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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Da leitura 35


A expressão dos sentimentos ( e emoções ), em conversas correntes e escritos do dia a dia, assume por vezes a transgressão da ignorância, a boçal incapacidade e impropriedade verbal, bem como, muitas vezes, o exagero próprio de quem não tem, nem terá nunca, a noção do grau e da medida.
De A Montanha Mágica (1924), de Thomas Mann (1875-1955), é conhecida  a clássica , brilhante e intensa, mas simples declaração de amor do romance, que diz: "Tu és o tu da minha vida." Inultrapassável por lapidar, ainda hoje, no meu entender.
Quanto à amizade, eu creio que foi Michel de Montaigne (1533-1592) que, em relação ao seu afecto por Étienne de La Boétie (1530-1563), melhor soube expressar, em os Essais (1595), o sentido e valor do seu sentimento (Parce que c'était lui, parce que c'était moi), e de forma linear. Mais uma vez, inultrapassável.
Para melhor contextualizar a expressão, passo a traduzir o parágrafo em que ela se integra:
"...aquilo a que chamamos habitualmente amigos e amizades, não são mais do que conhecimentos e familiaridades, através das quais as nossas almas se entretém. Em amizade, que é aquilo de que falo, elas misturam-se e confundem-se uma com a outra, numa mistura tão universal, que se esbatem as costuras por onde elas mesmas se juntam. Se insistirem em me perguntar porque gosto dele, creio que poderei responder: Porque era ele, porque era eu" (I, 27, 290-291).

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Pinacoteca Pessoal 157


Edward Collier (1642-1708), como ficou conhecido na Inglaterra e está legendado na Tate, ou Edwaert Calyer, como foi baptizado em Breda, pertence ao período mais importante da pintura flamenga. Emigrou para a Grã-Bretanha em 1693, onde veio a falecer quinze anos mais tarde, em Londres.

Notabilizou-se sobretudo pelos temas de Vanitas e Trompe l'oeil que ocupam uma boa parte da sua obra e que eram muito apreciados pelas classes aristocráticas inglesas.
Anote-se, como curiosidade que, no último quadro, está representada uma edição coeva dos Essays de Michel Eyquem de Montaigene (1533-1592).

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Recomendado : oitenta e dois


São 15 as páginas do dossiê que Le Magazine Litteraire, de Novembro, dedica a Montaigne (1533-1592). Curiosamente, a menos que eu não desse por isso, a revista literária francesa não fala de nenhum dos 2 Nobel atribuídos ainda há muito pouco tempo. 
Xenofobia ou prudência? 

sábado, 29 de junho de 2019

Miqui, a Dª Leocádia e Montaigne


Dona Leocádia é uma condómina estimável e idosa do meu prédio, apesar do seu gato preto ser irreverente e indisciplinado. Ainda hoje, ao fim da tarde, encontrei a pobre da senhora aflita, à procura do Miqui, que se escapulira por uma nesga de porta aberta que a dona Leocádia entreabrira para assinar a recepção de uma carta registada.
O pequeno felino parece divertir-se a desinquietar e pregar partidas à dona septuagenária, que lhe tem um carinho especial e que - julgo eu - o trata com imenso desvelo. Quando ela me perguntou : Não viu o meu gato preto?, eu senti um aperto de solidariedade no coração, mas lembrei-de, também, de uma frase de Montaigne, inserta nos Essais.
E que diz assim: Qui sait si ma chatte ne tire pas plus son passe-temps de moi que je ne fais d'elle? *
Até porque não tenho muitas dúvidas que alguns donos são autênticos escravos dos seus animais de estimação.


* Ora traduzamos, liberrimamente : "Quem sabe se a minha gata não tira muito mais proveito de mim, como passatempo, do que eu, dela."


quarta-feira, 19 de junho de 2019

Lembrete 67


Recentemente saído, este hors-série da revista Le Point é dedicado a Montaigne (1533-1592).
As colaborações são de qualidade, abordando o ensaísta pioneiro e francês sob várias perspectivas disciplinares, e o aspecto gráfico do dossiê, cuidado, acompanha, devidamente.
Não sendo barato (9,90 euros), merece. Aqui fica a informação, a quem possa interessar.


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Recomendado : setenta e cinco


Eu já não lia, há anos, nada de Stefan Zweig (1881-1942), de cuja obra fui largo consumidor na juventude. Com proveito e gosto, aliás. O escritor, muito em moda nos anos 50 e 60, entrou num ocaso editorial, que se rompeu, felizmente, nos últimos anos.
O livro estava na banca da Escriba, a tentar-me. E eu fiz-lhe a vontade, afortunadamente. É uma breve biografia, limpa e justa, do senhor de Eyquem, Montaigne (1533-1592), que não lhe poupa os defeitos, mas também não lhe diminui as qualidades humanas.
A obrinha, devorei-a eu, enquanto esperava a vez no barbeiro. Ficaram-me 20 páginas das 92 que o livro tem. Acabei-o à tardinha, com enorme prazer, e pena por se me acabar este diálogo renovado com Zweig. Dos últimos trabalhos do escritor, parece-me dos mais perfeitos.
Por isso o recomendo, sem reservas.


para H. N., a quem se destina...

domingo, 2 de julho de 2017

Citações CCCXVIII


Ninguém está livre de dizer disparates; a infelicidade está em fazê-lo solenemente.

Michel de Montaigne (1533-1592).

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Da leitura (8)


Se os livros têm códigos morais, eu terei talvez praticado uma boa acção, porque salvei um livro da guilhotina, ou que teria sido, poucos dias depois, vendido ao quilo para ser desfeito e se transformar em pasta de papel, voltando às origens. Mas fi-lo também em meu grande proveito (de leitura), não havendo, porém, qualquer oportunismo prévio ou interesse antecipado. Comprei-o porque gosto de Bestiários, sobretudo. E o livro, com a capa não muito limpa, estava na última prateleira do Alfarrabista, rente ao chão, naquilo que eu chamaria o corredor da morte: se ninguém lhe pegasse por 1 euro, dentro de 2 ou três dias seria vendido para o papel velho. Em boa hora o libertei e veio a ser minha última leitura de 2015 e primeira de 2016, muito agradavelmente. Já aqui (Arpose) falei dele, ao traduzir e transcrever um passo do texto de Georges Duhamel (1884-1966), que apelidei de litania (ou ladaínha). Agora, é uma espécie de fábula panteísta, que o escritor francês narra, tendo, como ponto de partida, Montaigne (1533-1592) e a sua descendência. Aqui vai:


"Montaigne não teve senão filhas e nunca se consolou do facto. Parece mesmo que, aqui e ali, se interrogou sobre as razões do que ele pensava ser uma desgraça.
O jardim, que eu consulto sobre o caso do nosso autor, propõe-me uma resposta e eu vou transcrevê-la fielmente: «O Vosso Montaigne - diz-me - viveu muito feliz, numa abundância constante de bens. Veja bem, aqui pelo jardim, as abóboras sofrem, ao longo do Verão dramático, por toda a estação seca. Elas não produzem senão flores masculinas. Mas, logo que cai uma leve chuvinha, as abóboras lá se aventuram a gerar uma flor fêmea. Era a água do céu que lhes faltava. É a garantia da prosperidade, da esperança, do futuro. Quando somos generosos para com as fêmeas, é porque estamos plenos e temos confiança.»
Relato assim, sem comentários, a reflexão do jardim."

Vêm estas palavras na página 120 de Le Bestiaire et l'Herbier, de Georges Duhamel, sob o número LXXIII e com o título Explication Rustique.


para H. N., se mais não fora, porque gosta de Montaigne...

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Simbiose


Entre 1745 e 1750, o pintor italiano Giovanni Battista Piranesi (1720-1778) executou  uma série de 16 gravuras, a que deu o nome de As Prisões (ou Os Cárceres). As obras inspiradas nos subterrâneos de Roma, mostram interiores labirínticos mergulhados na escuridão ou, pelo menos, na penumbra. A obra, no seu conjunto, veio a ter alguma influência nos artistas que vieram, mais tarde, a fundar e desenvolver o Romantismo. E até mesmo no Surrealismo. Pessoalmente, creio que a sua influência terá chegado até M. C. Escher.
No vídeo que se segue, George Steiner (1929) refere-se indirectamente a essas gravuras de Piranesi, para clarificar aquilo que pensa sobre a dificuldade do "Conhece-te a ti mesmo", de Sócrates. Que contrapõe, de algum modo, à maior modéstia das reflexões de Montaigne, sobre o mesmo assunto.



domingo, 9 de fevereiro de 2014

O regionalismo das críticas


A crítica literária portuguesa, mesmo nos seus tempos áureos e mais dignificantes (que hoje assume, quase totalmente, meros aspectos publicitários), sempre esteve mais próxima da matriz francesa do que das recensões inglesas ou alemãs, clássicas. E não sou apenas eu que o digo e observo.
A propósito da recente saída, em França, do livro Un Été avec Montaigne, de Antoine Compagnon, no último TLS (nº 5783), Henri Astier, jornalista francês que trabalha para a BBC, refere, e passo a citar, traduzindo:
" A análise literária francesa tem a reputação de uma intricada abstracção. E isto não é apenas o resultado dos anos 60 estruturalistas; lendo Le Monde des Livres mesmo hoje, é muitas vezes difícil perceber sobre aquilo que são os livros recenseados. Contudo, o apetite do público Francês pela narratologia e pelo comentário opaco não deve ser sobrestimado. O bestseller surpresa do último Verão foi um delgado volume sobre Montaigne, escrito em lúcida prosa por Antoine Compagnon. ..."

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Quedas, visões, alumbramentos


As quedas são frequentes na infância por irrequietude, falta de atenção, inépcia motora, mas serão naturais.
Na velhice, voltam a repetir-se, talvez e apenas, pelas duas últimas causas. Na maturidade são mais escassas. Que me lembre, nesta fase da vida, tive apenas duas. E, de uma delas, dei notícia detalhada aqui no Blogue (Queda de cadeiras..., em 27/8/2010), porque foi espectacular, mas, felizmente, sem danos físicos notórios, nem espirituais. Agora, queda de um cavalo, nunca tive, porque não sei montar. Serão talvez quedas iluminantes ou iluminadas a fazer fé num texto recente, que li, de Henriette K. Altes, em recensão ao livro de  Pascal Quignard, Les Ombres errantes, que passo a citar, traduzindo:
"...É célebre o facto de o apóstolo S. Paulo, no seu caminho para Damasco, se ter convertido, depois de ter caído do cavalo, alterando o seu nome que era, inicialmente, Saulo. Montaigne, Agrippa d'Aubigné e Rousseau, todos eles começaram a escrever depois de uma queda equestre. (...) em que medida é que estes traumas estão associados com a temporária perda de consciência e identidade, o temor, o prazer sensual do desmaio e, paradoxalmente, com o súbito alerta para o mundo, levando a um renascimento - existencial, artístico ou religioso. ..."
Será, por isso, de ter em conta, depois de uma queda de cavalo, a possibilidade destes eventuais delíquios.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Citações CXLV : Montaigne


(Sobre a Amizade, concretamente, sobre o seu amigo Étienne de la Boétie)

"Se me obrigassem a dizer porque gostava dele, sinto que não o poderia exprimir senão dizendo porque era ele; porque era eu."

Michel de Montaigne (1533-1592).

sábado, 29 de setembro de 2012

Sobre o Porto


Se aqui há um mês mo tivessem perguntado, eu diria: - Sim, sim, já li tudo o que Eugénio escreveu. E acrescentaria, talvez: - Excepto "Narciso", que ele renegou, e que publicou muito jovem, ainda.
Mas estava enganado. Por desfastio comprei, num alfarrabista, o volume "À Sombra da Memória" (1993), que reúne textos em prosa de Eugénio de Andrade. Evocações, palavras de agradecimento aquando de homenagens, reflexões sobre poesia. Cerca de metade dos textos não os conhecia eu. E li-os deliciado. Prosa enxuta, simples, da melhor que se escreveu no séc. XX português. Ora, atente-se no início de "A Cidade e a Poesia", em que ele fala do Porto:
"As cidades são como as pessoas, têm os seus segredos, e às vezes guardam-nos bem guardados. Há quem goste muito do Porto e há quem o deteste. Queria falar desta cidade «tão masculina» sem nenhum peso de erudição, que é coisa tão inimiga da poesia, que só Borges, que eu saiba, lhe conseguiu arrancar alguns versos dignos da sua prosa. Também não me parece leal contrapor-lhe outras cidades, e menos ainda Veneza. Toda a gente sabe que se Veneza não cheirasse a água podre seria incomparável, mas cheiro por cheiro antes o de Marraquexe. Marraquexe cheira a cavalos, que é cheiro de homens. Há quem goste do Porto, dizia eu; Marguerite Yourcenar - ninguém sabe, porque foi a mim que o disse - andou por aqui fascinada com a Ribeira e as encostas da Sé. Isto de gostar não tem explicação fácil. O mais simples é, se nos pedem razões, dizê-lo com as palavras de Montaigne: Parce que c'était lui, parce que c'était moi. Mas não só o amor tem estranhos mecanismos, os do ódio não lhe ficam atrás. ..."

domingo, 24 de junho de 2012

Fragmentos


Depois de Valéry, vendo passar as aves, já é tempo e horas de regar as plantas.
A vida é, em si, uma sucessão de capítulos desirmanados, quando não é de fragmentos de acaso e tarefas pontuais de obrigação, com alguns intervalos de prazer a que, por vezes, nos podemos dedicar. Interligados por um corpo, pontualmente, acrescido de um espírito.
E os portugueses são mestres a defrontar o imprevisto e a abandonar-se ao fragmentário. Mesmo aqueles que, dotados de talento, se dispersaram em obras menores, delapidando a qualidade que teria podido produzir uma obra maior, mesmo que fosse a única. Talvez por isso somos um país de poetas e não de coerentes romancistas. Mas não somos os únicos.
Abordemos três casos estrangeiros, para vermos o tema mais a frio. Três nomes: Alain, Paul Valéry, E. M. Cioran. Cronologicamente: a paciência, a intensidade, a provocação. Porque também o que ressalta é o fragmentário das suas obras. E se é estimulante lê-los!... No entanto, nunca farão o corpo perfeito dos "Essais" de Montaigne (pese embora um pendor fragmentário), ou microcosmo do absoluto e universal que encontramos em "O Leopardo" de Lampedusa.
Creio que falta, muitas vezes, ao talento a estratégia que pode produzir o génio.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mais umas "search words" hilariantes


Há mistérios insolúveis, para mim, que bem gostaria de desvendar. O último é a intensíssima procura e visitas a um poste em que se referia Gomes Freire d'Andrade (27/1/11). Será pelo fino recorte da gravura?, ou, como me dizem de lado, por causa da peça "Felizmente, há luar!" de Sttau Monteiro, que tem , no Ensino, implicações curriculares? Mas vamos então às "search words" extravagantes e seu encaminhamento googlesco:

1. Um(a) visitante escreveu: "goscinny, o pequeno nicolau martins jantes, são paulo 1986"; não sei, francamente, onde foi parar...

2. Um outro lançou: "madeira montaigne restaurant". Pretendia saber, decerto, de um restaurante da Ilha da Madeira, situado em ponto alto, para melhor desfrutar a vista da paisagem e do Atlântico. Mas o Google, prosaico, encaminhou-o para o poste "Montaigne, sobre a tristeza". Que pena!

3. Outro, ainda, escreveu como "search words": "gruta santa margarida arrábida telúrica". O Google levou-o até um poste sobre Miguel Torga. Não há dúvida que "telúrico" é um adjectivo privativo que vai sempre dar a Torga. E o Google está a par destas coisas.

4. Uma visita do Brasil pediu: "japão pessoal 2 reuters". Não sei porquê, o Google encaminhou-o para o poste "Pinacoteca pessoal 2 : Laocoonte" ??? Provavelmente, foi o algarismo 2.

5. Finalmente, como "search words", alguém escreveu: "creio que não o que significa"; e o motor de busca despachou-o para a imagem de um chinês rindo-se às bandeiras despregadas...

Ainda não desesperei, de encontrar nas "search words", alguém a perguntar: " Deus existe?"; e ver o motor de busca levar esse visitante até ao Céu.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Montaigne, sobre a tristeza


Michel Eyquem de Montaigne nasceu a 28 de Fevereiro de 1533 e veio a morrer em 1592. É considerado, porventura, o primeiro ensaísta europeu. E os seus "Essais", que começam pelas palavras "Este é um livro de boa fé, leitor", são a sua obra maior. Sobre a tristeza disse Montaigne: "Sou um dos mais isentos desta paixão; e não a amo nem a estimo, muito embora o mundo a tenha honrado com o seu favor particular. Com ela (tristeza) adornam a sabedoria, a virtude e a consciência; estúpido e monstruoso ornamento. ..."

sexta-feira, 26 de março de 2010

A lágrima do Filósofo





Mão atenta de um Amigo fez chegar, até mim, um pequeno artigo de Pierre Assouline. Apontamento breve e conciso, grave no tom, humano de conteúdo. Entre várias informações interessantes, conta que a George Steiner foi permitido folhear, no Château de Chantilly, em França, um exemplar dos "Comentários da Guerra da Gália", de César, que tinha sido pertença de Montaigne. E que tinha anotações, nas margens, do próprio punho do senhor de Eyquem. Perante a preciosidade bibliográfica, George Steiner não conseguiu reter uma lágrima, comovido - conta Assouline.



P. S.: Com agradecimentos a H. N. .

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Memória 14 : Montaigne



Considerado o iniciador do "Ensaio literário", Michel Eyquem de Montaige nasceu a 28 de Fevereiro de 1533 e morreu em 13 de setembro de 1592. Entre as muitas coisas que escreveu, escolhemos cinco pensamentos que traduzimos a seguir:

Nada fica mais na memória do que aquilo que desejamos esquecer.

A idade traz mais rugas ao cérebro do que ao rosto.

Não há diálogos mais aborrecidos do que aqueles em que todos estão de acordo.

A menos que um homem sinta que tem boa memória, ele não deve arricar-se a mentir.

Prefiro a companhia de camponeses porque eles não são suficientemente cultos para se poderem dar ao luxo de pensar erradamente.