terça-feira, 8 de agosto de 2017

Do que fui lendo por aí... (11)


Ritmo de escrita ágil, muito bem documentado, sério, não deixando de o ser pela narração de um ou outro pormenor pitoresco e irónico que João Bénard da Costa (1935-2009) intercala, com espírito bem humorado, nestas páginas sobre a história do cinema português, desde o seu início até 1990. O livro saíu em meados de 1991, para acompanhar a Europália, editado pela IN-CM.
Na capa, em vinheta ao fundo, a reprodução da tela Labirinto, de Pedro Chorão, pertença do C.AM. .
Só para aguçar o apetite de leitura, aqui deixo referida uma citação do cineasta Leitão de Barros (1896-1967), que Bénard da Costa reproduz, sobre as virtualidades do povo português. Assim: "...levava sobre outros povos uma vantagenzinha apreciável: conhecemo-nos uns aos outros, de gingeira, há oito séculos! E graças a Deus damo-nos mal" (pg. 51).

2 comentários:

  1. Li este livro por diversas vezes, o que sucede regularmente com os outros livros de cinema da minha biblioteca e gostei imenso dele, confesso que adoro a escrita de João Bénard da Costa e recordo-me de muitas das suas conversas com o público, tanto na Cinemateca, como na Gulbenkian, mas ao ver o seu post hoje, fui buscar o livro à prateleira respectiva e estive a ler um pouco e a dedicatória ao Luís de Pina, é simplesmente maravilhosa porque estamos perante duas figuras incontornáveis da crítica de cinema, que tinham visões bem diferentes do cinema português. Só espero que a tão prometida edição em livro dos textos que Bénard da Costa escreveu ao longo dos anos, nas célebres "folhinhas da Cinemateca", não sejam esquecidos.
    Votos de uma excelente semana.
    Boa noite.

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    1. Nunca fui muito lido nas áreas do Cinema. De fundo, só "Singularidades do Cinema Português", de Roberto Nobre. Mas não perdia as críticas jornalísticas e ainda me lembro da polémica sobre "Bonnie and Clyde", na "Capital", encetada por José Régio. Hoje, é mais a pequena história das crónicas de Manuel S. Fonseca, no "Expresso" que, muitas vezes, leio deliciado. Como lia, no passado, as críticas pedagógicas de Bénard da Costa, no mesmo semanário.
      Gostei de ler este livro. Bem arrumado, excepto no post-25 de Abril, e parcial na abordagem de Manoel de Oliveira, como seria de esperar...
      Um bom resto de semana!
      Bom dia.

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