sexta-feira, 24 de outubro de 2025
Apontamento 184
quarta-feira, 28 de maio de 2025
Apontamento 183: não sirvas a quem serviu ...
Por entender que me assiste uma dupla
razão para falar da emigração portuguesa – esquecendo uma imigração voluntária
em contraciclo – não posso, no dia de hoje, deixar de manifestar o meu profundo desagrado perante a falta de humanidade, discernimento e completa ausência de aprendizagem
dos emigrantes portugueses.
Com o devido respeito, uma grande
parte saiu, por necessidade, mas carente de uma educação básica que o país lhes
negou ! Se alguma educação, formação profissional ou cultura adquiriram, foi no
país de acolhimento que, graças a uma abertura de espírito de muitos, ajudou
para que o objectivo, essencialmente capitalista, também tivesse uma face humana.
Remete para a imagem para recordar
a recepção de um imigrante português na Alemanha.
Obviamente não pretendo passar
uma esponja sobre muitas adversidades, atropelos e explorações espúrias.
Mas, é por tudo isto, de
experiências marcantes em terras alheias que não entendo o sentido de voto dos emigrantes/eleitores, sobretudo na Europa.
Então, se o Estado Novo era tão
bom para os pobrezinhos, como diz agora um partido de extrema-direita
portuguesa, por que motivo fugiram tantos portugueses ou foram saltar a
fronteira em condições abomináveis ?
E, agora, “amiguinhos” vão eleger
os sucedâneos dos abutres e carcereiros da altura ?
Enfim, a educação e formação que
receberam, pais, filhos e descendentes, passando de uma miséria de condições de
vida, e habitação indigna, para uma condição humana relativamente civilizada, não permitiu desenvolver
um pensar crítico sobre os verdadeiros agentes da construção democrática?
Bem sei que a vida é feita de opções!
Votar em quem pretende – de forma ínvia – cortar as conquistas da democracia e
da liberdade, limitando também a vivência civilizada dos emigrantes portugueses
no centro da Europa, manifesta uma enorme ignorância, falta de virtude e,
sobretudo, incapacidade de mostrar que aprendeu alguma coisa na vida.
Parece que não aprenderam a viver
em liberdade depois da Ditatura !
Com enorme pena minha, porque trouxe comigo a DEMOCRACIA, bem superior da Humanidade, custa a aceitar esta deriva acrítica, acéfala e desumana. Tanto em Portugal como na Europa.
Post de HMJ
domingo, 1 de setembro de 2024
Apontamento 175: Democracia - Um desafio permanente
Estou convencida, olhando para a imagem de Friedrich Ebert, Presidente da República de Weimar (1919-1925), que, no dia de hoje, nos unia uma forte convicção de que a DEMOCRACIA é, apesar de tudo, um bem supremo, mas nunca uma conquista como dado adquirido.
Verifica-se hoje, pelas eleições nos Estados de Turíngia e Saxónia, antigos domínios pró-soviéticos do partido único SED, que os fantasmas antigos não dormem.
Post de HMJ
segunda-feira, 17 de junho de 2024
Apontamento 171: É preciso recordar - 17.6.1953
A imagem acima faz parte de um
conjunto de documentação sobre o levantamento popular, a 17.6.1953, na então
designada República Democrática Alemã (RDA), contra a ditadura do partido único
SED, subsidiária do Partido Comunista da URSS.
Convém deixar claro que a
ocupação dos territórios no leste da Alemanha surgiu no final da II Guerra
Mundial, em que as forças vencedoras da guerra dividiram o país em 4 zonas de
ocupação, como se vê na imagem seguinte.
Ora, apenas a parte ocupada pelas
forças soviéticas entrou num processo de segregação e divisão política, social
e cultural, impedindo a saída dos seus habitantes para as zonas integradas na
República Federal da Alemanha, assim como viagens para fora do país.
Sou ainda testemunha, de um episódio
ocorrido nos anos sessenta do século passado, em que a passagem da BRD para a cidade
de Berlim, através da auto-estrada, se fazia com controlo rigoroso na fronteira
da BRD para a RDA.
Não tenho memória de ter visto
alguma restrição ou impedimento de circulação da população residente nas zonas
assinaladas e de ocupação dos seguintes países: UK/USA e FRANÇA.
Da separação das duas Alemanhas consta,
ainda, a construção do Muro de Berlim, em 1961, separando, definitivamente, a convivência
da população da cidade com raízes tanto de um lado para o outro. [ver: https://www.stiftung-berliner-mauer.de/en/berlin-wall-memorial]
Como facto mais recente,
porventura mais presente na memória dos cidadãos europeus, temos os levantamentos
populares na antiga RDA que, desta vez com êxito, levaram à reunificação da
Alemanha.
Ao que parece, passado 71 anos da
revolta de 1953 e 35 anos após a queda do muro na sequência de levantamentos idênticos, a população actual e residente não se identifica com o espírito
democrático que unia os revoltosos de então.
E como consta de um livro recente
publicado na Alemanha, o entendimento de democracia não coincide nas duas zonas
antigas de ocupação BRD e RDA. A estrutura totalitária da SED e os braços da
URSS deixaram a sua marca e, segundo consta, de forma definitiva.
quinta-feira, 30 de maio de 2024
Apontamento 169: A IN-civilidade de gentinha rica
Num apartamento “chique a valer”
na Rua António Maria Cardoso, mais propriamente no edifício construído
nas antigas garagens da sinistra Pide/DGS, encontra-se um apartamento de LUXO em
epígrafe.
Sucede, no entanto, que os actuais residentes, de civilidade ZERO e certamente ignorantes do local, até demonstram hábitos mais
campestres, disfuncionais e de pouca noção da qualidade cívica para os
apartamentos em causa.
Na imagem acima vêem-se duas janelas do último andar, onde, na janela aberta, costuma andar um cão, DE FRALDAS (!), a ladrar, porque, de facto, olhar para a Rua António Maria Cardoso, o que deseja é que alguém o passeie. Sem êxito de aliviar o desejo do animal por parte dos proprietários.
E nós, vizinhança, a suportar
um espetáculo “pimba” e degradante de pior espécie. Cão com fralda !
Nicles ! É a vizinhança dos “chungas ricos”, que levamos,
continuamente com o ladrar do cão a reclamar o seu direito de sair a rua, certamente com a
“merda” da fralda a incomodar.
Haverá aspecto mais incivilizado,
disfuncional e aculturado numa Capital de um país da Europa ?
O Veterinário da Câmara o que faz
? Mesmo após esta denúncia ? NADA !
Afinal, os animais servem para
quê ? Com fraldas a passear pela casa e ladrar para fora e incomodar a vizinhança ?
Até a opção de olhar para as
fraldas provoca nojo !
Basta de decadência sem regras,
nem fiscalização !
segunda-feira, 6 de maio de 2024
Apontamento 167: Desengano de alma
Acontece que existem assuntos que
não nos largam, até nos invadem, infelizmente, a tranquilidade nocturna.
Um deles é a pretensa oposição
alemã entre OSSIS [cidadãos dos territórios da antiga RDA] e WESSIS [cidadãos residentes no
território da antiga RFA].
Nos debates sobre o tema, sem
nexos, considero-me completamente distante, porque não sou, nem tenho qualquer
ligação familiar aos antigos domínios da RDA tutelados, de forma ditatorial,
pelas «matrioscas» russas da SED.
Com efeito, encarava a oposição
cívica das chamadas «populações de leste», que levaram ao fim da divisão,
contra-natura no pós-guerra, do território da Alemanha, como manifestação sincera
de querer viver em liberdade, sem o regime totalitário. No passado, tiveram medo do sucedâneo do KGB, hoje temem a AfD.
Ao que parece, e pelo desejo
aparentemente manifesto nas opções pela extrema direita nos territórios da
antiga RDA, continua um fundo «de camisas castanhas» não eliminadas no tempo dos SED’s, juntando-se aos
cidadãos carentes de uma outra vertente, moderna, de estado totalitário, a saber,
os partidos de extrema direita.
O pouco contacto que tive com
pessoas da antiga RDA, depois da abertura, e já em Coblença, na RFA,
ensinou-me, de facto, que os anos do SED deixaram marcas indeléveis nas
pessoas.
Presenciei, numa cena pouco comum
de ser impedida de entrar numa casa familiar, embora acesso combinado, por uma
pessoa que se impunha como guardiã do aposento durante as férias dos donos.
Nos meus contactos cívicos, com
familiares, amigos e estranhos, concluí que nunca me tinha deparado com este
misto de provincianismo, sobranceria e falta de noção
de trato.
Aliás, muitas das «destrezas
provincianas» sempre as atribuí a Angela Merkel, motivo pela qual nunca a apreciei.
Graças à educação recebida, e embora crescida numa aldeia da cidade de Colónia, nunca me reconheci, nem identifico, com ademanes provincianos, característicos dos «malandros da CDU» que pretendiam dominar as almas. Fui assim, pelos contactos hipócritas na juventude, que não me apanharam no «Desengano de Alma».
Post de HMJ
sexta-feira, 31 de março de 2023
Apontamento 153: Quem não se sente, não é filho do boa gente
Ora, os que pretendem
falar da habitação, sem preconceitos, mas com os pés assentes na realidade, convinha
partir de uma reflexão racional, caso contrário entramos no universo do engano,
ledo e cego.
Então, aqui vai o relato
da realidade.
Passado algum tempo
depois de ter vindo para Portugal, sem nunca ter vivido em apartamentos ou casas
alugadas, vi-me, de um dia para o outro e em finais da década de 70, por causa
de uma velhacaria de pretensos candidatos a familiares, sem “eira nem beira” a
chegar ao aeroporto de Lisboa vindo da Alemanha. Mudaram-me, durante a minha
ausência, a fechadura e o resto faz parte da história pessoal.
Resta lembrar que, nos
finais dos anos 70, o problema da habitação não era diferente do que se
apresenta agora, embora por motivos diferentes.
Com efeito, consegui
sobreviver, com tecto, devido a uma ENORME dívida que tenho para com os meus amigos.
Depois de amigos meus me irem buscar ao aeroporto e me comunicarem o facto insólito de estar sem tecto, acolheram-me em
sua casa durante o tempo necessário para encontrar uma solução de autonomia.
Primeiro vivi num quarto,
com os tarecos – que os velhacos me deixaram tirar – pagando 2/3 do meu
rendimento, sobrevivendo, para o resto, à custa dos convites diários de – mesa
e banho – dos meus amigos da frente, já que a senhora do quarto não tinha esquentador
para aquecer o banho.
Através desses amigos da
frente consegui uma casa razoável, onde vivi durante 30 anos, com todos os
esforços perante um senhorio – daqueles que ainda não devem ter acabado – de uma
falta de civilidade atroz.
O pagamento, em dinheiro,
tinha que ser levado para a casa dele, distante da minha. O recibo era passado
quando calhava, ao ponto de levar meses a conseguir o pagamento através de
transferência bancária, já que o familiar que me acompanhava como testemunha do
pagamento da renda nem sempre estava disponível.
Durante os 30 anos de
locatária, - e com uma renda bastante acima dos 30 % do rendimento, recomendáveis
- não houve nenhuma bemfeitoria por parte do senhorio. Se as diversas janelas
de madeira aguentaram o tempo todo, foi graças ao meu cuidado e os conselhos do
meu pai, já que o senhorio me levou, durante todo esse tempo, uma lata de 1 litro
de tinta para pintar as janelas. Mais nada !
Ao reparar a canalização,
gasta, solicitou o pagamento das obras, chegando ao cúmulo de levar uma sanita,
VELHA e suja, para substituir a existente.
Obviamente, foi quando
achei, e tendo conseguido outra autonomia de acomodação, que a postura sempre
humilhante do senhorio tinha chegado ao limite.
Foi assim que me livrei
de uma personagem tipo do nosso universo de senhorios – feito em grande
medida de matreiros e malfeitores provincianos – que ainda hoje se levanta
novamente.
Conto tudo isto porque a
História se faz destes episódios, embora individual, marcam um determinado
tempo. No passado, julgo o momento difícil foram os anos finais da década de 70
e, agora, temos o mesmo problema, cá como na Europa, da habitação.
Resta acrescentar que os
meus pais, como senhorios numa pequena vivenda, nunca chegaram a velhacaria e humilhação
a que fui sujeita para ter um tecto.
São lições para a vida e,
por isso, saúdo VIVAMENTE, toda a iniciativa do Governo para impor regras a um
universo abusivo de proprietários, maioritariamente e culturalmente pouco recomendáveis.
O Jornal DIE ZEIT faz uma
boa análise da situação da habitação em Portugal:
https://www.zeit.de/politik/ausland/2023-03/portugal-wohnungsnot-zwangsvermietung
domingo, 19 de março de 2023
Apontamento 152: Quando a ignorância é atrevida e ressabiada
Os problemas que afectam
a população no seu bem-estar básico – alimentação, habitação, saúde e educação –
resultam, como parece óbvio, de uma estratégia de desestabilização concertada e
que afecta, para além de Portugal, um vasto conjunto de países da Europa.
No entanto, e
contrariando algumas opiniões menos esclarecidas, até na liberal Alemanha
existe o preceito legal de limitar a existência de casas devolutas ao máximo de
TRÊS meses, prazo a partir do qual serão aplicadas multas – até pesadas – aos prevaricadores.
Por experiência própria tenho conhecimento de uma fiscalização eficaz, até no
caso de o proprietário requerer o imóvel para uso próprio, devendo ser bem justificado
o pedido e tornado efectivo a ocupação do espaço para fins habitacionais.
Ora, em vários estados da
Alemanha e, como é sabido, não existe nenhum com governos marxistas, até na
populista Baviera se aplica o preceito legal.
Pronuncio-me apenas de
acordo como meu dever de cidadania para intervir, num jornalismo cada vez menos
racional, objectivo, informado e cumpridor das suas funções cívicas e éticas.
sexta-feira, 3 de março de 2023
Apontamento 151: « Naquele engano de alma, ledo e cego”
É
pena que as máximas, dos antigos, como, neste caso dos versos tirados de Luís
de Camões, acima reproduzidos, não encontrem mais ecos na sociedade civil, sobretudo
na comunidade habituada, ainda, a leituras de elevação.
Quando uma apreciação e orientação racional do quotidiano escasseia, cada vez mais, fica o campo minado para qualquer pretenso “cientista”, “nutricionista”, e quejandos, para tentar infantilizar, ainda mais, a débil capacidade de pensamento sobre a capacidade, o “dever/saber”, de orientar o quotidiano, do ser humano, da família, das crianças, usando a própria cabeça, a memória e experiência familiar. Vergonha teria a minha mãe de lhe negar a sua superior capacidade de orientar a vida familiar !
(A exclamação é apropriada para recordar a sua memória humana).
A
anulação vertiginosa dos hábitos e saberes antigos, em detrimento de um
preenchimento publicitário vergonhoso do vazio, é de uma força avassaladora sem
limites, nem freios da sociedade civil e democrática.
As
páginas electrónicas são a imagem, sem filtro, do caminho de menorização e dependência
mental a que o Capital está disposto a mudar o rumo da Humanidade.
Espanta,
pois, que o pretenso movimento VEGAN, se renda a estes enganos – ledos e cegos –
como a compra de produtos BIO (!), vindos da América do Sul, kivi da Nova
Zelândia, soja do Brasil, etc. etc. Nem falar de bananas que, até, se compram
de melhor sabor vindos do mais próximos, i.e. da Madeira.
Para
assinalar o perverso da tendência BIO, sucede que a Praça de Sobreda, com
produtos essencialmente nacionais e próximos, se situa junto de um LIDL, Estes, com produtos
vindos do fim do mundo – com toda a carga dos aviões– mas BIO ! Não será pela diferença
de preços dos produtos que as pessoas compram, em detrimento, do nacional do Mercado Municipal
pela grande superfície.
Confesso NÃO ENTENDER !
Cambalhota
última, de um “cientista alimentar” alemão, anunciando em parangona que a
bebida de leite da vaquinha – que ando a tomar há décadas, com proveito e gosto
todos os dias – até provoca, vejam lá, quebra de ossos na idade. Grande
trambolhão nas minhas orientações médicas do profissional e médico de família
da Aldeia.
Então,
vamos todos beber SOJA, para contribuir para a desflorestação do Brasil, do
aumento do carbono com o importação por aviões ? Assim seja, para aumentar a
estupidez humana !
Então,
em que ficamos com os pretensos BIOS, disfarçados de uma nova ordem melhor do
Unvierso ?
post de HMJ
segunda-feira, 30 de janeiro de 2023
Apontamento 150: Não baixar a guarda
Passam, hoje, 90 anos sobre a tomada do poder pelo NSDAP na Alemanha e o apelo é para o cidadão se manter vigilante. Recordaria, a propósito, o imperativo categórico e a responsabilidade cívica de cada cidadão para evitar uma catástrofe semelhante.
Post de HMJ
quinta-feira, 29 de dezembro de 2022
Apontamento 149: O início de uma bela aventura culinária
Na banca da nossa preferência
encontro, com alguma frequência, hortaliça a que não resisto, ou pela raridade
ou pelo óptimo aspecto. Desta vez foi a beringela da imagem acima, porque não
me lembrava tê-las visto raiadas.
Que fazer com ela ?
Veio-me à memória um prato
grego, ou turco, que em tempos vi fazer em casa da minha irmã, tendo ajudada nas
várias fases dos preparativos, que, aliás, são um pouco demoradas.
Na biblioteca dos livros
de culinária encontrei, num belo exemplar de Die echte Jeden-Tag-Küche
[ou seja, a Verdadeira Culinária Quotidiana], a receita do dito prato,
chamado Mussaca.
Lá me aventurei e o
resultado foi quase igual à fotografia do livro de Sabine Sälzer, como se pode
ver:
Apesar de iniciais
dúvidas por parte da companhia do repasto, parece que a Mussaca conseguiu convencer
o mais céptico.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022
Apontamento 144: Uma Vergonha para a Humanidade
Lembram-se do slogan que se dizia - e agora certamente - com muito mais propriedade: "Comprava uma carro em segunda mão a este homem ?" Agora bem se vê quem lhe compra os carros !
A vergonha maior desta criatura é o facto de se declarar partidário de um partido de paz e concórdia na Europa e entre os homens. Além disso, esqueceu-se - POR COMPLETO - das memórias que recebeu, com certeza como eu, de familiares que viveram a II Guerra Mundial.
É pena que Olaf Scholz tenha que engolir mais este sapo, guloso e oportunista, sem nenhum sentido de responsabilidade e muito menos de razão de estado.
A reprovação da sociedade amante da paz e concórdia na Europa é que lhe fará o último julgamento. É pena haver mais um socialista a perder o respeito dos cidadãos, que se calhar - pretensamente - dizia defender.
Post de HMJ
quinta-feira, 12 de agosto de 2021
Apontamento 142: Investigações recentes
Na sequência do Apontamento anterior com o número 141, com data de 22.6.2021, em que aguardávamos o envio do Gutenberg-Jahrbuch de 2021 [= Anuário de Gutenberg], já tivemos ocasião e tempo para ler o conjunto das contribuições deste ano.
Acontece, no entanto e como em todas as publicações do
género, que os artigos nem sempre concitam o nosso interesse, parcial ou
totalmente. No entanto, como a organização dos artigos se orienta tanto por
épocas como por temas, encontramos sempre, sobretudo na secção dedicada às
investigações sobre o Livro e a Imprensa dos século XV e XVI, algo que nos
prende a atenção.
Sucede, contudo, que, na secção acima referenciada, surgiu este
ano um artigo interessantíssimo, de um investigador italiano chamado Riccardo
Olloco, dedicado ao estudo dos tipos romanos, usados em Veneza no século XV. O
interesse da investigação de Riccardo Olloco prende-se, sobretudo, com a
abordagem minuciosa e metódica bem como com o registo visual do parque gráfico
em uso, lançando as bases para uma micro-análise das várias sortes que nos
enchem a medida da nossa curiosidade.
E como cereja em cima do bolo, ficámos a conhecer a tese de doutoramento do investigador italiano, publicada em 2019.
O que interessa, agora, é que chegou e aqui fica a imagem do livro que, certamente, me irá encher o universo dos “meus murganhos” nos próximos tempos.
Por fim, fica a notícia da editora italiana, dedicada a
publicações ligadas ao estudo das letras, juntando, para o efeito, os marcadores
que acompanhavam o livro.
LAUS DEO !
Hmj






















