domingo, 22 de dezembro de 2013

Da Janela do Aposento 41: Exorcismos, a montante 2




Considera-se este segundo “post” como complemento do anterior na medida em que “fecha a abóboda” com a manta de retalhos da formação pedagógica de docentes não universitários.
A nossa apreciação não tem nada a ver com a inabilidade, o populismo e a irresponsabilidade do actual detentor da pasta – da Educação e da Ciência (!) – Nuno Crato, cuja ignorância política perante o problema sistémico de ingresso na carreira docente, herdado da Ditadura, serve apenas para esconder opções ideológicas. Relembrando um soneto de Nicolau Tolentino, intitulado “Deitando um cavalo à margem” e publicado no ARPOSE de 10.7.2010, o que se pretende, no fundo, é despachar o “Despojo inútil do inconstante vento.”
Com efeito, enquanto a tutela precisou dos “cavalos”, delegou a sua formação inicial maioritariamente nas Instituições de Ensino Superior, públicas e privadas, criando, sob a responsabilidade dos diversos Ministros, e foram inúmeros, uma panóplia de “formações pedagógicas”. No entanto, se houve quem beneficiasse com “ingressos na carreira” mais rápidos e/ou benevolentes, os fautores e responsáveis têm o seu assento nos sucessivos Ministérios da Educação.

Convenhamos que, com Ministros como o actual ocupante da pasta, a Academia não precisa de defesa, ”porque quem não sabe a arte, não na estima.”

Post de HMJ

4 comentários:

  1. Repito. "porque quem não sabe a arte, não na estima"!

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    1. Para JAD:
      pois, Camões tinha razão e ainda nos serve para o presente !

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  2. Este ministro é uma anedota. Nunca houve nenhum tão mau. Desconfio que nem o Couto dos Santos... :-)))

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    1. Para Miss Tolstoi:
      pois, de anedota em anedota "cavamos" mais fundo na ignorância.

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