Um partido de extrema-direita
alemã, que dá pelo nome enganador de “Alternative für Deutschland” [ou seja,
Alternativa para a Alemanha], com sigla AFD, tem, no Parlamento Alemão, 79
deputados, a saber, o correspondente a 10,61%.
Ora, o que se revelou,
recentemente, é que os eleitos da AFD já contrataram, 100 elementos de vários grupos da extrema-direita alemã para os seus serviços de apoio.
Com efeito, a infiltração da
extrema-direita no sistema já se iniciou, basta alargar a influência para,
lentamente, continuar a minar a democracia.
Lá como cá, os seus apoiantes são
desejosos de restaurar regimes totalitários – comunista ou fascista – porque,
infelizmente, o seu horizonte mental não ultrapassa o muro da quintarola,
incapaz de viver com liberdade e em democracia. Não aprenderam o benefício da
autonomia do pensamento, o alcance e a abertura de espírito do livre arbítrio.
De facto, e parafraseando Camões: "Quem não
sabe a arte, não na estima"!
Obviamente, quem não aprendeu o
benefício da liberdade e da democracia, não a pode estimar. No fundo, são
pessoas que têm medo da democracia e, por isso, querem acabar com o papão que
os parece ameaçar, elegendo figuras sinistras preparadas e disponíveis para minar o sistema e a
democracia por dentro.
Pobres criaturas, pobres países !
Os antigos e novos ditadores
estão à espreita, agradecendo a ingenuidade de certos princípios democráticos que
favorecem o seu objectivo final. i.e., a instabilidade permanente e o caos das sociedades com
regras democráticas, com o fim da vivência plena das liberdades civis.
