Mostrar mensagens com a etiqueta D. Afonso VI. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta D. Afonso VI. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Sonhos...


É raro eu entrar na FNAC, sobretudo desde que deixou de ter as últimas novidades em livros franceses e se parece, cada vez mais, com a Bertrand. Mas anteontem, acidentalmente, entrei. E fiquei fascinado com dois títulos, largamente expostos nos escaparates, de um casal de célebres e famosos escritores portugueses muito badalados. Ora, reparem na felicidade natalícia destes títulos:
- Não se engana o coração.
- Quero acreditar.
Quando eu for grande, e se tiver a sorte de publicar algum livro, vou querer dar assim um título feliz e inspirado à minha obra. Ou então plagio, adaptando, o nome do livro de Frei Alexandre da Paixão, sobre o tempo de D. Afonso VI. Que, como título, também é um achado precioso.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Camiliana, ainda: aristocrática e plebeia


"...A respeito da assignatura pouco legivel dos reis constitucionaes, quer caligraphica quer orthographicamente, padre Casimiro pode citar o exemplo de um querido rei absoluto que, chegado á adolescencia, assignava-se Migel, n'um bastardinho de traslado com finos e grossos tão claros e legiveis que logo se conhecia que as cinco lettras diziam Miguel.
Já o seu inclyto avô, o srn. D. Afonso VI apprendêra a fazer o seu nome quando casou. ..."
Camilo Castelo Branco, in Maria da Fonte.

"...Em 1841, a hospedaria dilecta dos brazileiros de profissão (distingam-se assim dos brazileiros do Brasil) era a do Estanislau na Batalha. Alli havia a sem-ceremonia do chinello de liga á mesa redonda; os collarinhos arregaçados deixavam arejar os pescoços rorejantes de suor, que se limpavam aos guardanapos; cada qual podia comer o arroz com a faca e o talharim com o garfo; a laranja era descascada á unha, e os caroços das azeitonas podiam ser cuspidos na meza, bem como as esquirolas do pernil do porco desentalladas a palito das luras dos queixaes. E era até de direito commum cada qual caçar de guet-apens a importuna mosca na cara e decapital-a publicamente. Estava-se alli á vontade, como nos jantares de Pelen e Patrocolo, com grande estridor de mastigação e arrôtos. ..."
Camilo Castelo Branco, in O Cego de Landim.