Mostrar mensagens com a etiqueta Rússia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rússia. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Impromptu (44)



Como se dirá kitsch, em russo?
E será que as matrioscas têm rodinhas nos pés?

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Bibliofilia 159


Este folheto de 32 páginas, pomposamente intitulado Novo Atlas Geografico-Politico e Historico, com autoria de Diogo Soares da Silva e Bivar (1785-1865), foi editado em 1810, na Impressão Régia, e ocupava-se, exaustivamente, da Rússia. Não me parece que o Atlas tenha tido continuidade e sequência editorial...



O autor, natural de Abrantes, tinha sido apoiante de Junot e foi julgado por isso. Condenado ao degredo em Moçambique, conseguiu fugir para o Brasil, onde estabeleceu escritório de advogado e foi bem sucedido na profissão. Foi também jornalista conceituado.
O folheto em questão, embora com a capa e alguns picos de humidade no interior, está em razoável estado e foi barato. Muito informativo, é de leitura agradável.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Curiosidades 45


Quando li a informação no último TLS, não fiquei surpreendido, porque tinha uma vaga ideia sobre o assunto. Sobretudo, em relação aos E. U. A.. Mas não deixa de ser significativo que 62% dos norte-americanos não possuam passaporte e, por isso, provavelmente nunca foram ao estrangeiro. Isto vai de par com os seus parcos conhecimentos sobre geografia...
Mas a Rússia ainda fica pior na fotografia: já que 80% dos nacionais também não têm passaporte, nem ultrapassaram nunca as fronteiras do seu país.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Curiosidades 43


A experiência lateral, qualquer de nós já a teve, com certeza. Mas ver de frente o infinito ou o vazio, com ou sem nuvens a marcar o espaço, só do cockpit se poderá ter a imagem. Mas as coisas ou impressões podem ser afinal bem prosaicas. E até os próprios países, vistos do alto, podem ter contornos mensuráveis, da parte de um piloto de aviões. E serem meramente caracterizados pelo tempo que demoram a ser percorridos, em voo.
Mark Vanhoenacker, piloto de Boeing 747, no seu livro Skyfaring, regista: "Russia seven hour country and France a one-hour country; Belgium with a healthy tailwind, can be crossed in fifteen minutes flat..."

sábado, 6 de junho de 2015

Adagiário CCXXII : provérbio russo


Senhor, ajuda-me a dormir como uma pedra e a levantar-me como o pão.

Nota: citado por Tolstoi (Guerra e Paz, vol. III, pg. 68).

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O Natal dos outros, e de outros tempos...

Da Rússia
Da França
Da Alemanha
E da Inglaterra.

sábado, 1 de novembro de 2014

À tarde, e em sequência de leitura


Com o tempo ameno que fez hoje dediquei uma pequena parte da tarde, na varanda, ao prosseguimento da leitura do segundo volume de "Guerra e Paz", de Leão Tolstoi. Cheguei até à página 230, um pouco depois da narração do início da invasão da Rússia, pelos exércitos de Napoleão, no Verão de 1812.
Como em qualquer romance, a obra tem pontos altos e de maior movimento, e momentos de distensão ou transição, em velocidade e ritmo de cruzeiro, onde cabem também algumas reflexões do autor. Em relação a estes últimos e abordando as razões múltiplas e absurdas da guerra, Tolstoi, metaforicamente, escreveu:

"...A maçã cai da árvore quando está madura. Porquê? Será porque é atraída para a terra, será porque seca o pequenino pedículo que a sustenta, será porque o sol a amadurece, porque se torna mais pesada, porque o vento a sacode, ou porque o garoto que está debaixo da árvore a quer comer?
Nada é uma causa, tudo é apenas concordância daquelas condições em que se realiza cada acontecimento vital, orgânico, elementar; e o botânico, ao explicar-nos que a maçã cai porque o tecido que a constitui se decompõe, tem tanta razão como o rapaz debaixo da árvore ao dizer que a maçã caiu porque ele queria comê-la e tinha rezado para que isso acontecesse. ..." (pgs. 218/9).

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Filatelia XCV


Numa aproximação temática, que me pareceu interessante, aqui deixo, por curiosidade, a imagem de alguns dos primeiros selos da Rússia (os números 3, 4 e 5, e 18, 20, 24 e 25, com variantes, segundo o Catálogo Michel), dos anos de 1858 e 1866. Contemporâneos, portanto, dos trinta anos de idade de Leão Tolstoi (1828-1910).
Não deixa de ser insólita a pequenez das estampilhas, se pensarmos na extensão geográfica, na altura, do Império dos Czares russos.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Achar o fio à meada...


"Logo que se ouviram os sons alegres de «Danielo Cooper», tão parecidos com a dança russa do trepak..."
" - Sim, isto é que é «Danielo Cooper" - replicou Maria Dmitrievna..."
Estas palavras podemos encontrá-las, respectivamente, nas páginas 87 e 88 do romance "Guerra e Paz" (Inquérito, 1957), de Leão Tolstoi (1828-1910), na versão portuguesa de José Marinho. A busca a que procedi sobre esta dança, não me trouxe dados muito sólidos, e até o próprio nome aparece sob múltiplas siglas: Danilo Kupor, Daniel Cooper, Danila Cooper, para além da que foi escolhida pelo tradutor português.
Ao que parece, teria sido uma dança muito popular entre a aristocracia russa, no período das guerras napoleónicas (1803-1815), daí ser referida por Tolstoi. A música teria tido a sua origem numa antiga contradança inglesa, caracterizada por movimentos fáceis, mas rápidos, provindo o nome do compositor que a criou.
O vídeo é uma encenação moderna, russa, desta música e dança, mas dará para fazermos uma ideia de como seria executada, no tempo de "Guerra e Paz".

com envoi para MR.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Os ditos Mundos livres


As voltas que o mundo dá!... Em 1956, na Hungria, o cardeal József Mindszety (1892-1975), para escapar à sanha persecutória do regime comunista, refugiou-se na Embaixada dos E. U. A. (então apelidado de "Mundo Livre"), onde passou 15 anos da sua vida. Hoje, Julian Assange, da WikiLeaks, está refugiado na Embaixada do Equador, em Londres, e não pode pôr o pé na rua, porque será preso e extraditado. Snowden, que denunciou o Irmanzão (NSA) americano, anda fugido e clandestino. De Hong-Kong passou para Moscovo e, provavelmente, seguirá para o Equador ou Cuba...
Mundo livre!?...
( O presidente Obama bem pode pintar a cara de preto.)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Santarém, Outubro de 1917


Enquanto na Rússia se viviam tempos de mudança e revolução, em fins de 1917, este postal, pelo seu texto (que omito por respeito e pudor), permite pensar que, em Santarém, os tempos eram tranquilos e aprazíveis. 
É legítimo também pensar, pela finura deste postal francês, que é errada a ideia de que Portugal é Lisboa, e o resto é província... Pelos vistos, em Santarém, também se podiam comprar destas preciosidades.
Há sempre algo de misterioso nestas mensagens antigas, aparentemente ingénuas, mas sibilinas. O recado, no postal, é um tipo de declaração que, nos dias de hoje deixa muitas dúvidas; e a legenda na imagem reza assim, traduzida do francês: "Diz, reconhecerás tu o delicado emblema/  De uma alma que suspira, e de uma amiga que te ama!"
Em suma, o que poderei dizer é que, em Santarém, a 28 de Outubro de 1917,  a Feliciana estava muito preocupada com o silêncio inesperado da sua amiga Maria, em Lisboa.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Mapas, fronteiras, zonas de influência


Os mapas sempre foram uma das formas gráficas de demarcação de poder, mesmo antes, muitas vezes da posse ou exploração efectiva de territórios. O chamado mapa cor-de-rosa foi uma forma que a Grã-Bretanha utilizou para se apossar de uma boa parte de África que, até aí, embora deficientemente explorada, era considerada portuguesa. O czar Pedro, o Grande, Catarina da Rússia e Estaline - este último nos finais da II Grande Guerra - fizeram re-arranjos de fronteiras, nas cartas geográficas, para alargarem as zonas de influência da Rússia, premeditadamente.
Se o séc. XX, sobretudo depois da II Grande Guerra, marcou o começo do fim dos impérios europeus, não é menos verdade que as zonas de influência, do antigo colonizador, se vão continuando a fazer sentir, de uma forma mais subtil e consoante a força bélica e política desses países. Sendo certo que a debilidade portuguesa não tem tido peso na reposição da legalidade na Guiné-Bissau, após o golpe militar, já a recente intervenção da França, no Mali, prova concretamente a zona de influência francesa, em África - embora com o acordo decisivo das Nações Unidas.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Quanto a Geografia, estamos conversados...

Agradeço reconhecido a AVP, esta "pérola".

sábado, 4 de setembro de 2010

Música e Poesia XVIII : Piotr Tchaikovsky

Para quem se familiarizou, desde cedo, com a chamada Música Clássica, a "1812", de Tchaikovsky, pertencia ao cânone ou Abc das audições, como o "Für Elise" ou a "9ª Sinfonia" de Beethoven: imperdoável não conhecer. Por outro lado, esta guerra, ou campanha da Rússia, napoleónica, tinha o seu lado épico ou cavalheiresco, ainda. O que, na adolescência e naquela altura, não era nada despiciendo... Hoje, creio que a juventude não dará grande importância a isso. São outros os valores que predominam ou marcam as sonoridades predilectas. Mas na minha juventude, isto ainda poderia ser considerado música e poesia.