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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Humor negro (10)


Por aqui (imagem) se pode ver a alta qualidade da propaganda anti-tabágica. Tal como a indigência de pensamento e a proficiente capacidade profissional da agência publicitária que a produziu. A habilidade canhestra e paroquial do fotógrafo que foi contratado, para o efeito. Mas também a craveira mental, o inestético mau gosto e o lado foleiro dos elementos da comissão europeia que aprovaram ou deram origem a  esta campanha ridícula, politicamente correcta.
Quem quiser deixar de fumar, não é por aqui que chega lá, certamente...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Desabafo (8)


Andam, no torrãozinho natal, algumas almas sensíveis, umbilicalmente com cólicas, preocupadas com a moderada esquerda doméstica e nacional.
Talvez fosse aconselhável alargarem a vista e o horizonte mental, pequenino, e verem o que se tem passado na Hungria e, agora, na França...
Ainda será de dizer: a Europa connosco?

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Comic Relief (109)

Brincadeiras de crianças, no Dia mundial da Criança... São eles que não se levam a sério, ou nós que não achamos graça a esta informalidade excessiva?

com agradecimentos a AVP (e a RSL).

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Condomínio fechado


Teremos de voltar ao poema de Cavafy, em que se falava da chegada dos bárbaros, que não chegaram a vir? Ou, mais perto, aos versos de Pessoa, e aos seus ocidentais jogadores de xadrez. Até porque os bárbaros já estão entre nós. De pouco valerá bombardear os navios ou os armadores traficantes das frágeis embarcações mediterrânicas, que partem, insistentemente, da Outra Banda, que os bárbaros já estão entre nós. E bárbaros somos nós, deuses impiedosos, ao expulsar os gregos, novos Adão e Eva reciclados, deste condomínio fechado e climatizado, em que a inefável Europa se foi transformando. Em que cada país é um castelo sitiado por arrogâncias, egoísmos e cegueira suicida.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Imigração milagrosa


Um dos orgulhos dos islandeses é a sua aptidão e passado de marinheiros e pescadores. A pesca é também a única actividade florescente, desde a sua quase bancarrota em 2008. Mas as restrições internacionais a esta actividade, que de algum modo também tem evitado a adesão à U. E., que tem leis ainda mais restritivas para a pesca, provocam à Islândia grandes problemas.
Nos últimos 2 anos, no entanto, o aquecimento das suas águas marítimas, operaram um milagre. Densos cardumes de cavalas (Scomber scombrus) cercaram a ilha e prevê-se, na safra 2012-2013, a pesca de 123.000 toneladas deste peixe pequeno e apetecido. Os islandeses estão optimistas, mas sabem, pela sua longa experiência marítima, que esta benesse, vinda das águas, não será eterna...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Tema de reflexão


Se a Europa, de algum modo, deve à Inglaterra a liberdade, em vários momentos da História, pela sua resistência corajosa às invasões e aos totalitarismos, não é menos verdade que o seu egocentrismo político é enorme. Acentuado pelos últimos governos britânicos que, em relação à U. E., querem sempre manter um pé dentro e outro fora, de forma a aproveitarem o melhor e recusarem as obrigações de uma solidariedade que deveria ser activa, sempre que isso lhes parece prejudicar os interesses próprios.
Que me lembre, só uma vez, na sua longa história, a Grã-Bretanha deu o braço a torcer, em relação ao Continente. Foi em 1971 quando, finalmente, adoptou o sistema decimal...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sitiados


Houve um filme português de 1970, realizado por António da Cunha Telles, intitulado "O Cerco" que, de forma simbólica, denunciava a claustrofobia da sociedade nacional da época. As pessoas sentiam-se restringidas e cercadas. E a supressão da liberdade vinha do interior de Portugal. Mas havia uma certeza, nesses tempos: para lá dos Pirineus, começava a liberdade.
Hoje, nem disso estamos seguros. O estrangulamento vem-nos sobretudo de fora. De várias "autoridades" não eleitas, duma ausência total de ideologias que não permite diálogos nem alternativas, do medo do futuro, de porque sins arbitrários e irracionais impostos aos cidadãos. Espaço de manobra: nulo. Capacidade de reacção: fraquíssima (os "indignados" ainda não me convencem).
A ditadura subtil já começou há muito. O cerco estreita-se cada vez mais.