Mostrar mensagens com a etiqueta Luís Miguel Cintra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Luís Miguel Cintra. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Luís Miguel Cintra : as palavras justas

Eu sei que as visitas ao Arpose, em média, só se demoram cerca de 3 minutos. É a "Mad Rush" de que Philip Glass fala, e de que fez música. Mas para quem goste de pensar ou reflectir, recomendo vivamente este vídeo, e que o veja até ao fim. Que diabo!, já estamos em fim-de-semana, e há mais tempo livre...

domingo, 11 de setembro de 2011

Luís Miguel Cintra


A propósito do lançamento de 3 discos em que lê textos seleccionados de Camões, António Vieira e S. João, Luís Miguel Cintra (1949) deu uma entrevista à P2, suplemento do jornal Público, que considero uma das melhores entrevistas que li nos últimos tempos. Tem coerência, sequência lógica e humana, e muitos motivos estimulantes de reflexão. Vou transcrever alguns excertos que me provocaram especial atenção e me fizeram reflectir. Seguem:
"- Desde sempre precisei de exemplos. De Santos. Do exemplo de vidas políticas. Voltadas para os outros e voltadas para Deus. A nós, menos grandes, e sobretudo já passada a idade de crescer, são quem nos defende do Mal, do cinismo.  (...)
"- O discurso de Vieira quando é lido é muito menos claro, tal como as canções de Camões. O texto é tipicamente barroco: a estrutura é muito funcional e, depois, está decorada com toda a forma de excessos adornando uma ideia límpida e fundamental, contida quase na própria epígrafe do sermão: « Pulvis est, et in pulverem reverteris» (és pó e ao pó tornarás). (...)
"- Gosto imenso da vida, mas tenho que me conciliar com a ideia que ela vai acabar. Só o consigo fazer se pensar que a vida não é só minha, mas a das outras pessoas todas." (...)