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quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Desabafo (85)

 
Lembro-me bem de quando, na região outrabandista, não havia gaivotas senão ao fim do dia, lá no alto, pequenos grupos se deslocavam de leste para oeste, em direcção ao mar. As pombas também não eram excessivas, por essa altura. Estas espécies entretanto tiveram um crescimento enorme e, hoje, no seu crocitar rouco e antipático, acompanhado de vôos agressivos, vi cerca de 40 gaivotas sobre os contentores de lixo, em busca de detritos alimentares.
Recordo-me também de como, aqui há anos, se fez uma campanha racional e saudável, nas Berlengas, para limitar o número dessas aves, e para que não desequilibrassem o sistema ambiental nessas ilhas.
Entretanto, o PAN surgiu dos bosques...

sábado, 5 de agosto de 2017

Paisagem com aves


Não tenho visto muitos pássaros, este Verão.
Mas no sexto andar, com terraço, do prédio em frente, 8 ou 9 pombas, jovens, costumam pousar, quase todos os fins de tarde, desde a Primavera. E parecem divertir-se saltitando do telhado para o murete e do murete para o telhado, alternadamente. O andar está devoluto, certamente, e as pombas sabem-no ou pressentem. Não creio que lá façam ninho. Julgo antes que o local funciona, para elas, como uma espécie de parque infantil com autonomia plena.
Cerca das 20h30, as pombas juvenis desamparam o lugar. Pouco depois, ao alto, passa uma última gaivota solitária, de Leste para Oeste. Em direcção ao mar. Quando não chega, pontual, acendo ainda uma cigarrilha, na varanda, expectante, como se aguardasse o raio verde de que fala Júlio Verne.
Lá vem ela!
Vai quase cheia, a lua...

sábado, 18 de março de 2017

Balanço ornitológico


Duas pombas de leque, um corvo bem negro, três andorinhas jovens, que foram as primeiras do ano; quanto a gaivotas, eram mais que muitas, à beira Tejo. Vinte e três graus, que davam para preguiçar os olhos, ao sabor das ondas suaves. No regresso, não tive tempo de ver se havia pavões no pátio da Quinta.
Mas até parecia que bastava abrir a porta para a Primavera entrar por ali fora, com pézinhos de lã.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

E sobre as pombas


Tudo me parece lento no requebro das pombas. Ou sensual, quase diria. É certo que os pombos, em namoro, enchem o peito de ar e perseguem as fêmeas a uma velocidade razoável para as suas curtas pernas, mas tudo isso é momentâneo e arrulhante de empáfia.
Porque, ao que dizem, o seu horizonte de visão é muito curto. Daí só se desviarem dos obstáculos e dos perigos no último instante, e em voo aflitivo. E também vermos as pombas mortas nas ruas e estradas, atropeladas pelos carros. Mesmo assim multiplicaram-se nos útimos anos.
Porque são o ai Jesus! de velhinhos e velhinhas que não podem ter, em casa, animais de estimação. Deixam-lhes água em estranhos recipientes, normalmente de plástico, onde amoleceram, antes, pão ressesso e duro. E já ninguém as caça para a alimentação, ou persegue com malvadez, senão as crianças pequenas ou adolescentes jovens com instintos lúdicos ou perversos. Ganharam estatuto, enfim.
O seu voo é quase sempre errático e tenho grande dificuldade em caracterizá-lo. Parecem aterrar e voar com a mesma sem razão com que param para, curiosas, se interessarem por qualquer coisa que é atirada para o chão, seja comestível ou não. Até uma beata apagada ou um pequeno grão de areia, que irá fazer de mó na sua moela de animais sem dentes. 

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Retro (55) : respeito e boa educação


Aqui fica uma menina que respeitava e amava as pombinhas e a mãe. Teve, com certeza, uma aprimorada educação familiar...

Nota: o postal foi usado no já ano distante de 1919. E veio de França, para Portugal.