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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Palavras com ideias


No penúltimo L´Obs. (nº 2618), e a propósito do livro "Soumission", de Michel Houellebecq, o psicanalista francês, de origem tunisina, Fethi Benslama, tece alguns considerandos sobre a edição, em França, e o islamismo, que achei interessante traduzir e aqui deixar em dois excertos. Seguem:

" O islamismo é a última utopia do século XXI, que propõe um desejo ardente para uma causa. E isso atrai todos os agonizantes desesperados que não se resignam a morrer por nada, mas sim por algumas coisas que os tornem afogueados (flamboyants). Já que é necessário morrer, então vamos em frente, para um fogo de artifício, dizem eles."
...
" «Soumission» descreve o estado de espírito, evidentemente empolado, duma Europa sem ideias e de uma França deprimida, que é em larga medida «um doente imaginário», para retomar as palavras do prémio Nobel de economia Paul Krugman. A edição francesa faz as suas grandes tiragens com Valérie Trierweiler que traz à cena a indignidade da magistratura suprema, Eric Zemmour que anuncia o «suicídio francês». Neste concerto de decadentistas vem juntar-se, sem dúvida, Michel Houellebecq, com a invasão do islão. Que espaço resta para outros discursos? Não se pode fazer nada de melhor do que prenunciar a chegada do pior. E tudo isto não pressagia nada de bom."

sábado, 26 de julho de 2014

De novo, as agências de ratos


Há muito que não falo, aqui no Arpose, das agências de ratos (rating agencies), que são uma espécie de organizações terroristas a soldo do capitalismo mais selvagem e que, segundo Paul Krugman, empregam um bando juvenil de cocainómanos e alcoólicos anónimos. Aparentemente, a racionalidade e a lógica dos factos não predomina nestes ratos da finança, mas eu suspeito que, no fundo, terão agendas escondidas com objectivos pré-determinados.
Ora, esta semana houve uma notícia que me surpreendeu. Então, não é que a Moody's nos subiu a nota de rating (muito embora ainda nos mantenha no lixo)?  Com as exportações a diminuir e as importações a aumentar, com o caso BES em desenvolvimento, com as anunciadas greves da TAP, isto é de doidos...  Ou talvez de drogados ou bêbados irrecuperáveis, que já nem conseguem raciocinar sobre a economia portuguesa.
(Na imagem, aparece o patrão da Moody's que, ao que parece, sofre de acne.) 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Os diúnviros e o triunvirato


Assisto, com crescente perplexidade, ao servilismo acarneirado dos políticos europeus perante a ditadura consumada com que o diunvirato Merkozy tiraniza a Comunidade. Sem a mínima reacção, senão muito tímidas e vagas declarações de intenções, os outros políticos da Europa vergam a cerviz e dizem sempre que sim àquilo que a dupla Merkel-Sarkozy lhes impõe.
Mais. Todos aceitam o triunvirato da ditadura das agências de ratos (standard & poor's, moody's, fitch) que, ainda ontem, proclamaram a insatisfação pelo resultado da última cimeira europeia, e ameaçaram cortar mais o rating dos países. 
Mas o que é isto? Que escravatura consentida é esta? E não se faz nada? Ao menos que os países europeus cortassem as avenças exorbitantes que pagam a esses boys, para viverem à grande e se enfrascarem de buzz, injectando-se de drogas - como refere Paul Krugman. Bem fez uma instituição bancária portuguesa que rescindiu o contrato com uma destas agências parasitas. Mas estes políticos europeus não têm coragem, nem hombridade e, como na "Metamorfose" de Kafka, também se vão transformando em musaranhos.
Ou, como diz o povo: "Quem não se sente, não é filho de boa gente." 

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Em prol das exportações portuguesas


Muito embora no exame de "stress", efectuado por instituições credíveis e rigorosas, os 4 maiores Bancos (CGD, BCP, BES e BPI) tenham passado, confortavelmente, na prova, poucas horas depois os alcoólicos anónimos e cocainómanos da Moody's (Paul Krugman dixit) classificaram estes mesmos Bancos e mais 3, como lixo.
Entretanto, numa louvável iniciativa, as "Cerâmicas Bordalo Pinheiro" (Visabeira) produziram um Zé Povinho actualizado (na imagem) com o seu habitual manguito dirigido àquela agência de ratos americana.
Seria um belíssimo produto de exportação, se bem trabalhado. E deixo a sugestão de alguns países, onde a venda do Zé Povinho terá, com certeza aceitação, procura e boas vendas: Grécia, Irlanda, Itália, Espanha, Bélgica, Inglaterra, Estados Unidos da América... E, já agora, porque não oferecer, gratuitamente, mais 2 exemplares, de presente à Sra. Merkel e ao napoleónico Sr. Sarkozy?

quarta-feira, 6 de julho de 2011

As agências de ratos

Não tenhamos ilusões, não nos valerá de muito fazermos o trabalho de casa e que nos compete, reduzirmos a despesa de Estado, sermos alunos bem comportados e bons, aumentarmos a receita mesmo que à custa de tragédias sociais e humanas. Porque as agências de ratos (Moody's, Standard & Poor's, Fitch e outros Musaranhos) continuarão a baixar-nos a nota, como aqueles antigos e traumatizados professores sádicos que se compraziam em torturar e estender ao comprido, os alunos nervosos, nos exames. O seu ("Dos mal-humorados", dos "Chapa zero & do Pobre", do "Pêlo do Furão") objectivo é outro: fatiar a Europa e destruir o Euro.
Ou talvez nem tenham um objectivo tão preciso. Estes trintões que ganham muito bem (que, no dizer de Paul Krugman, são adictos ao álcool e à cocaína), não terão tido, certamente, infâncias felizes. Querem recuperar. E, agora já tarde, como meninos tontos e perversos, divertem-se a desmontar os seus brinquedos serôdios (Países vulneráveis) e a estragá-los, com prazer infantil.
Nem todos terão a coragem, com o risco inerente, que teve o BES, ao cortar-lhes a avença. Mas não entendo que os países vítimas destes ratos parasitas lhes continuem a pagar as sevícias com que são atingidos por estes parasitas. Há aqui um masoquismo que eu não consigo compreender. E é uma pena, que os "Indignados" europeus que fazem os seus aduares nas capitais europeias e assustam os Governos em dificuldade, não acampem antes junto das delegações das Agências de rating (que as há, na Europa) e façam umas "esperas" festivas a estes senhoritos sanguessugas. Umas pauladas ou bengaladas valentes nestes parasitas eram muitíssimo bem empregues. E mostrariam a criatividade da juventude europeia. Em vez da nulidade tonta das suas acções inúteis para os 2 minutos de fama na Tv.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ratos, coca e álcool



De há uns tempos a esta parte, tenho acompanhado com alguma atenção as breves aparições dos rostos e figuras dos elementos das Agências de ratos (rating agencies), quer nas televisões, quer em declarações a jornais. Desde o inefável Tomás António da Moody´s, muito loiro e frio, até outros rapazes, menos conhecidos. Mas reparei também que todos tinham uma coisa em comum: uma palidez sobrenatural, um tom álgido crepuscular e umas feições que pareciam vir, directamente, dos filmes de Ed Wood. Aparentavam também ser pouco saudáveis e, talvez, anoréxicos - alguns, até se notava, que deviam ser rapazes muito tristes. Possivelmente, teriam tido infâncias infelizes, traumas na adolescência ou então, pensava eu, seria de passarem muito tempo, fechados, nos gabinetes, sem verem a luz do dia, nem respirarem o ar livre da vida.

Mas no domingo, 24/4/2011, ao ler a revista do jornal "Público", chegou-me a resposta às minhas dúvidas e inquietações. Pela palavra escrita da estimada actriz São José Lapa, que refere Paul Krugman, a propósito das diferenças entre homens e mulheres, e o seu trabalho nas "rating agencies". Aqui vai a citação dessa parte do artigo, retirada da pg. 51, da revista dominical Pública: "...Elas não se metem tanto na coca como os meninos das agências de rating. O economista Paul Krugman diz que eles são um bando de jovens entre os 20 e 30 anos, alcoolizados e com quilómetros de coca. Elas tendem a não ter o mesmo trajecto, vêem que as coisas são de outra qualidade. ..."