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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Comic Relief (96)


A saída da obra "The Descent of Man" (1871), de Charles Darwin (1809-1882), na sequência de "On the Origin of Species" (1859), provocou acesa controvérsia nos meios científicos ingleses, e não só.
A revista satírica britânica "The Hornet", neste mesmo ano, caricaturizou Darwin, numa sua capa, transformado em orangotango ( The Venerable Orang-Outang).
Sete anos mais tarde, em Agosto de 1878, o magazine  francês "La Petite Lune", pelo traço de André Gill, aproveitou a ideia...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Constatações


Ainda hoje, embora cientificamente comprovado (Charles Darwin), me causa uma certa estranheza e desconforto, saber que o ser humano, por evolução qualitativa, descende dos macacos. É certo que, também por desvios genéticos ou estupidez natural, alguns dos nossos semelhantes, muitas vezes, nos parecem mais próximos dos chimpanzés, do que de seres humanos, já evoluídos.
Foi por isso que, com surpresa e agrado, li um texto em que se relata, em relação a chimpanzés, algumas vertentes do seu comportamento que os aproxima, indubitavelmente, dos seres humanos, através de algumas manifestações sensoriais. Se em cativeiro (Zoos, laboratórios de pesquisa...) eles perdem grande parte dessas reacções naturais e estejam condicionados, observados em liberdade, em muitos casos, eles têm reacções aproximadas às do Homem.
Assim o sentimento da vergonha, a indignação e, até, algum sentido moral existem neles. E as expressões faciais não andam muito longe das nossas, bem como os gestos que fazem, ao exprimi-los. Mas também a sua perspectiva em relação à morte de algum elemento da comunidade. O respeito em relação ao corpo já frio, que lhes merece, sempre, algum tempo de vigília, e que, antes de ser abandonado, é coberto por folhas das árvores da floresta.
E, mais curiosa ainda, é a atitude dos chimpanzés para com as crias, se ficam sem ambos os pais: acolhem-nas, adoptam-nas e tomam conta delas enquanto são pequenas, desveladamente, como se fossem seus próprios filhos. A solidariedade existe entre eles. O mesmo não se poderá dizer de muitos dos políticos que nos (des)governam, hoje em dia...

domingo, 17 de junho de 2012

Pequena história (13) : o estilo de Darwin



Embora o livro "On the Origin of Species", de Charles Darwin (1809-1882), tenha colhido a admiração e surpresa do meio intelectual e científico quando foi publicado, em Novembro de 1859, e se tenha esgotado em poucos dias, também foi objecto de críticas ásperas pelo seu estilo de escrita. O TLS (nº 5697) refere que Friedrich Engels, em carta a Karl Marx, o achava escrito num "desajeitado método inglês". George Eliot considerava-o, simplesmente, "ill-writen" (mal escrito) e Thomas Hardy dizia que o seu argumentário parecia um "obituário de jornal". Mais tarde, T. H. Huxley escreveu que a "exposição científica não era, de todo, o forte de Charles Darwin".
Parece que Darwin era um leitor compulsivo de novelas policiais e, curiosamente, Conan Doyle é talvez o único contemporâneo que lhe gaba o estilo, referindo: "Nunca houve um espírito compreensivo, assim. Nunca ninguém foi tão minucioso e pequeno e, ao mesmo tempo, tão grande na sua atenta observação".