Ainda hoje, embora cientificamente comprovado (Charles Darwin), me causa uma certa estranheza e desconforto, saber que o ser humano, por evolução qualitativa, descende dos macacos. É certo que, também por desvios genéticos ou estupidez natural, alguns dos nossos semelhantes, muitas vezes, nos parecem mais próximos dos chimpanzés, do que de seres humanos, já evoluídos.
Foi por isso que, com surpresa e agrado, li um texto em que se relata, em relação a chimpanzés, algumas vertentes do seu comportamento que os aproxima, indubitavelmente, dos seres humanos, através de algumas manifestações sensoriais. Se em cativeiro (Zoos, laboratórios de pesquisa...) eles perdem grande parte dessas reacções naturais e estejam condicionados, observados em liberdade, em muitos casos, eles têm reacções aproximadas às do Homem.
Assim o sentimento da vergonha, a indignação e, até, algum sentido moral existem neles. E as expressões faciais não andam muito longe das nossas, bem como os gestos que fazem, ao exprimi-los. Mas também a sua perspectiva em relação à morte de algum elemento da comunidade. O respeito em relação ao corpo já frio, que lhes merece, sempre, algum tempo de vigília, e que, antes de ser abandonado, é coberto por folhas das árvores da floresta.
E, mais curiosa ainda, é a atitude dos chimpanzés para com as crias, se ficam sem ambos os pais: acolhem-nas, adoptam-nas e tomam conta delas enquanto são pequenas, desveladamente, como se fossem seus próprios filhos. A solidariedade existe entre eles. O mesmo não se poderá dizer de muitos dos políticos que nos (des)governam, hoje em dia...