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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Ultimas aquisições (21)


Não são livros recentes, mas são 2 obras de qualidade. E digo-o, porque já os comecei a ler. O livro de Sebald não deixa de ser desconcertante: uma ficção em forma de poema percorrendo três temas, um dos quais sobre o pintor Matthaeus Grünewald (1470?-1530?). Quanto à obra de Luis Sepúlveda, fez-me acreditar que, hoje, ainda é possível escrever de forma comprometida, sem que, por isso, a ficção perca a beleza e a qualidade.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Últimas aquisições (20), e primeiras de 2020


Não é que me faltasse leitura, mas alfarrabista que se me atravesse no caminho corre quase sempre o risco de vir a ser devassado. Desta vez foram 4 livros (3 livrinhos e um livrão [mais de 1.300 páginas]) que trouxe para casa, neste começo de ano. Esportulei 14 euros, bem aplicados, na Bizantina, à rua da Misericórdia. Até porque eu andava com vontade de ler uma biografia de Franz Schubert. Esta da Fayard deve ter alguma qualidade...


quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Últimas aquisições (19)


Costumo dizer que os livros de arte têm pouca utilidade e uso: quando muito, folheiam-se uma vez por ano, e ficam repousados todo o resto do tempo, nas estantes, a apanhar pó...
Mas uma coisa é o que eu digo e outra o que faço. De longe a longe, também incorro no pecado de os comprar. Como foi o caso, recentemente.


Dizem, e eu acredito, que é na ilha da Madeira, mais concretamente no Funchal, que se encontra o maior acervo português de arte flamenga. Ao que parece, os madeirenses mandavam açúcar para os Países Baixos e, em troca, recebiam pintura. 
Como não era previsível, tão cedo, eu ir visitar o Museu de Arte Sacra do Funchal, comprei o livro.


Sobre o Património Português, e no que diz respeito à reabilitação de Guimarães, é o outro volume adquirido. Ambos os livros, além de estudos especializados, são abundantes em cuidada iconografia.
Dei por eles 30 euros. Atendendo à qualidade e ao estado das obras foi um preço justo.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Últimas aquisições (18)


Os dois volumes da Biblioteca Breve, iniciativa do Ministério da Cultura, pertencem a um conjunto que foi editado durante os anos 70/80, sob a direcção de especialistas das várias temáticas abordadas. Eugénio Lisboa analisa, no nº 22 da colecção, a obra de José Régio, de quem foi amigo e é talvez o maior admirador, vivo, no presente. O nº 47 da Biblioteca Breve é um apanhado descritivo das principais publicações de olisipografia que, ao longo do tempo, se foram editando. 


Trouxe também, usado mas em bom estado, do alfarrabista, um catálogo (1984) extenso mas sucinto da Tate Gallery (Londres), que é talvez, fora de Portugal, o museu que eu mais gosto de visitar. A capa reproduz uma obra de Matisse - The Snail (1953).
Dei pelos três livros 5 euros, o que me pareceu ser um preço muito em conta e justo.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Últimas aquisições (17)


Publicação prestigiada, mostra-se em imagem a capa do primeiro fascículo (6) da segunda série de Cadernos de Poesia, editado em Lisboa no ano de 1951, sob a égide de Jorge de Sena, José-Augusto França, José Blanc de Portugal e Ruy Cinatti. O primeiro colabora neste número com 3 poemas de 1948 e 1951.


A primeira série dos Cadernos de Poesia, compreendeu 5 fascículos e foi publicada entre 1940 e 1942, inserindo poemas e artigos dos mais importantes poetas, escritores e ensaístas portugueses da época. Aquando da saída deste fascículo nº 6, todos os anteriores se encontravam esgotados.


Por curiosidade, anote-se que o preço de cada fascículo era de Esc. 5$00, como se pode ver na contracapa. Evidentemente que este fascículo, que adquiri recentemente, usado, foi mais caro. Mas, dada a sua raridade, creio que teve um preço justo, no meu alfarrabista de referência.


Nota pessoal: creio poder afirmar, com segurança, que esta Ode não foi recuperada por Jorge de Sena, posteriormente, para a sua Obra. Não consta, pelo menos, de "Poesia - 1" (Morais, Lisboa, 1961). O que permitirá concluir, talvez, que o Poeta a considerava um poema menor.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Últimas aquisições (16)


Nem sempre acertámos nas compras. E isso acontece com muitas coisas, até com livros. A obra de João Gaspar Simões (1903-1987), de 1941, A Unha Quebrada é um conjunto de novelas fraquinhas e muito datadas na sua inocência romanesca - juvenil, em suma. Tem no entanto uma curiosa capa de Roberto Araújo. Comprei-a por engano e por coscuvilhice nobre julgando tratar-se da efabulação da ruptura de Isabel da Nóbrega (1925) com o também crítico literário do DN que, afinal só vem a ser tratada, como tema de base e desforço, por Gaspar Simões, em As Mãos e as Luvas, de 1975. Fui assim punido pelo destino e bisbilhotice... A desatenção cronológica fez o resto.
Apesar da tradução ser brasileira, foi compensadora, entretanto, a compra de Na Força da Idade (1961), em 2 volumes,  usados, de Simone de Beauvoir (1908-1986). Com o que dei pelos 3 livros pouco mais poderia comprar do que um maço de cigarros. No conjunto, acabou por valer a pena a aquisição conjunta.


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Ultimas aquisisições (15)


Foi uma aquisição muito especial, em que não despendi sequer um cêntimo.
O tesouro, foi HMJ quem o descobriu e me indicou o lugar: na cave da Faculdade de Letras, da Universidade de Coimbra. Da minha parte, apenas a tarefa de escolher, racional e sucintamente, os volumes que mais me interessavam, para trazer. A colheita consubstanciou-se em 5 revistas (melhor dizendo, calhamaços) Biblos (todas por abrir), 2 Boletins Culturais da CMP, 1 Revista Portuguesa de História, 1 folheto e, finalmente, um curioso dossiê de concorrência ao lugar de assistente da disciplina de Paleografia e Diplomática (anos de 1986 e 1998). Este último deve ter ido parar ao monte, por engano...


Gastei cerca de 3 horas, em duas surtidas de 1ª e 2ª escolhas, arrumando a parafernália, que estava disposta de forma caótica numa grande mesa e num balcão de madeira, com centenas de publicações de índole diversa, desde revistas de universidades sul-americanas até publicações de uma instituição cultural búlgara - era um mundo!
Inicialmente, a Biblos estivera marcada a 4 euros, depois remarcaram para 1,5 euros, até que a Faculdade ter-se-á decidido a  oferecer, gratuitamente, estes fundos decerto repetidos no seu acervo. Mas nem assim eles desapareceram, que a cultura em Portugal parece andar pelas ruas da amargura...


No tempo que gastei, na vindima, dezenas de estudantes passaram por lá e nem olharam. Apenas duas senhoras de meia idade me fizeram perguntas, folhearam algumas publicações e, rapidamente, abandonaram o local sem levarem nada.
No que trouxe, há colaborações notáveis, artigos interessantíssimos e temáticas muito especiais.
Destaque curioso para o dossiê de candidaturas ao lugar de assistente de Paleografia que contém informações curriculares dos pretendentes e até cartas manuscritas de recomendação de vários professores universitários, muitos deles ainda vivos.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Últimas aquisições (14)


Como o tempo passa e as coisas saem de moda, ou se esquecem!...
Nos meus tempos juvenis de aprendizagem, Benedetto Croce (1866-1962) era uma figura cimeira, sempre citada em questões de teoria literária. Um dos papas e mestres nas lições de Costa Pimpão, em Coimbra. Mas também em Lisboa tinha um lugar imprescindível, nas bibliografias das Letras.
Quanto ao livro sobre Florença, de Piero Bargellini (1897-1980), que adquiri por abrir, recentemente, sei que estive várias vezes para o comprar, mas não me lembro por que razão nunca o fiz.
Arrisco dizer que são dois autores esquecidos e, hoje, talvez pouco procurados.
Assim se explica que tenha dado pelos livros, usados, apenas 7 euros.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Ultimas aquisições (13)


Aqui há cerca de 40 anos atrás, tive por casa Joyce, de empréstimo. Quero eu dizer, a versão brasileira (1966) de Antônio Houaiss, do Ulysses (1922), de James Joyce (1882-1941).
Ou por curiosidade minha ou pelo entusiasmo do meu falecido e saudoso amigo J. J C. G., o livro veio parar às minhas mãos e a casa, onde permaneceu durante pouco mais de seis meses.
Não sei se foi pelos tempos serem controversos, se pela minha falta de disposição para devassar a complexidade da obra, creio que não ultrapassei as primeiras 50 páginas de leitura.
Resolvi assim devolver o livro ao meu Amigo, confessando-lhe a minha incapacidade de leitor. Mas ficou-me a pedra no sapato, até hoje, em que comprei, por 18 euros, um exemplar no alfarrabista.
Vamos a ver, se agora vai...

quarta-feira, 27 de março de 2019

Últimas aquisições (12)


O preço que dei pelo livro (3 euros), usado, não chegaria para pagar a encadernação, hoje em dia. E, embora ela não seja perfeita, porque o livro (Sartoris, 1958) foi guilhotinado muito rente na capa, o resto escapa, razoavelmente. E o miolo está íntegro e com margens suficientes.
Era um dos poucos trabalhos que eu não tinha de Faulkner, acrescido de um magnífico prefácio de Robert Cantwell (1908-1978), notável crítico literário, que ajuda a compreender melhor o escritor norte-americano (1897-1962) e, sobretudo, esta obra, descrevendo a realidade em que se inspirou Faulkner para a escrita deste romance, baseado na vida de um seu familiar (trisavô), coronel Falkner.
E, agora, há que lê-lo. Muito embora a escrita deste romancista norte-americano, não tendo a amenidade da prosa de Hemingway, mas antes uma secura essencial que parece traçada a esquadro, não deixe de ser clássica.



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Últimas aquisições (11)


Separados por 55 anos, estes dois livros que comprei, usados, ainda ontem.
De 1919, centenário por isso, editado pela Portugália, o Neves de Antanho, do Conde de Sabugosa (1851-1923), despertou-me o interesse por um dos capítulos ser dedicado a D. Jorge de Lencastre (1481-1550), filho bastardo de D. João II, e de Ana de Mendonça. E a uma sua paixão serôdia, por uma jovem fidalga...
A antologia de poetas expressionistas alemães, bilingue (alemão e francês), foi publicada, em 1974, pela prestigiada editora de François Maspero, e pareceu-me muito ampla (360 páginas) e bem representada.
Dei pelos 2 volumes 10 euros, o que me pareceu bom preço e módica quantia pelo prazer que me vão dar, futuramente, com certeza.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Últimas aquisições (10)


Esta série da Lello & Irmão, embora datada, tem abundante iconografia, mas também textos competentes. Gabriel Pereira (1847-1902), que chegou a ser director da BNP, era um profundo apaixonado e conhecedor da história e fastos eborenses. O sucinto folheto de 1894, sobre o Pão, tem apenas 18 páginas, sendo muito curioso e documentado.
Dei pelas duas obras 5 euros. A este preço, seria pecaminoso deixar os 2 livrinhos no Alfarrabista...

sábado, 24 de novembro de 2018

Últimas aquisições (9)


Até posso concordar que os livros estão caros. Mas, com um pouco de sorte e outro tanto de paciência, pode acontecer que os compremos baratos ou, pelo menos, a bom preço. É preciso é  saber esperar. E tirando 4 ou 5 nomes de escritores de que eu não prescindo de ler na primeira altura, e aquando da saída, dos restantes aguardo, sempre, uma oportunidade, para os adquirir ou em saldo (destino habitual dos pretensos e proclamados "best-sellers", quando não são guilhotinados pelas editoras...), ou usados. Foi o caso destes dois últimos que comprei e que me ficaram por 5 euros.
Destas conversas entre Goethe (1749-1832) e Eckermann (1792-1832) já eu lera inúmeras referências elogiosas, mas nunca sequer tinha visto qualquer edição à venda. Sendo embora uma selecção de textos escolhidos, este livro de 1947 dar-me-á, no entanto, a possibilidade de avaliar e fazer uma ideia geral desta relação amistosa e de afinidade de espírito entre os dois poetas. Quanto a Zafón (1964), tenho ouvido muitos elogios, quanto à sua escrita e qualidade. E, embora eu não embarque na última moda, com  facilidade, decidi trazê-lo para me certificar da qualidade, ou não, do escritor catalão. Creio que não me vou arrepender da compra - até pelo preço da aquisição.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Últimas aquisições (8)


Desta conhecida série  Antologia da Terra Portuguesa, editada como é frequente sem indicação de data - talvez  por razões obscuras e inconfessáveis - pela Bertrand, mas que julgo ter sido publicada nos anos 60, consegui adquirir por preço módico mais dois volumes (em imagem). Ficam assim a faltar-me apenas 5, dos 19 livros por que era composta a colecção.
Compreendendo textos em prosa e verso, à excepção de Lisboa, que foi desdobrada em dois (verso e prosa) livros, estas antologias têm como seleccionadores figuras de relevo e particularmente conhecedoras da região, província, cidades ou ex-colónias que são abordadas, com transcrições, por vezes, de autores menos conhecidos e locais, mas sempre interessantes no teor dos seus escritos.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Últimas aquisições (7)


Tenho paciência bastante para, tranquilamente, esperar que, de autores recentes e modernos, as suas obras venham a aparecer nos alfarrabistas, embora usadas. Do processo, excluo por impaciência pessoal, apenas Steiner, Sebald, Magris e Manguel - e é tudo, creio. Que gosto de ler, mal sejam editados, em Portugal.
O resto, é uma questão de tempo e o preço, normalmente, compensa bem a espera. Tirando Los Sueños (Espasa-Calpe, 1952), de Quevedo, que aposentado na "salgadeira" (H. N. dixit), me custou apenas 1 euro, dei pelos outros 4 livros, que comprei ontem, aquilo que daria, pouco mais ou menos, por um deles, novo.


Vou assim também averiguar das excelências da escrita de Philip Roth (1933-2018), que muita gente incensa, e de quem nunca li nada.
Um único problema subsiste: em que lugar irei eu arrumar estes 4 livros, depois de lidos, quando a casa já está superpovoada e pejada deles?