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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Recomendado : cinquenta e um - do Douro


De pedra (xisto...) e cal, e na primeira linha das minhas preferências gustativas, estão de memória três produtores durienses de vinhos de grande qualidade: Alves de Sousa, Sophia Bergqvist e Dirk Niepoort. Sendo este último, sem sombra de dúvida, o mais ousado e inovador, até por ser o mais jovem.
Das minhas últimas férias, no Alto Douro, não poderia deixar de visitar a Quinta de la Rosa, que é dirigida pela senhora Bergqvist, de ascendência dinamarquesa. Lá adquiri alguns produtos vínicos, entre tintos e brancos, para trazer.
Ontem foi a vez de provar o douRosa, tinto de 2011, com uma perna assada de porco, batatas e cebolinhas, mais um feijão verde, refogado a primor. O vinho é magnífico e está no ponto. Apesar dos seus assustadores 14,5º, tem a macieza dos melhores vinhos do Dão (isto é um cumprimento!). Touriga Nacional e Franca, Tinta Roriz - que me parece predominante - compõem o lote.
Pena foi não ter à mão um queijo Serra, de Serpa ou Azeitão para celebrar o douRosa, condignamente. Teve que ser com um queijinho do Pico (Açores) que era modesto, embora honesto...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Douro Fabuloso

Da antiga Confluentia recebemos uma notícia do jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, datada de 6.3.2011, que nos fala de um vinho com o rótulo "Douro Fabuloso". Motivo de alegria pelo facto de o jornal diário dedicar uma página inteira aos vinhos do Douro, sobretudo os produzidos pelo "inovador" Dirk Niepoort e dos seus "Douro Boys".
A comercialização dos vinhos de Niepoort, na centro da Europa, desenvolveu-se com base em campanhas de promoção adaptadas aos países respectivos. Os mesmos vinhos têm rótulos e nomes diferentes em Portugal, Noruega, Dinamarca, Inglaterra, Holanda e Alemanha.
Assim, a garrafa acima reproduzida corresponde ao vinho de Dirk Niepoort comercializado na Alemanha. O rótulo conta uma história muito popular na Alemanha, sendo o seu autor Wilhelm Busch, em que um menino traquinas - Hans Huckebein - leva uma "avezinha" a embebedar-se. São episódios que se enquadram nas conhecidas histórias de Max e Moritz.
Como o rótulo reproduz apenas as imagens 4 a 7 da história de Hans Huckebein, resolvi apresentar a malandrice completa do menino, levando a ave a degustar um vinho generoso.
No final não falta, como é óbvio, a tia a repreender o traquinas "Joãozinho".
Belo aproveitamento da cultura local para promover vinhos portugueses !

Post de HMJ