terça-feira, 23 de maio de 2017

Variações sobre as coisas que andam no ar


Não se tinha passado sequer uma semana, depois do meu poste sobre animais domésticos (16/5/2017), e eis que, ao comprar o penúltimo TLS (nº 5954), vejo a sua capa e temática consagradas às relações entre os humanos e os bichos. Na altura do poste, no Arpose, lembrei-me de Gilbert Cesbron (1913-1979), por associação, e dos seus "Cães perdidos sem coleira" (1954), livro que teve um enorme sucesso nos anos 50/60, e que tratava dos padres-operários, experiência piloto que a Igreja católica permitiu e sancionou, pouco antes desse renascimento religioso de dimensões fraternas, mas também realistas, que foi o Concílio Vaticano II, resultado da previdência, e do dinamismo humano e inteligente de João XXIII. A viradeira veio a dar-se, depois, com Paulo VI...
Haverá pioneiros sempre, incompreendidos na altura, mas quem pensa e sente, com verdadeira atenção e humildade o seu tempo, tem, muitas vezes, grandes possibilidades de antecipar o futuro próximo - no fundo, aquilo que já anda no ar do tempo. Para usar as palavras que Nina Ricci deu a um belo perfume feminino (L'Air du Temps), em 1948. E para dar um exemplo mais simples e corriqueiro.

2 comentários:

  1. Não sei comentar este post.
    Boa noite

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  2. Confesso-me, também, baralhado pelo surrealismo do texto.

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