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segunda-feira, 13 de julho de 2020

Memorabília (6)


Serviam para várias coisas, multiusos os cafés, de outrora. Para estudar, namorar e até para beber o dito, muitas vezes. E noutros tempos eram mais aconchegados e sem contágios de maior...


sábado, 13 de outubro de 2018

A cegueira no turismo


O restaurante, nas Avenidas Novas, mantém-se em gestão familiar, como há cinquenta anos atrás, quando na zona morei, ainda estudante. Modesto e de preços justos, quanto à qualidade da cozinha e à generosidade das doses. Tradicional, atende sobretudo clientela de meia idade que por lá habita ou trabalha. Mas, ultimamente e quando lá vamos, temos vindo a assistir a um crescendo de comedores estrangeiros. Falantes, sobretudo, de francês e de língua inglesa.
Penso que o turismo também se faz de cheiros, como fundamentalmente é feito de olhares, de sabores, de sons que perpassam pelas ruas, até do tactear de tecidos estranhos e roupa de cama, agreste ou macia, que nos cobre, nas noites que passamos em hotéis desconhecidos. Numa miscelânea curiosa de novidades.
Há meses, vi com estranheza uma japonesa ( ou chinesa?) cega, amparada por uma companheira que a guiava, subindo a rua da Misericórdia. E achei insólito. Talvez a companheira lhe fosse contando o que via, como às crianças que, ao ouvir histórias, vão recriando a narrativa com a sua imaginação nascente.
Nessa altura, achei que seria um caso desgarrado. Há dias, porém, nesse restaurante de que falei a princípio, estávamos nós a jantar, vimos entrar 4 cegos(/as), com os (/as) respectivos (/as) acompanhantes, para nossa total surpresa. Que ocuparam tranquilamente, embora com vagar, uma mesa de 8 lugares. Creio que o grupo era inglês.
Eu seja ceguinho - como diz o povo -, se compreendo...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Memória 63 : a geografia dos Cafés


Se formos capazes de evitar o derrame lírico e a nostalgia inútil, é sempre bem agradável voltar às ruas por onde fomos jovens. E os Cafés podem funcionar como marcos geodésicos para saber por onde andamos.
Primeiro terá sido o "Paulistana", mesmo em frente ao "Monte Carlo", para onde vi entrar, muitas vezes, o Carlos de Oliveira, que morava perto. Depois "A Cubana", de esquina, que ainda foi restaurante. Todos eles abatidos, já inexistentes.
O terceiro foi de frequência mais fiel e mais longa. O "Café Ceuta" frequentado pelo Tomaz de Figueiredo, onde entrava, às vezes, o actor Artur Semedo, que morava por cima, no mesmo prédio - se bem me lembro. Finalmente "A Ribalta" de bem curta duração, porque mudei para outras paragens, onde o "Montalto" passou a pontificar. Todos estes sobrevivem, e creio que se recomendam...
Avenidas Novas, que parecem velhas à memória.