segunda-feira, 2 de junho de 2014

Diário sucinto de umas férias, sem rede, no Alto-Douro (2)


26/5
Naturalmente, arredondei as dezenas, que o tempo é como a bandeirada iniciada de um táxi, que não pára, uma vez a caminho - e bem apetecia que, por vezes, um momento se prolongasse mais e mais, sobretudo quando, inesperadamente, nos atinge essa harmonia de plenitude física e mental em que tudo está bem.
Nada se altera, no fundo, de substancial, por mais um ano sobre a idade, mas a razão regista o facto, como se fora uma ameaça sobre o futuro. Bem como uma noção estranha de escassez do tempo, mesmo que não haja um objectivo pré-determinado a cumprir.
HMJ presenteou-me(-nos) com uma aromática e deliciosa "Vitela à Fafense", e a mesa do almoço até contou com um estimadíssimo nativo dessa terra minhota. Eu contribuí com um "Quinta de la Rosa", tinto 2010, que se portou à altura, e que fora comprado na própria Quinta da sra. Bergqvist, situada muito próximo de Covas do Douro. A "Mousse de Manga" e queijos finais tiveram merecida solidariedade de um "Duque de Viseu" de 2008, na sua arredondada macieza de Touriga Nacional e Tinta Roriz.
Para esmoer, fomos passeando em redor da casa branca, pelos relvados e pequenos declives. Por aí, o A. descobriu dois medronheiros ainda jovens, e a I. colheu rosmaninho e alecrim para levar, no regresso.
Sol pleno até às 17h00, hora de saída dos Amigos. Depois, o céu ficou cerrado por nuvens altas e o vento levantou-se por entre as oliveiras. Quanto ao coração, esse, continuava a trotar alegremente.

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