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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Bibliofilia 140


Não sendo rara, esta edição de 1925 de Il Canzoniere, de Francesco Petrarca (1304-1374), impressa em Milão,  tem um aparato competente e muito completo de notas produzidas pelo filólogo e docente universitário Giuseppe Rigutini, que vieram a ser ampliadas por Michele Scherillo, também  ele especialista na matéria.


Comprado em meados dos anos 80, por valor que não anotei na altura, o livro fora bem estimado pelo anterior proprietário que o mandara encadernar dignamente a um artífice  de comprovados méritos - Frederico d'Almeida, que tinha casa aberta, em Lisboa, na rua António Mª. Cardoso, nº 31.
Ficou assim a obra bem protegida, para largos anos vindouros.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Encadernar


Ao longo da minha vida, não terei mandado encadernar mais do que cerca de 40 livros, mas haverá, com certeza, na minha biblioteca, umas centenas de volumes com encadernações. Algumas delas (poucas) de grande qualidade, e portuguesas. Quase todas adquiridas em alfarrabistas e leilões. A encadernação é uma arte nobre, quando bem executada.
Por outro lado, sendo raras, quaisquer referências, mesmo que indirectas, a Portugal, no TLS, enchem-me de regozijo. A penúltima edição (nº 5837) do jornal literário inglês, para ilustrar uma recensão crítica a um livro de bibliografia sobre encadernações, traz uma imagem com etiquetas de alguns dos mais importantes encadernadores europeus.
Bem no centro, destaca-se o nome de um encadernador português - Frederico d'Almeida. Ainda o vi a trabalhar na sua oficina, à rua António Maria Cardoso, em Lisboa. A oficina fechou, infelizmente, há cerca de 10 anos. O seu lugar foi ocupado por uma Galeria de Arte.