenagem ao actual poeta do regime, i.e., VGM. 
Só espero que o vírus da uniformização do livre pensamento não tenha afectado uma Fundação de Cultura, Arte e Ciência.

Post de HMJ

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Apontamento 37: As poderosas senhoras e os pobrezinhos



Ontem, um amigo trouxe-nos um jornal francês que aproveitou um "cartoon" de António, anteriormente publicado no "Expresso", com as "pobres" figuras das duas senhoras poderosas reproduzidas acima.
A "lagarta", que costuma apresentar-se com roupagens de alta costura, à francesa", afinou, ultimamente, o seu discurso hipócrita, falando dos "pobrezinhos", coitados, a sofrerem com os programas do FMI. 
A "senhora" Merkel, a quem o António, certamente por deferência, não pôs os soquetes que ela costuma usar mesmo debaixo de vestidos de cerimónia, é conhecida pelos seus casacos "chapa zero".
No entanto, a pretensa sovinice merkeliana vale apenas para os pobrezinhos, já que ela bebe da mesma fonte ideológica da "lagarta".
E, para centrar a questão naquilo que verdadeiramente interessa, nada melhor do que terminar com a brilhante síntese de Viriato de Soromenho-Marques, publicada, hoje, no "DN".


Post de HMJ

domingo, 14 de julho de 2013

Da Janela do Aposento 36: Essa agora ! - A propósito de uma iniciativa infame do "Expresso"


Eça de Queiroz, Páginas de Jornalismo

A parte mais esclarecida, mental e eticamente, deste povo que continua muito sereno não imaginaria, de certo, assistir a uma "burricada" - política - como aquela que o mais alto magistrado decidiu despoletar.
Não contente com esse coice de um qualquer asno, houve meia dúzia de intelectuais - quiçá entalados por outras presidências - que se subjugaram a outro espectáculo não menos degradante, sobretudo porque se enquadra num foro mais elevado, i.e., da esfera da literatura.
Sucede que a publicação dos últimos textos de António Guerreiro, publicados no ípsilon, já deu para perceber que a sua escrita não alcançava o desejado "leitor médio" do "Espesso".
Com efeito, quando A. Guerreiro falava, recentemente, da "proletarização" da função docente - tanto liceal como universitária - faltava, ainda, este "fecho de abóbada" que dá pelo nome de "Eça agora (!)" Encontrou-se, pois, uma forma expedita e pomposa de adulteração de textos literários - chatos, extensos e incompreensíveis - com o objectivo de os servir, num "produto light", tipo "coca-cola zero", para consumo de mentecaptos, discentes, docentes e leitores.
A devassa é geral e a campanha publicitária não consegue iludir a indigência mental deste "Reino da Estupidez" em que vivemos.
Ora, o texto reproduzido acima demonstra que nem o povo, e muito menos o autor, mereciam uma humilhação semelhante.

Post de HMJ

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Os limites da publicidade


Que o "Expresso" tenha usado métodos na publicidade do seu produto que, por vezes, roçam o decoro, significa, apenas, uma adaptação a uma tendência de menoridade face ao público leitor.
Ora, a campanha com a imagem em epígrafe ultrapassa, como julgo, o limite aceitável de publicidade, provocando uma revolta imediata.
Apelar a quem quer que seja, leitor ou cidadão, para furar uma greve em troca de uma "Vespa" é, no mínimo, abjecto. Confundir, com objectivos promocionais, valores espirituais com comerciais revela uma mentalidade que, no mínimo, considero miserável.
Post de HMJ

sábado, 23 de abril de 2011

O uso ligeiro das palavras e dos números





É conhecido o fosso que separa, habitual e culturalmente, os homens da Ciência dos homens da escrita ou das Letras. O assunto foi abordado, e bem, por C. P. Snow (1905-1980) no livro "The Two Cultures", em 1959. Snow sabia do que falava porque era, ao mesmo tempo, físico e romancista. A frequente ignorância, dos cientistas, pelas Humanidades e dos literatos, pelos números, acentuou-se muito, nos últimos tempos. E contribui para a leviandade de alguns raciocínios que, por obrigação, são feitos com palavras.



Li hoje, no jornal "Expresso", de 22/4/11, uma entrevista a um jovem professor (Ricardo Reis) de economia, na Universidade de Columbia, onde a "leveza" com que usa as palavras ao abordar alguns temas, quase me pareceu roçar a demagogia. A uma pergunta do jornalista: "...a produtividade é baixa porque os salários são altos, é verdade?"; o jovem professor responde: " A resposta tem duas versões. A primeira diz-nos: a crise que hoje vivemos deve-se à subida dos salários na última década, incluindo a subida em 2009 - uma decisão eleitoral do primeiro-ministro, José Socrates. Um erro terrível: os nossos custos por trabalhador são hoje 30% mais caros do que na Alemanha. ..." Será que o nóvel economista desconhece que o salário mínimo de Portugal é o mais baixo, ou dos mais baixos, da UE.? E que os salários altos portugueses são, na UE, dos mais elevados? Nem uma palavra sobre a organização do trabalho, em cada um dos países, nem uma frase sobre as agências de rating e a sua co-responsabilidade na crise... Com raciocínios destes, com esta leviandade no uso das palavras, o que é dito, na entrevista do "Expresso", parece-me apenas um abuso demagógico e irresponsável.