domingo, 13 de janeiro de 2013

Paradigmas


Como a moda, a forma de chamar a atenção, a nível publicitário sofreu alterações profundas, quase para as antípodas do que era de norma nos meus tempos de juventude. Se dantes para vender um produto, a ilustração do agente promotor era, habitualmente, um modelo de compostura, sobriedade ou distinção, hoje, é normalmente o oposto: desatino, gritos, ar amalucado. Excepto quando se trata de fazer publicidade a um produto topo de gama: carro, whisky velho... Aqui, há normalmente elegância e compostura. Mesmo com as criancinhas, o paradigma actual é o mesmo: despenteadas, sujas muitas vezes, barafustando, reclamando com os pais, aos saltos e gritos histéricos... Sinal dos tempos.
Por isso aqui deixo, para ilustração, um reclamo de 1909, ao licor Bénédictine, através deste desenho linear e sóbrio, com um distinto empregado de mesa, modelo de compostura, elegância de gesto e boas maneiras.

4 comentários:

  1. Ainda me lembro deste licor. Será que ainda existe ou caiu em desuso? Não que eu seja apreciadora de licores...
    Para o texto do post vai um :)

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  2. E com todas as regras, casaca com laço preto, sinal de empregado ou de mordomo. Porque se fosse com laço branco já era um "senhor".
    Parecido, nos tempos de hoje, mas só em colete (?), sinal dos tempos, o anúncio em que o mordomo diz "algodão não mente".

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  3. Julgo que ainda existe, MR, porque o vi à venda, em Novembro, na Bélgica. Mas não deve ter muitos clientes e apreciadores.

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  4. Bem visto, JAD. Mas, pela força das circunstâncias, já quase parece um anacronismo...

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