sábado, 4 de junho de 2016

Curiosidades 56

Não sei se a indumentária humana, na Antiguidade, estava tão sujeita a alterações, como hoje. Mas estou convencido de que, presentemente, a moda feminina é mais volúvel. Quero eu dizer: muda mais depressa e com mais frequência do que a indumentária masculina.



Apesar de os chamados Painéis do Infante, de Nuno Gonçalves, serem um manancial precioso para a identificação dos usos, modas e costumes do traje português antigo, escasseia a iconografia lusitana sobre o vestuário civil anterior ao século XVI, tirando o aspecto militar, mais representado em imagens. Sendo que, a nível legislativo, já o uso de roupa dos cortesãos tinha sido objecto de atenção especial de D. João II, por motivos de ordem económica, principalmente.


Considerado o primeiro livro sobre a Moda, o Trachtenbuch é resultado do interesse obsessivo que Matthäus Schwarz (1497-1574?), alemão vaidoso, dedicava à sua roupa e à forma como se vestia. Fez-se assim representar (e pintar por Narziss Renner) ao longo da sua vida, com múltiplas indumentárias, através de imagens onde eram anotadas, minuciosamente, as datas e a idade deste alto funcionário dos Fugger. Acima pode ver-se a representação dos pais de Mattäus, estando a mãe grávida dele próprio. Abaixo, deixo a primeira representação de Schwarz, aos 19 anos, e a última que aparece no Trachtenbuch.
A pintura, que acompanha o início deste poste, é o retrato de Matthäus Schwarz, aos 63 anos, executado por Christoph Amberger (1505-1562). O quadro integra o acervo do Museu Thyssen-Bornemisza, em Madrid.


4 comentários:

  1. O livro, pelas páginas que apresenta, deve ser uma maravilha.
    Bom domingo!

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    1. Do que vi, é realmente.
      Retribuo os votos!

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  2. Penso como a MR. Deve ser um livro interessantíssimo!
    Boa noite:)

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