sábado, 7 de outubro de 2023
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quinta-feira, 8 de junho de 2023
Viajar, conhecer
Uma das formas de progresso, até pelo suceder das gerações é, do meu ponto de vista, alargar os horizontes e o conhecimento, bem como os estudos. As viagens têm nisto um papel importante. A minha mãe chegou a conhecer a Madeira e várias cidades de Espanha, na Galiza e do centro do país vizinho. O meu filho mais velho pôs os pés em países de três continentes. Eu fiquei-me pela Europa, mas a leste não fui para além da Alemanha. Lamento não ter ido nem à Itália, nem à Hungria, países que gostaria de ter conhecido, sendo agora já tarde para os vir a visitar. Nesse aspecto nunca fui muito ambicioso e nunca me deu para coleccionar países - creio que sempre fui excessivamente europeu, facto que talvez sirva de desculpa. Posso embora dizer que conheço um pouco da maneira de ser de, pelo menos, três povos da Europa, seus costumes e gastronomia. O que já não me parece mau e deve ser levado a benefício de inventário...
sexta-feira, 19 de novembro de 2021
Citações CDLXVIII
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
Novos caminhos da prosa?
Quanto à fotografia, como ponto de partida, mote ou fonte de inspiração, se ela surge esporádica, tímida e um tanto canhestra nos romances de Modiano, vem a ganhar dimensão maior nos livros de W. G. Sebald e, pelo menos, numa das obras mais recentes de Javier Marías ( Vidas Escritas, 2007).
Se neste livro, e na primeira parte, Javier Marías nos dá, por palavras e pequenos episódios, muitas vezes pitorescos, retratos instantâneos de 20 autores, na segunda parte (Artistas Perfeitos), cuja prosa é antecedida de 37 fotografias de cerca de 25 escritores, o escritor espanhol efabula livremente sobre as poses, os tiques observados nas fotos, as expressões, a indumentária usada e as conclusões a que chega a sua imaginação ou fantasia para caracterizar esses artistas. Creio que por aqui anda, ainda que discutível, uma experiência nova e singular de retratar e fazer prosa.
Para ilustrar o que disse, escolhi, dessa segunda parte de Vidas Escritas, o retrato do poeta W. B. Yeats (1865-1939), tirado por Howard Coster, em 1935, que Mariás seleccionou, fazendo-o acompanhar das considerações que lhe consagrou, neste livro. Assim:
Um poeta inegável é sem dúvida Yeats, apesar de na fotografia ter já os cabelos brancos e não ser costume associar facilmente os homens de idade com a produção de versos. Ao observar a sua expressão, vê-se um fanático ou um iluminado, alguém de carácter demasiado forte e convencido de tudo o que faz ou opina, é uma expressão de autenticidade. O cabelo desalinhado salva-o de ser velho e quase parece loiro, dota de movimento e brio toda a cara, é um indivíduo a que sobeja vigor. Mas chamam também a atenção as sobrancelhas mais escuras; e esse olhar invisível, apenas adivinhado por detrás das lentes, faz com que seja realmente com os lábios firmes que olha, como se todo ele fosse tão-só voz. (pg. 267/8)
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Glosa 11
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Bibliofilia 128
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Apontamento 63: Alteridade
sexta-feira, 7 de março de 2014
Marcadores 18
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Ilse Losa, de viagem








