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sábado, 24 de março de 2018

A propósito de tomates, e de cenouras


É uma curta carta ao director do TLS (nº 5997), curiosíssima, que um leitor, atento e bem informado, dirigiu, clarificando alguns pormenores de um artigo antecedente, sobre tomates, publicado num número anterior do jornal literário inglês, numa recensão de um colaborador. Vou procurar traduzi-la o melhor possível, pois é interessante:

Senhor, - D. H. (NB, 26 de Janeiro) parece surpreendido por o tomate ser um vegetal. Na realidade, para um botânico, e porque tem sementes, o tomate é um fruto. Mas nos Estados Unidos, de acordo com a mais conceituada autoridade possível, o tomate é um vegetal. No século XIX, os EUA atribuiram uma taxa de importação aos vegetais, mas isentaram os frutos de qualquer alcavala fiscal. Os irmãos Nix recusaram-se a pagar imposto sobre os seus tomates importados, porque eram frutos. Em 1893 o Supremo Tribunal de Justiça decidiu que os tomates, sendo preparados e comidos tal como os vegetais, e de modo diferente dos frutos, deveriam ser considerados vegetais. Os Europeus não devem fazer chacota da ignorância científica transatlântica: em 2001, a União Europeia classificou a cenoura, que é desprovida de sementes, como um fruto.

A. H. Woodward
Portland, Oregon 97225