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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Pinacoteca Pessoal 219

 

Com Giorgio Chirico, Carlo Carrà (1881-1966) representa o que há de melhor na chamada Pintura Metafísica, muito embora os temas representados nas suas pinturas tenham um âmbito menos alargado que os do seu colega também italiano.




A partir de meados dos anos 20 porém a sua obra sofre um inflexão para um tipo de realismo algo influenciado por Giotto, que Carrà muito admirava, e pelos mestres do Renascimento.





sábado, 29 de dezembro de 2018

Divagações 139


Arriscando a contra-corrente mas, de certo modo, muito naturalmente pela época que atravessamos, o penúltimo TLS (nº 6037) aborda como temática: Deus. Nos aspectos tratados, a abordagem parece-me muitíssimo adequada. E até fiquei a saber de uma Santa Tecla, discípula inicial para além dos 12, citada pelos Evangelhos Apócrifos, que eu não conhecia,  nem nunca tinha ouvido falar.
Deus não é, seguramente e no momento actual, um tema que me fascine ou interesse, em particular, mas os artigos do jornal literário inglês não deixam de ser importantes e de agradável leitura. Um dos textos pergunta-se, em equação, qual a forma melhor de abordar a questão: se pela filosofia, através da ficção, ou pelo ensaio? Estranhamente, não fala da poesia, nem do teatro. Omissões que me pareceram imperdoáveis.
Godot, de Beckett, ou o  dono da Tabacaria, de Pessoa, que serão senão deuses mutilados pela imaginação humana, desejante? E, ainda há dias, de um poeta vivo português, li um livro, é certo que irregular na qualidade, em que Deus estava presente ou subjacente em quase todos os poemas. E não diria que por misticismo forçado, ou por pose meramente acidental...

domingo, 21 de dezembro de 2014

Divagações 78


As representações religiosas em pintura, da Natividade à Crucificação, de tão vistas e reproduzidas, deixam-me, normalmente, indiferente e não conseguem já despertar-me a mínima emoção ou um qualquer prazer estético. Por outro lado são raros, nessas representações pictóricas, os laivos de originalidade ou de algum pormenor que ultrapasse o estereotipo.
Como aqueles poemas de circunstância de grande parte da pobre poesia portuguesa dos séculos XVII e XVIII, que dizem sempre o mesmo, expressando a banalidade sentimentalesca através dos jargões vazios de uma época de artifícios.
Ainda me agradam um mínimo, no entanto, pela sua rústica simplicidade, algumas pinturas de Giotto (1266?-1337) e de Fra Angelico (1395-1455) sobre o Natal. Daí, este céu azul vazio, de Giotto, povoado de estrelas ingénuas, que escolhi para ilustrar o poste.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Pormenores


É, por vezes, fastidiosa, para um observador pouco sensível e amador de pintura antiga, a contemplação das obras, mesmo que primas, até ao séc. XV europeu. A temática é por demais religiosa e os motivos, tirando pequenos maneirismos de Escola, quase parecem iguais. Resta, no entanto, a surpresa do pormenor que, singularmente, nos pode convencer da qualidade e moderna eternidade da obra de alguns Mestres.
Este burrinho pintado por Giotto di Bondone (1267-1337) na Adoração dos Reis Magos, em fresco da Capela da Arena, em Pádua, parece, na sua jovialidade de expressão, saído de uma BD dos nossos dias. E chegaria para me levar à plena aceitação de que, alguma coisa de muito diferente, se pode descobrir nesta matriz formatada pelos cânones religiosos da época. O que não é, seguramente, coisa pouca. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Adagiário XCV : Antoniano


1. Santo António tira a dor, mas não tira a pancada.
2. Nem Deus com um gancho, nem Santo António com um garrancho.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Em busca da cor



Não é fácil explicar a errância de Paul Gauguin, nascido a 7 de Junho de 1848, em Paris. Nem se deve levar à letra "The Moon and six-pence", obra de ficção de Somerset Maugham baseada, em parte, na vida do Pintor. Tirando a sua primeira grande viagem, para o Peru, decidida pelos Pais, as restantes mudanças foi ele que as escolheu.
Viveu assim em Paris, Lima, Copenhaga (a mulher, de quem teve 5 filhos, era dinamarquesa), Londres e Taiti. E, até quase aos 40 anos, foi um eficiente corrector da Bolsa de Paris, até à crise que ocorreu, em 1883. Depois, começou a pintar e, com o mesmo afinco e rigor, à nova arte se dedicou com paixão. Nativo dos Gémeos, de si próprio dizia, em carta à Mulher: "...tenho uma dupla natureza: sou uma criatura muito sensível, mas também sou um Pele-Vermelha..."
Em contra-corrente em relação ao Impressionismo, procurou um regresso à arte primitiva (era um admirador de Giotto), na linha de um Puvis de Chavannes, mas de cores quentes e intensas, normalmente, que o Taiti favoreceu e justificava, nas suas telas.

Nota: o Auto-retrato, em imagem, feito em 1885, pertence a uma colecção particular suiça; a paisagem bretã, de 1889, é do acervo do Courtauld Institute Galleries, de Londres.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Pinacoteca Pessoal 23 : Giotto, arquitecto e pintor



Estes anjos com o seu quê de funambulesco, e quase divertido ou brincalhão, nas suas mais diversas piruetas aéreas, contrastando com o pathos terrestre, são talvez um dos aspectos mais curiosos desta "Lamentação" de Giotto di Bondone (1267-1337). O fresco pertence à capela de Scrovegni, em Pádua. Com Cimabue, Giotto é considerado um inovador que foi abrindo a pintura à modernidade do Renascimento. Mas o pintor que faleceu a 8 de Janeiro de 1337, em Florença, foi também arquitecto e responsável pela traça da catedral desta cidade. Dizem que era anão, ou excessivamente baixo, mas a grandeza e singularidade da sua pintura, é indesmentível. Embora ainda se notem, nas suas obras, as marcas da arte bizantina, a emoção que passou às suas figuras e o sentido de espaço e perspectiva que imprimiu nos seus quadros, são novos, na pintura europeia.

sábado, 26 de junho de 2010

Música e Poesia XII : Sermão aos pássaros/ Liszt



Franz Liszt (1811-1886) compôs esta obra musical para piano (Sermão de S. Francisco de Assis aos Pássaros) entre 1862 e 1863. A pianista que executa a peça é a húngara Etelka Freund (1879-1977) que foi discípula de Busoni (1866-1924). A pintura reproduzida é de Giotto (1267?-1337).