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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Palavras de anteontem


Viriato Soromenho-Marques (1957) em clarividente entrevista, ao jornal Público, em 9/2/2020.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Apontamento 42: O peso da memória



Sem mais comentários, porque a escrita concisa e clara  de Viriato Soremenho-Marques diz tudo. Só tenho receio destes "engravatados", sem cérebro, que Grosz tão bem representa.


Post de HMJ

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Apontamento 37: As poderosas senhoras e os pobrezinhos



Ontem, um amigo trouxe-nos um jornal francês que aproveitou um "cartoon" de António, anteriormente publicado no "Expresso", com as "pobres" figuras das duas senhoras poderosas reproduzidas acima.
A "lagarta", que costuma apresentar-se com roupagens de alta costura, à francesa", afinou, ultimamente, o seu discurso hipócrita, falando dos "pobrezinhos", coitados, a sofrerem com os programas do FMI. 
A "senhora" Merkel, a quem o António, certamente por deferência, não pôs os soquetes que ela costuma usar mesmo debaixo de vestidos de cerimónia, é conhecida pelos seus casacos "chapa zero".
No entanto, a pretensa sovinice merkeliana vale apenas para os pobrezinhos, já que ela bebe da mesma fonte ideológica da "lagarta".
E, para centrar a questão naquilo que verdadeiramente interessa, nada melhor do que terminar com a brilhante síntese de Viriato de Soromenho-Marques, publicada, hoje, no "DN".


Post de HMJ

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Apontamento 24: Conciso, oportuno e claro



Zona de desastre
por VIRIATO SOROMENHO-MARQUES


Dois relatórios recentes, de duas instituições conhecidas pela sua independência e dedicação às causas mais nobres e humanitárias, a saber, a OXFAM e a Cruz Vermelha, traçam uma imagem do horror social a que nos tem conduzido a liderança política da crise europeia. Em Berlim, em Bruxelas, em Frankurt, mas também nos palácios dos regedores nomeados para Lisboa ou Atenas, estes relatórios serão deitados para o lixo, sem serem lidos, com um esgar de indiferença. Os ideólogos são assim. Não deixam que a realidade os surpreenda. A ideologia é confortável, pois crê que a nossa representação do mundo substitui o seu conhecimento. A ideologia conduziu ao Holocausto e à Guerra Total do nazismo, ao Gulag estalinista e maoísta. Agora, parece estar a conduzir à implosão da Europa às mãos dos fanáticos que acreditam na bondade de mercados financeiros autorregulados. Quando, depois de 2008, foi preciso injetar 4,5 biliões de euros dos contribuintes para salvar o sistema bancário europeu, levando os Estados a acumular dívida pública, esta gente trocou as causas pelos efeitos, ao responsabilizar os povos pela ganância de muitos banqueiros e governantes. A austeridade coloca centenas de milhões a pagar os desmandos de alguns milhares, ameaçando devastar a UE e sacudir o mundo. Os relatórios mostram que a Europa é o único continente onde a pobreza cresce, ameaçando um quarto da população num futuro próximo! A riqueza concentra-se cada vez mais nas mãos de poucos. Milhões de famílias, mesmo trabalhando, não conseguem sobreviver com salários miseráveis, ditados pela "flexibilidade do mercado laboral". A cidadania está sufocada pela difusão do poder efetivo em estruturas que fogem ao escrutínio democrático. A humilhação e a pobreza alimentam a revolta. O tempo escasseia para arrepiar caminho.

Post de HMJ

quinta-feira, 29 de agosto de 2013