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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Evoluções

 

Hoje, sentado numa sapataria Merreli dum centro comercial gigantesco, à espera de HMJ, frente a um escaparate de ténis modernaços, a maior parte foleiros, acabei por me lembrar do sr. Pecista, industrial de calçado, que manquejava da perna direita e me fazia sapatos por medida, em meados dos anos 50, em Guimarães. Era um homem muito afável e um profissional competente que, nesse tempo, cobrava Esc. 19$00 por cada  par de sapatos.
O meu primeiro choque, quanto a preços de calçado, deu-se em Bona, no ano de 1963, quando vi numa montra de sapataria um par de sapatos de fabrico italiano ao preço de 82 marcos alemães (cerca de 574 escudos, na altura). Os preços foram subindo e, numa sapataria do largo do Carmo, lembro-me de ter dado cerca de 40 euros, há uns 12 anos, por sapatos muito bons que, hoje, ainda uso. Pois este último par da Merrell ( empresa infelizmente marcana) levou-me 71 euros, da carteira.
Bons tempos do sr. Pecista, vimaranense!

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Uso Pessol 19

 

São para mim um objecto simpático e muito útil, de acrílico, metal ou de madeira. E, se as que deixo em imagem, são de formato reduzido, também detenho uma comprida que me permite ajudar a calçar os sapatos, sem ter de me baixar, estando de pé. No antigamente, as sapatarias, quando se comprava um par de sapatos, costumavam oferecer uma calçadeira com a sua própria marca ou a dos sapatos. As que se vêem em imagem, das muitas que tenho, ostentam logotipos da Yucca (a verde) e da Seaside (a branca).

sábado, 1 de julho de 2023

Dicotomias


Dentro das classificações e dicotomias em que podem caber os seres humanos, actualmente, creio que se podem agrupar as pessoas em dois tipos distintos: os que usam sapatos e os que calçam ténis (dantes conhecidos pobremente por alpergatas ou sapatilhas). Acontece que o primeiro dos grupos está em vias de extinção...

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Uso pessoal 14


De facto, nunca virei a saber a razão exacta que torna tão popular e visitado o antigo poste, do Arpose, "Heidegger, sobre um quadro de Van Gogh" (23/1/2013). Se a reprodução da célebre tela das cansadas e camponesas botas do pintor holandês, se as sábias e humanas palavras do filósofo alemão. Inclino-me, no entanto, para a imagem, por várias razões. Que os nómadas ligeiros e aéreos, que pululam na net, não gostam de perder tempo com palavras e leituras. Creio que, muitos deles, são até analfabetos funcionais.
Estes meus velhíssimos e desgastados sapatos de pala, em imagem fotográfica, confesso à puridade que me acompanham há duas ou três décadas - nunca juntei coragem para os deitar fora. Acusam longa vida, mas ainda os uso por casa ou em brevíssimas surtidas exteriores que, por curtas, não chegam para envergonhar-me perante os meus semelhantes mais atentos e observadores...
Sinto-me bem com eles: são cómodos, dão-me bom andar, são seguros, flexíveis q. b., e nem preciso de apertar ou desatar os atacadores quando os calço ou descalço. Em suma, que poderia eu querer mais?


Nota: para os devidos efeitos, tenho a declarar que este poste não é uma geminação da sofisticada temática "Elegâncias", que a MR costuma publicar no seu Prosimetron.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Retro (2) : Brasil


O anúncio é brasileiro e está inserido numa revista de Abril de 1932 - um encanto! Publicada no Rio de Janeiro, em papel de paupérrima qualidade (a crise de 29 ainda estava perto) que se nota, pela reprodução que aqui se apresenta. Provavelmente, grande parte dos modelos já se destinavam ao Inverno.

Dedicácias:
1. a MR, quase em geminação com a sua rubrica "Elegâncias", no Prosimetron.
2. às inúmeras visitas brasileiras, sempre simpáticas e discretas, ou furtivas, que não deixam vestígios, senão no sitemeter.

Nota: os preços dos sapatos são ainda em réis.