terça-feira, 30 de maio de 2017

A propósito de Edvard Munch


Curador de uma recente exposição (Mot Skogen = Em direcção à Floresta) da obra de Edvard Munch (1863-1944) - no seu Museu de Oslo -, do escritor norueguês Karl Ove Knausgaard (1968), especializado em História de Arte, apraz-me citar algumas palavras suas, muito perspicazes, e que talvez mereçam uma reflexão:

"Todos temos, mais ou menos, uma vida interior caótica, todos temos pensamentos que nunca expressamos, sentimentos que não gostamos de ter, sonhos proibidos e desejos sem esperança, e estamos cheios de memórias, que existem sob várias formas e feitios, do vago e selvaticamente impressivo, até ao nitidamente lembrado. Todos temos mentiras que se foram transformando em verdades, e estamos repletos de equívocos, confusões, banalidades e defeitos... Mas raramente assumimos uma forma de os comunicar, como Munch fez. Porque os reservamos para nós mesmos."

4 comentários:

  1. Concordo com a citação, mas acrescentaria: E há os Norte e os do Sul. E outros ainda muito mais ao Sul e para Leste e Oeste.
    Mas, talento à parte: nem toda a gente comunica do mesmo modo. E ainda bem.
    A pintura foi a psiquiatria de Munch? Não pergunto isto com nenhuma reserva, só não conheço a vida de Munch.
    Boa semana!

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    1. Estou inteiramente de acordo sobre as diferenças que refere, em relação aos 4 cantos europeus. E, depois, há ainda características próprias em povos dos países grandes e/ou de nações mais antigas, como é o nosso caso, de portugueses.
      Também sei muito pouco sobre Munch. Sei que ele teve algumas relações obsessivas com mulheres e que teve um comportamento muito digno, durante a ocupação nazi da Noruega. É provável que a pintura tenha sido, para ele, uma espécie de catárse, realmente.
      Retribuo, cordialmente, os seus votos!

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    1. Peço imensa desculpa, Margarida, mas, inadvertidamente, apaguei o seu comentário. Mas ainda o li!
      É realmente um texto interessantíssimo, propício a reflexão.
      E também eu aprecio muito a pintura de E. Munch.
      Bom dia!

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