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terça-feira, 7 de abril de 2026

Mercearias Finas 217

 

Ortodoxo que foi o almoço de Páscoa, nem sequer falei do cabritinho (muito bom), do esparregado e das batatas assadas apetitosas. Da tarte de amendoa gulosa e do folar que nos trouxeram, com bom sabor de erva doce, que também acompanhou devidamente um queijo babão de Mangualde.
Mas eu não ficaria de bem comigo, se não referisse, para memória futura, a magnum gaulesa que abri, do tinto de Bordéus (2020), Vieilles Vignes, com as castas Mourvédre, Syrah e Grenache, que combinou na perfeição, nos seus 13,5º equilibrados.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Adagiário CCCXCI

 


Não é cada dia Páscoa, nem vindima.

quinta-feira, 19 de março de 2026

À espera da Páscoa...

 


... estes dois coelhos* expectantes, a quem até já cresceram barbas...

* rectificar para lebres, conforme sugestão oportuna do comentador RF.

sábado, 19 de abril de 2025

Retro (121)

 



As festividades religiosas têm o condão e virtude de se repetirem anual e ininterruptamente.
Este jornal vimaranense anuncia as cerimónias da Semana Santa na Colegiada, há 65 anos atrás.
Por isso o escolhi, inserido na temática Retro, para desejar uma boa Páscoa a quem por aqui passar. 

segunda-feira, 14 de abril de 2025

Da Páscoa

 

Por estas alturas também vem à tona da memória as doçarias pascais. Lembraria os bolos de gemas, as cavacas e sobretudo, pela antiguidade (cerca de 300 anos) tradicional, o Pão de Ló de Margaride que se fabrica na terra homónimo, próximo de Guimarães. E que, como dizia Cesário, se não fora " pão de ló molhado em malvasia", era ao menos embebido no café com leite matinal, nos meus tempos de infância.

quinta-feira, 20 de março de 2025

Idiotismos 52

 

É minha convicção que o léxico vernáculo português cada vez será mais reduzido, em benefício do inglês ou do vocabulário espúrio norte-americano. Creio que isto terá começado de forma mais acentuada, pelos anos 60 do século passado, no Algarve, sobretudo a nivel comercial, alastrando depois para outras áreas.
A proximidade temporal da Páscoa, levou-me, entretanto, a consultar um pequeno opúsculo, de Américo Cortez Pinto (1886-1979), que aborda, de forma competente palavras relacionadas com esta época religiosa: 
1. Pascácio* que, inicialmente, significava "o que nasceu na Páscoa"; ou cara de Páscoa.
2. Pasconso*, composto de Páscoa e Sonso.
3. Sonso, finalmente, talvez proveniente do espanhol "zonzo", mas também com o significado de sem sal. Do latim insulsu. Ou ainda: artificial, disfarçado e mentiroso.
Aqui ficam, assim, alguns esclarecimentos complementares sobre estes vocábulos relacionados com a Páscoa.

* estas duas palavras, na minha juventude, eram também aplicadas a pessoas limitadas ou palermas.



domingo, 31 de março de 2024

Assim amanheceu...



 ... o Domingo Pascal, na região outrabandista.

Aproveitamos para renovar os nossos melhores votos pascais para os Amigos e  Comentadores. E visitas.

Johann Kuhnau (1660-1722)

segunda-feira, 10 de abril de 2023

Mercearias Finas 188



A banca de frutas e verduras do Telmo fica na esquina que vai dar ao corredor que tem, ao fundo, a banca de peixe da Leonor, no Mercado do Monte. Em vésperas do fim-de-semana pascal, ambas estavam repletas de produtos frescos e tentadores. Acabamos por trazer o que desse até ao Domingo em que o anho tinha lugar cativo à mesa. E o vinho, retirado da horizontal na garrafeira, já estava ao alto na mesa, pronto a abrir. Com 23 anos de idade o tinto da colheita seleccionada, naturalmente, teve que ser decantado e lá ficou a respirar cerca de 3 horas, antes de vir a ser servido, para acompanhar o chibinho e um queijo de pasta mole, caprino, que bem o mereciam.
Com 13,5º, o lote com Touriga Nacional, Syrah, Cabernet Sauvignon e Trincadeira, dava ainda sinal de taninos, mas suaves, e não deixou ficar mal a criação proficiente de Jaime Quendera, enólogo que muito tem feito pela Adega de Pegões (passe a publicidade...) - aqui o deixo exarado e com louvor merecido.

domingo, 9 de abril de 2023

Georg Friedrich Händel (1685-1759)


Um bom Domingo de Páscoa, a quem por aqui passar. E, de preferência, que não falte o cabritinho tradicional...

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Mercearias Finas 177



Anho ou cabrito, pela zona geográfica crismado, o cordeiro está ligado indissoluvelmente à Páscoa como refeição privilegiada, até por razões litúrgicas. Nos últimos anos, nem sempre temos cumprido a regra e já vieram perdizes estufadas à mesa, no almoço de Domingo. Provavelmente no próximo encomendaremos uma dose de leitão a quem o assa, desde os 15 anos, à moda bairradinha e como deve ser. A experiência que tivemos anteriormente foi muito promissora e deixou-nos boca para mais...
No entretanto, e como faltam dias, dei com uns versos de Bocage (1765-1805), que falam de papas nas suas dúplices funções. Por aqui os deixo, por lhes achar graça:

Pra que viva a cozinheira,
que tão boas papas fez,
confesso por esta vez
que bem me sabe e me cheira.

O Papa, em sua cadeira,
vestido de estola e capa,
não faz coisa tão guapa.

A cozinheira faz mais:
o Papa faz cardeais,
a cozinheira faz papa.

domingo, 12 de abril de 2020

Mercearias Finas 156


Uma grande parte do chibinho assado no forno já se foi. Bem acompanhado de um Dão Quinta dos Carvalhais 2002, tinto, que estava no ponto dos seus dezoito anitos. Casou com as damas de honor: ervilhas tortas e batatas novas assadas. Havia mousse de manga, no final, ou morangos, para quem não quisesse Queijo do Fratel ( ou do Lourenço) que veio à colação pascal.
Um grato reconhecimento a HMJ, que o escansão limitou-se a ir à adega, buscar o néctar.

De Rachmaninov, para um Domingo de Páscoa

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Páscoa


As coisas fizeram-se mais comezinhas e circunscritas este ano, mas o meio anho já cá canta, no frigorífico. E já avançamos com umas finíssimas e laminadas, tenríssimas iscas de fígado do dito chibinho, ao almoço, que estavam bem saborosas. Não guardámos os miúdos para o arroz vir a acompanhar o cabrito pascal, no próximo Domingo. Que para o forno há-de ir.
E dentro das limitações, até tivemos uma novidade para a sobremesa, que foi um Folar de Alcobaça, muito próprio e agradável, com a sua cor mais acastanhada e o balsâmico sabor a erva doce, aqui usado, pelos vistos, na zona. Vou pensar, entretanto, num vinho que não desmereça estes preparos...
Boa Páscoa, a quem vier por bem, virtualmente!

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Reflexões de Pascoela, com osmose gastronómica e enológica, naturalmente...


Tenho o passado arrumado, razoavelmente, na cabeça, até porque, sendo emotivo, não sou sentimental. Coisas há que têm o seu tempo e como bem dizia o poeta Afonso Duarte (1884-1958), "voltar atrás é uma falta de saúde...". Não me recuso, porém, a celebrar, algumas datas da tradição portuguesa, que são, em princípio, de enorme contributo calórico...
Dispenso as cavacas, o pão-de-ló, tenho pena de não ter à boca os bolos de gema desta época, mas faço questão de ter à mesa o anho pascal, no Domingo de Aleluia. Que é uma espécie de ressurreição laica atávica e de antanho, na minha vida. Mesmo que me recuse a hipócrita e teatral identificação, bem portuguesa e preguiçosa, de católico não praticante (que será isso? Não ir à missa aos domingos?!!!...)
No nosso almoço de Páscoa, naturalmente, o cabritinho no forno veio à mesa, tenríssimo, com aroma a alecrim e outras preciosidades silvestres. Fi-lo acompanhar de um monocasta de Touriga 2014, rústico de Silgueiros, tinto e ainda com taninos fortes. Sobrante, o cabrito regressou nesta segunda-feira de  antecipada Pascoela, mais apurado e perfeito. Escolhi, desta vez, um Assobio de 2011, produzido no Douro pela Esporão.


Excelente, para não dizer mais. Assim concelebramos a ágape pascal e de pascoela, à nossa maneira.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Páscoa


Os nossos ovos, do Folar tradicional, eram bem mais maneirinhos, felizmente..:-)
Entretanto, e a quem passar por aqui, os nossos melhores votos de boas férias de Páscoa!


Da Páscoa, e com amizade


Por entre azul celeste e verde esperança, nos chegam amigos votos. Que nos colhem de surpresa e sem palavras suficientes. Ocorre-me, um pouco a despropósito, inadequada talvez, uma quadra antiga que se aproxima do grato sentimento que experimento. E que endereço, com simplicidade, à Margarida, em retribuição pobre, do que posso:

Foi bom o dia de hoje nas pessoas
de quem não esperava nem palavras:
desconhecidos gritam-me bons dias
e o barco vai firme sobre as águas.

Com grata estima, e cordialmente,
A. S.