Evitei, por várias razões e motivos, escrever aqui, ou comentar, sobre o caso, na altura e a quente. Mas agora que, ao que parece, a "montanha" da Justiça americana "pariu um rato", parece-me oportuno dizer alguma coisa. Verberar a histeria dos Media, sobretudo do grupo Murdoch que aproveitou o caso até à exaustão. A condenação anunciada do ex-director-geral do FMI terá sido um filão rentável para as audiências. E as imagens serviram, optimamente, os desígnios torpes (onde é que eu já vi isto?). É, no entanto curioso, que a libertação, substituída por retenção domiciliária, de DSK se tenha produzido só depois da nomeação da Sra. Lagarde para a direcção do FMI. E da proclamação de Martine Aubry, como candidata às eleições presidenciais francesas. Até parece uma conspiração feminina...
Resta-me referir as sábias palavras de um homem ponderado que talvez ajudem a perceber o caso. Jean Daniel disse: "...Havia um homem e uma mulher, um rico e uma pobre, um judeu e uma muçulmana, em suma, qualquer reserva sobre o fundamento das acusações do procurador revelam um preconceito." Finalmente, no "Le Monde", Alain Frachon escreveu: "Quando o par justiça/imprensa funcionam sem um contrapeso entramos numa voragem devoradora." E é tudo.